CAPÍTULO 42 Quando o corpo pede abrigo e só um monstro escuta Enquanto eu estava ali deitada, minha mente não parava. Aquele sentimento de morte. Até que… FLASHBACK... Aquele olhar de ódio queimando o ar. Eu quis sorrir. Mas os gritos começaram. — Se matem. Os dois homens à entrada atiraram um no outro. O cheiro de pólvora. Meus olhos arregalados. Ele veio até mim. Eu estava nua, exposta, amarrada pelos pulsos acima da cabeça. O corpo inteiro doía. Max parou. Olhou cada detalhe. Cada ferida. E então virou. — Quem tocou nela? Grito. Disparo. Mais um. Depois ele voltou. Com uma toalha de mesa. Olhou nos meus olhos. Me desamarrou. Enrolou o tecido em volta do meu corpo. Sem dizer nada. Matheus abriu a porta do carro. Eu deitei. O escuro me levou. Agora, no pres

