SUBMUND0 E SANGUE FRIO

1369 Palavras

CAPÍTULO 38 O demônio não perdoa quando você toca no que ele chama de império. O relógio marcava 14h07 quando Max abriu os olhos. A cabeça latejava. A boca estava seca. A pele... grudenta. Suada. Fedia a cigarro, esp3rma e uísque. Havia g0zo seco na parte interna das coxas, e o lençol colava nas costas. Ele não se lembrava dos nomes. Só dos gritos. Dos gemidos. E do vazio. Arrastou o corpo até o banheiro. Engoliu um analgésico sem água. Ficou vinte minutos sob o chuveiro, com os olhos abertos e a alma desligada. Se secou. Se vestiu. Desceu para a cozinha. Tomou um copo de água. Mais um. E, como quem era puxado por uma força que não sabia nomear, foi até o escritório do pai. Abriu a porta com a mesma lentidão com que se encara um túmulo. O ambiente estava intocado. O cheiro

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