DIAS DEPOIS… Lisbeth se olhava no espelho enquanto Adelaide escovava suas ondas rebeldes, pronta para lhe fazer um belo penteado. Já havia um tempo que seu irmão pacientemente aguardava que ela lhe contasse algo, mas Lisbeth manteve-se silenciosa, dia após dia, chorando por sua má sorte, sonhando com demônios que ocupavam suas noites e que a faziam acordar à beira do suor e cansaço, todas as malditas madrugadas. Ela era a imagem de um corpo magro, definhando e doente. Todo miserável dia Lisbeth ouvia Beatrice resmungar para Adelaide que aquele eram sintomas de uma jovem que estava possuída e que uma hora o demônio iria se rebelar. Lisbeth apenas sentia dores na garganta, não conseguia engolir direito e por tanto evitava falar, mas sabia que se não se esforçasse seria levada a julgamento

