Monique Narrando Mostrei o distintivo quase rasgando a carteira. — Polícia. Preciso das imagens dessa câmera aí de fora. Agora. O atendente da loja de conveniência arregalou os olhos, largou o pacote de salgadinho que tava passando no caixa e me levou pro fundo, onde ficava a central de segurança. O cara da TI demorou dois minutos pra aparecer, mas pareceu uma eternidade. Lá fora, o Zangado e o Neno me esperavam dentro do carro, em silêncio, cada um perdido num medo que não sabia nomear. Enquanto isso, eu tentava manter a cabeça fria. Fria. Racional. Policial. Mas era minha irmã. E tudo que eu queria era quebrar a tela do monitor com a unha se isso fosse me trazer uma resposta. — Essa câmera pega o lado de fora? — perguntei. — Pega, sim. Mostra a calçada toda. Ó… aqui — ele deu p

