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1220 Palavras

Bruno Narrando Eu tava em casa, camisa do Flamengo, cerveja gelando no balde e o Antônio largado no sofá com o sorriso mais cínico que eu já vi. — Fala tu… será que a princesinha já chorou hoje? — ele perguntou, levantando a long neck e brindando comigo. — Chorou, gritou, se tremeu inteira — respondi, rindo alto. — Deve tá arrancando os cabelos agora. A mulher mais certinha da cidade… a queridinha da corporação… sendo engolida viva. Dei um gole na cerveja, encostei na cadeira e deixei o som baixo tocar um pagodinho antigo. Tudo em clima de vitória. — Tô até vendo ela — continuei — com aquela cara de fúria fingindo que tá calma. Acha que tá no controle. Mas não sabe nem onde a irmã tá. Não sabe que foi eu. E mesmo que desconfie… vai fazer o quê? Antônio riu, jogou uma almofada em mi

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