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1384 Palavras

Monique Narrando A tela do meu celular acendeu mais uma vez. “Monique, tá tudo bem?” “Queria te pedir desculpa pelas coisas que falei hoje no QG.” “Se quiser conversar, tô aqui. Se quiser vir aqui em casa, ou eu vou aí… só pra gente conversar.” O nome dele brilhava ali, sem vergonha nenhuma. Bruno. A audácia desse desgraçado me dava náusea. Como é que ele consegue fingir preocupação, me chamar pra conversar, como se não tivesse nada acontecendo? Como se ele não estivesse por trás de tudo? Mas ele sabe. Ele sabe que eu tô desesperada. Sabe que a Amanda sumiu. E tá se alimentando disso. Ele quer me ver rastejar. Fechei os olhos e encostei a cabeça no encosto do sofá. A casa da Amanda tava um caos. Não de bagunça — mas de energia. Tava tudo limpo, tudo no lugar, mas o ar pes

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