Neno Narrando O sol nem tinha nascido direito e meu sangue já tava fervendo. A madrugada foi longa. Longa demais. Cada minuto que a Amanda passava longe era uma faca nova enfiada nas minhas costas. Eu tentava não pensar no pior… Mas minha mente é suja. Meu coração é sujo. E eu sei do que esses filhos da p**a são capazes. O telefone vibrou. Era o Dogão. Atendi antes da segunda chamada. — Fala. — Endereço confirmado. — ele respondeu direto. — Casa alugada no nome de um laranja. Perto da antiga garagem da Sulacap. Uns dois caras saíram de madrugada, um continua lá dentro. É ali. — Certeza? — Se não for, tá muito bem montado pra parecer que é. Desliguei. Me levantei devagar do canto da sala da Amanda. A casa tava silenciosa. A Monique dormia de lado, toda encolhida no sofá. O Z

