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1504 Palavras

Monique narrando O Uber encostou no acostamento, meio nervoso, com aquele olhar de quem já sabia que ali não era território pra qualquer um. — Senhora… eu só vou até aqui, tá? — ele disse, com a voz meio trêmula. — Tá tranquilo, parceiro — falei, puxando o dinheiro da bolsa e pagando a corrida. Amanda desceu logo atrás, ajeitando o cabelo e o vestido curto que ela tinha escolhido. Assim que o carro deu ré e sumiu, eu ajeitei o boné na cabeça, puxei a saia pra baixo, respirei fundo e encarei a rua à nossa frente. Tava na cara que a gente ia precisar de coragem pra passar por aquilo. — Meu Deus, Monique… eu tô morrendo de medo… — Amanda sussurrou, agarrando meu braço. Dei uma puxada nela, firme. — Cala a boca, Amanda. Não bambeia, não. Aqui, medo é cheiro. Se eles sentirem que tu tá t

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