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1177 Palavras

Bruno Narrando O QG tava silencioso, como sempre fica depois das oito da noite. Luz fria. Café requentado. Armários fechados. E eu ali. Sentado. Com a p***a de um dossiê aberto na minha frente e o estômago revirando como se tivesse engolido pólvora. Monique. E Zangado. Juntos. A ficha caiu com gosto de ferro na boca. Eu revirei as imagens, uma por uma, como se não fosse eu ali olhando. Como se fosse só mais uma missão. Como se eu estivesse analisando o inimigo. Mas não era missão. Era ela. A mulher que já dormiu comigo. Que já gemeu meu nome. Que conhece meu cheiro. Que me tirou do prumo. Que eu ainda não esqueci. E agora tá com ele. O inimigo. O traficante mais procurado do Dendê. Um p***a que se acha invencível porque tem o sobrenome certo. Porque é filho de quem é

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