Monique Narrando Eu já devia saber que a minha vida ia virar um inferno quando vi o Bruno circulando de novo pelo QG. Ele tava fora há uns meses, deslocado pra outra unidade, e sinceramente? Que ficasse por lá. Mas não… O carma gosta de testar a minha paciência. Ele voltou. E voltou como se nada tivesse acontecido. Como se não tivesse ficado obcecado por mim. Como se não tivesse tentado manipular minha vida, meu corpo, meus passos. Agora eu tenho que aturar ele andando por aqui, com aquela cara nojenta de quem acha que é dono do lugar — e pior, de mim. O Bruno fede. Não só pelo suor do colete ou o cheiro de pólvora. Ele fede por dentro. Fede a podre, a obsessão, a ego ferido. Toda vez que ele cruza comigo no corredor, eu já viro o rosto. Nem por medo. Mas por nojo mesmo. E

