Capitulo 37

2595 Palavras
Noah: Não, se acalme! – ele respirou fundo. – Não é nada disso. Melissa: Então? Fala logo que eu tenho mais o que fazer. – apontando seu lanche. Noah: Quero que me perdoe pelo que eu fiz, sei que foi muito infantil e me arrependo profundamente pelo que fiz com você... – encarou Melissa que comia seu lanche dando pouco caso pra ele. – Está prestando atenção? Melissa: Estou fazendo um esforço... – forçou um sorriso. – Mas não Noah, eu não te perdoo. – disse dura. – O que fez comigo foi c***l e imaturo, foi baixo! – disse com lamúria. – E eu só te perdoarei se um dia me pedir de joelho na frente de todos, pois na hora de me humilhar todo mundo viu! Noah: Como é? – ele disse incrédulo. – Você está louca? Como assim de joelhos? Melissa: É isso ou nada. – cruzou os braços. Noah negou com a cabeça e saiu. – i****a! – voltou a comer. ¨¨¨¨ Any e Sina entraram no quarto com a caixa e Sabina logo ficou curiosa para saber o que tinha ali. Any: Se acalma Sabina. – sorriu. – Eu acho que você vai gostar! Sabina: O que é? – disse indo em direção à caixa. Any abriu e mostrou pra ela. - Ah! – berrou eufórica. – Dois pulguentinhos! – pegando a cadelinha. – De quem é? Sina: Any achou. – apontou a amiga que brincava com o machinho. – Eles devem estar com fome Any. – disse alarmada. – Onde vamos arrumar comida pra eles? Any: É simples, eles tomam leite, é só alguém ir à cantina e buscar um pouco. – disse colocando o cachorrinho no chão. – Será que eles andam? – sorriu ao ver ele se arrastando. – Não, ainda são recém-nascidos, pobrezinhos! – o pegando de volta. – Quem se oferece pra buscar o leite? Sabina: Eu vou, já ia comprar cigarros mesmo. – deu de ombros. – Já volto. – saiu apressada. Sina: E como nós vamos dar o leite a eles? – a loira sentou-se na cama de Sabina. Any: Pode ser com colherzinha, não é? – disse com a mão no queixo. Sina: E não vai ficar cansativo não? Any: Como assim? – perguntou confusa. Sina: Ah amiga, vai ser difícil pra eles. – a loira disse olhando os dois. Any: Já sei. – se levantando. – Eu tenho duas chucas aqui, eram pra neném, mas depois eu compro outras pra ela. – indo até o closet  e pegando uma caixa grande.  Abriu e lá tinha várias coisinhas de bebê, que ganhava das amigas e algumas que ela mesma comprava, tinha de tudo, procurou as chuquinhas com os olhos e logo as encontra. Arruma tudo de volta e coloca a caixa no lugar. Any: Aqui Sina. – disse abrindo a embalagem.  Não demora e logo Sabina chega com o leite morno, as três dividem nas chuquinhas e alimentam os filhotes que estavam morrendo de fome.  Any: Tadinhos parece que nunca viram comida na vida. – achando graça da gula dos animais. Sina: Eles são muito lindos! – maravilhada. – O que vamos fazer com eles? Eles não podem ficar aqui pra sempre Any. Any: É tem razão. – murmurou. – Mas depois pensamos em algo. Sabina: Porque não os deixamos na sala dos instrumentos? – ela sugeriu animada. Any: E se alguém encontrar eles? – arregalou os olhos. – Deus os livre! Sabina: Ninguém vai achar eles. – rolou os olhos. – Ninguém vai lá, é super seguro!  Any e Sina se entreolharam. Sina: Tem certeza Sabina? – Sabina as encarou, aborrecida. Sabina: É claro que sim, não confiam em mim ou o que? – cruzou os braços. Any: Está bem, vamos esperar eles terminarem de mamar. – as duas concordaram. Depois de quinze minutos os filhotinhos terminaram de mamar, Any pegou uma caixa de um dos seus sapatos, já que era mais folgada do que a do rádio, forrou com uma toalhinha e colocou os dois dentro. Tamparam a caixa para não levantar suspeitas.  Abriram a porta para sair e tomaram um susto ao ver Joshua parado, com a mão levantada. Josh: Eu já ia bater. – disse abaixando a mão. – Any, nós precisamos conversar, eu tenho algo sério pra te falar. Any: Falar sobre o que Josh? – disse nervosa com medo que ele descobrisse os cachorrinhos, antes de ele responder, ela retrucou. – Seja o que for esse não é o momento. Josh: Por favor, Any! – a olhou suplicante. – Eu preciso te falar algo, é importante. Any suspirou e os cachorrinhos começaram a fazer barulho dentro da caixa, provavelmente estavam com medo do escuro. Any: Droga. – sussurrou.  Joshua notou seu nervosismo. Josh: O que tem dentro dessa caixa? – curioso.  As três se entreolharam nervosas, que hora maravilhosa para Josh aparecer.  Josh: Anda Any, diz logo o que tem aí! – ele retrucou tentando pegar a caixa. Ela protegia a caixa como podia. – Eu sei que tem alguma coisa aí, você não sabe mentir! Sabina: Ah meu saco! – disse irritada. – Fala logo pra ele, vai que ele sirva pra alguma coisa e ajude! – murmurou. Any: Valeu Sabina! – disse irônica e virou-se para Josh, que ainda esperava pra saber o que tinha na caixa. – São cachorrinhos. Josh: O que? – ele perguntou começando a rir.  Any rolou os olhos, abriu a caixa e o viu ficar sério aos poucos.  Josh: Está de brincadeira Any? – olhando os filhotes. – Não podemos trazer animais para o campus, se te pegarem você está ferrada. Sina: Acontece é que a Any os encontrou abandonados e não podíamos deixar eles nas ruas, eles podiam morrer. – olhando os animaizinhos com afeição. – Eles não são lindos? Josh: É, são até bonitinhos. – sorriu acariciando um deles. – Mas eles não podem ficar aqui. Any: Mas nós já estávamos levando para a sala dos instrumentos. – explicou, balançando a caixa, na tentativa de acalmar os cachorrinhos. Josh: Não! – ele arregalou os olhos. – Lá vão encontrar os dois facilmente. Any se virou para Sabina e a mesma sorriu sem graça. Sabina: Ah eu pensei que era seguro. – deu de ombros.  Any negou com a cabeça. Josh: Eu conheço um lugar bastante seguro em que eles poderão ficar sem medo. – ele disse abrindo um sorriso. Any: Onde? – com os olhos brilhando. Josh: Só vou falar quando você aceitar conversar comigo. – ele disse a encarando. – É serio Any, isso está me remoendo, eu preciso falar contigo.   Any o encarou, preocupada. Any: Tudo bem. – ela suspirou assentindo. – Me mostra onde fica o lugar e nós conversamos lá. Josh: E como eu vou saber se não está me trapaceando? – ele ergue a sobrancelha. Any: Por favor, Joshua. – rolou os olhos. – Não seja melodramático, não combina com você.  Ele levantou as mãos em sinal de rendição e ela se virou para as amigas.  Any: Não se importam de eu ir só não é? – elas negaram com meio sorriso. – Bem, então vamos Josh, antes que eu me arrependa.  Ele sorriu e foi atrás de sua cacheada. Joshua levou Any até a antiga secretaria, ninguém ia lá, apenas a mulher da limpeza que fazia faxina uma vez por semana e como era uma segunda-feira ela só viria novamente no sábado, tempo suficiente para arrumar outro lugar para os cachorrinhos. Any: Nossa Josh, aqui é ótimo! – disse colocando a caixinha no chão com certa dificuldade por conta do tamanho de sua barriga. Ele se tocou e a ajudou. – Obrigada. – murmurou colocando o cabelo atrás da orelha. Josh: Posso colocar aqui? – ele apontou e ela assentiu, estendeu a toalhinha no chão e colocou os dois ali.  Pegou alguns livros e fez uma espécie de cercado para que eles não andassem pela sala inteira e ficassem apenas naquele cantinho.  Josh: Prontinho. – sorriu levantando. – Eles já estão alimentados? – Any assentiu. – Muito bom, amanhã voltamos e alimentamos outra vez. – sorriu de canto. Any: Bem, então... – ela o encarou, enquanto se encostava em uma mesa velha. – O que você queria conversar comigo? Joshua respirou fundo, não ia ser fácil falar, mas ele sabia que se ele quisesse tê-la outra vez teria que jogar limpo, sem mais mentiras e ele estava disposto a tudo, até mesmo contar toda a verdade. Josh: É que... – coçou a barbicha. – Não é muito fácil de falar, eu não sei como você vai reagir. – ela engoliu o seco, sabia que coisa boa não viria, apenas pediu que ele continuasse. – Eu sei que você vai querer me matar, mas eu peço que se acalme. Any: Já chega de enrolação Josh! – ela bufou. – Fala logo, já está me deixando angustiada. Josh: Tudo bem, sabe quando eu disse que a camisinha tinha estourado? – Any assentiu nervosa. – Bem, ela realmente estourou, mas quando nós fizemos amor pela segunda vez eu fui sem nada, sem nenhuma proteção. Any sentiu a boca seca, o que ele estava dizendo?! Any: O que você está dizendo Joshua? – arregalou os olhos. Josh: É verdade, eu fui sem camisinha e eu acho que isso dobrou as chances de fecundação, me desculpa Any, eu juro que eu pensei que se eu desse as pílulas não teria perigo e... – ela o interrompeu. Any: Josh você é mesmo muito i****a! – disse negando com a cabeça. – Só faz besteira em cima de besteira. – pôs a mão no rosto. – Eu não sei do que adianta você me contar isso agora, eu já estou grávida mesmo. Em que vai mudar sua declaração me diz? Josh: Eu não quero mais que existam mentiras entre nós. – pôs a mão no bolso. – Não vai adiantar nada, mas eu me sinto melhor em dividir com você. Any: Ótimo, mas por que não se preveniu? – o encarou com leve irritação. Josh: É que... – suspirou. – Eu só queria te sentir melhor e... Any: Sentir melhor a mim? – o encarou irônica. – Você é um louco, imagine se além da gravidez eu também não pegasse uma doença sexualmente transmissível? Você tem noção? Josh: Está falando que eu tenho doenças? – disse incrédulo. Any: Não era de se admirar se tivesse, você transou com quase todas as mulheres daqui! Já parou pra pensar se alguma delas não tem algum tipo de doença? – pôs o dedo na cabeça. – A tal Tereza, por exemplo, não tinha gonorreia? Josh: Claro que não Any, aquilo foi uma brincadeira que eu aprontei com ela. – ele disse rapidamente. – E eu uso camisinha sempre, entendeu? Any: Também "usou" camisinha comigo e olha como me deixou. – apontando a barriga. – Eu estou grávida e o pior, estou doente por sua culpa! – acusou. Josh: Eu já falei que eu não tenho nenhuma doença! – berrou com leve irritação. Any: Não estou falando disso, apesar de achar que você deveria fazer exames, mas, enfim... Ele ignorou as últimas palavras dela e a encarou intrigado. Josh: Está falando do que então? – ela o encarou. – Você está doente? O que você tem Any? – a segurando pela cintura com a expressão preocupada. – Fala! Any: Eu estou com uma doença que se adquire quando engravida. – suspirou. – Pré-eclâmpsia. Josh: O QUE? – ele disse muito assustado. – Como assim você está com isso Any? Por quê? Como? Any: Já chega Josh! Eu estou doente e corro riscos até o bebê nascer, muito simples. – rolou os olhos ironizando. – Graças a sua gracinha de me sentir. Josh: Me perdoa, me perdoa meu amor. – disse pegando a mão dela. – Me diz que doença é essa, me explica Any. – beijando as mãos dela. – Por favor, meu amor, fala pra mim. Any quase sorriu quando viu como ele a bajulava, agora ela não sabia dizer se era verdade ou mais uma das mentiras dele. Any: É uma doença, eu não sei explicar Josh... – murmurou. – Mas é grave. Joshua sentiu um nó na garganta, Any não podia estar doente, não podia estar com problemas, se acontecesse algo com ela ou com sou filha seria capaz de fazer uma loucura. Josh: Any eu não vou deixar nada acontecer com você, eu prometo. – ele disse roucamente, fazendo-a encará-lo. – Você é TUDO, tudo pra mim e se acontecer alguma coisa com você eu nem sei o que eu sou capaz de fazer. – nervoso.  Any sorriu de lado, às vezes ele era tão fofo e lhe fazia sentir protegida, se sentir importante. Any: Obrigada. – ela disse se afastando. – Mas não se preocupe, eu vou ficar bem. – ele suspirou pesado. – Se não tem mais nada pra me falar é melhor eu ir dormir. Josh: Espera Any. – ela se virou. – Ainda tem outra coisa. – disse engolindo o seco. Ela viu a expressão de Josh e respirou fundo, e ali viria outra bomba. Pelo menos ela achava. Any: Pois fale Josh, eu estou escutando. – ele assentiu e coçou a nuca, estava nervoso e ela sabia. Josh: Eu sei que você já sabe que eu fiquei com algumas garotas durante o nosso namoro. Any: Algumas? – o interrompeu irônica e ele a encarou sem graça. – Continue. – pediu cruzando os braços. Josh: Bem, eu fiquei algumas vezes com a... – coçou a cabeça. – Fiquei com a Heyoon. – disse por fim. Any paralisou. Apoiou-se na mesa para não perder o equilíbrio. Any: Você ficou com a Heyoon? – perguntou em choque e ele assentiu. Any deu um sorriso amarelo, sentia como se um punhal tivesse lhe acertado em cheio nas costas, agora entendia a expressão apunhalada. Heyoon e Joshua tinham um caso e ela nunca teve conhecimento.  Meu Deus se existisse prêmio de melhor i****a do ano, levaria o primeiro lugar sem dúvidas. Era tão i****a! Tão burra! Tão cega! Todos faziam o que queriam com ela, era incrível!  Heyoon sempre foi uma das suas "melhores" amigas, sempre estava disposta a ajudar a garota no que fosse, perdia as contas de quantas vezes a ajudou a se arrumar para encontros românticos. Com certeza a arrumava para que ela fosse se encontrar com seu próprio namorado. Sem perceber duas grossas lágrimas caíram de seus olhos. Josh: Any me desculpa... Any: Para de pedir desculpas Beauchamp! – berrou limpando as lágrimas. – Você sempre acha que tudo se resolve com desculpas! p***a, você ficou com a minha amiga, você teve um caso com a Heyoon sabendo que nós duas éramos amigas e mesmo assim ficou com ela! – disse com mágoa.  Ele ouvia tudo de cabeça baixa, sabia que ela tinha razão, era uma coisa difícil de entender e perdoar, mas um dia ela saberia e melhor que fosse pela boca dele, do que pela boca dos outros, na opinião dele, acabar com todas as mentiras era fundamental para tentar ficar numa boa com ela de novo e isso era o que ele mais queria, ficar ao lado dela e cuidar dela nesse momento.  Any: Quantas vezes você ficou com ela? – disse olhando para o nada. Josh: Umas seis, sete vezes... – negando com a cabeça. – Any, me entende, eu sou homem, você e eu não tínhamos relações e pra mim sexo era uma coisa diferente de amor, nós homens temos necessidades que as mulheres não entendem. 
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