Regina: Eu não sei, ontem eu encontrei na porta da edição. – disse gaguejando de medo de Sabina a agredi-la. – E então eu publiquei.
Sabina: Você mente muito m*l! – bufou. – Estou perdendo a paciência!
Regina: Eu juro... Eu JURO Sabina! Se quiser te dou o envelope, veio com um bilhete e você pode descobrir quem foi.
Sabina: Onde está? – disse interessada.
Regina: Vamos comigo até a edição.
Sabina a largou grosseiramente, quase que a coitada caiu. As duas se olharam e saíram. Todos ainda estavam meios que descrentes a respeito da gravidez de Any, sabiam que ela e Joshua tinham rompido o namoro e agora ela aparecia grávida? Babado fortíssimo.
¨¨¨¨
Any estava chorando no dormitório, Sina chega e senta na ponta da cama dela.
Sina: Amiga. – suspirou. – Não fica assim Any, não é pra tanto. Uma hora ou outra isso iria acontecer e você sabia bem.
Any: Mas eu não queria que fosse desse jeito. – limpando as lágrimas. – Eles devem estar pensando o pior de mim, que eu sou uma... – pausa. – Uma p**a. – disse por fim.
Sina: Claro que não amiga. – disse negando com a cabeça. – Não é por que você está assim que você seja uma qualquer. Isso pode acontecer com qualquer pessoa.
Any: Minha avó sempre diz que... – foi interrompida.
Sina: Ah pelo amor de Deus! – rolou os olhos. – Sua avó é uma... Com o perdão da palavra amiga... Uma i****a! – Any abaixou a cabeça. – Parece que ela ainda vive no século passado. É como se fosse uma irmã ou parente de Hittler, valha-me Deus!
Any: Então eu não tenho por que me envergonhar? – encarou Sina.
Sina: Claro que não Any. – dando um abraço nela. – A única coisa que você tem que fazer é cuidar da nossa florzinha. – levou a mão até a barriga da amiga e pousou lá. – Entendido? – Any assentiu.
Any: Mas eu não quero ir pra lá. – suspirou. – Eu quero ficar aqui hoje.
Sina: Tudo bem, não se preocupe, pode ficar. – Any sorriu. – Eu dou alguma desculpa para os professores e depois te passo a matéria. – piscou.
Any: Obrigada amiga.
Sina mandou um beijinho pra ela e saiu. Any voltou a deitar, se sentia um pouco melhor com as palavras de Sina, ficou pensando um pouco em sua vida, mas logo o sono veio e ela dormiu.
¨¨¨¨
Noah: E então cara? – encarou Joshua que vinha calado. – Tem certeza que está bem o suficiente pra assistir as aulas?
Josh: Não, não sei quando eu vou ficar bem. – disse enquanto sentavam-se à mesa. – Mas o que vai adiantar eu ficar chorando como um bebezinho? Isso não vai trazer meu avô de volta. – suspirou dando de ombros. – Hina, hoje me traz apenas uma xícara de chá de camomila. – pediu a menina, que já estava ali. – Não estou com um pingo de fome.
Bailey: Fico feliz de te ver falando assim parceiro. – bateu de leve nas costas dele. – Seu Alex deve estar comemorando lá com as anjinhas.
Josh: É impressão minha ou todos estão olhando pra cá? – confuso ao notar os vários olhares lhe queimando.
Noah: Vai ver já souberam que seu avô morreu, essas notícias se espalham rápido.
Josh: É você tem razão.
Hina voltou com os pedidos e eles se serviram. Ela saí e Joalin aparece.
Joalin: Oi garotos. – disse sem sal. – Posso sentar?
Bailey: Oi gatinha! – disse tarado. – Senta aí.
Josh rolou os olhos e tomou seu chá.
Joalin: E então Josh? – se virou para o loiro. – Feliz com a paternidade?
Joshua já ia mandar Joalin ir se f***r, mas parou ao notar a pergunta. Como ela sabia?
Josh: Como você sabe disso? – disse ignorando a pergunta da loira.
Joalin: Ué, todo mundo sabe. – disse com um sorriso debochado. – Publicaram no informativo da faculdade.
Josh: Me dá essa p***a aqui. – pegou o jornalzinho da mão dela e viu a nota. – Que imbecis! – rosnou tomando outro gole do chá e amassando o jornal. – Parece que não tem nada a mais pra fazer que não seja cuidar da vida alheia.
Joalin: Ah então é verdade? – cruzou os braços.
Josh: Você é cega? – a encarou. – Não está vendo a minha filha aqui? – apontou a barriga de Any na foto. Joalin se irritou.
Joalin: Sim, mas esse bebê pode ser de qualquer um. – cruzando os braços.
Josh: Ei! – ela o encarou. – Any não é v***a como você. – tomou outro gole de chá. – E se ela diz que é minha, então é minha e eu não tenho nem dúvidas a respeito da paternidade. Eu perdi meu avô ha três dias e não estou com nenhuma vontade de falar contigo, minha cabeça está a ponto de explodir, então vaza logo! – disse irritado.
Joalin: Isso não vai ficar assim Josh. – se levantou e voltou por onde veio.
Joshua negou com a cabeça impaciente.
Noah: Coitada da loira. – sorriu penoso.
Josh: Coitado é de mim que tenho que ficar suportando essa vaca. Parece que nasceu grudada comigo, não pode me ver que já vem perturbar. – rolou os olhos, entediado.
Noah e Bailey apenas riram e voltaram a tomar café.
¨¨¨¨
À tarde, ele se lembrou de que tinha que levar Any ao médico e foi até o quarto dela, bateu na porta duas vezes. Nada. Pôs o ouvido na porta e bateu novamente. Nada. Viu que a porta estava aberta e entrou, sorriu ao encontrá-la dormindo.
Foi até lá e sentou ao lado da cama, era tão linda! Parecia um anjo. Ele ficou alguns minutos admirando-a e depois decidiu acordá-la, pois já estava ficando tarde.
Josh: Any. – chamou de leve para não assusta-la, pois já tinha lido alguma coisa que um susto poderia causar muitas complicações na gravidez e até mesmo ao aborto. – Meu amor. – pegando a mão dela e dando um beijo. Aos poucos ela vai acordando. Ele sorri.
Any: Olá. – sorriu, coçando os olhos. – Nossa eu apaguei.
Josh: Notei. – ela riu. – Vim te chamar, por que ontem nos combinamos de ir juntos à consulta.
Any: É... – bocejou. – Só à tarde Josh.
Josh: Já vai dar duas da tarde. – ele riu ao notar a cara de espanto dela.
Any: Eu dormi a manhã inteira? – arregalou os olhos.
Josh: Parece que sim. – ela levantou apressada.
Any: Droga, minha consulta é as duas e meia, eu vou tomar banho rápido, me troco e depois nós vamos. Faltam quantos minutos?
Josh: Faltam quinze minutos. Agora é uma e quarenta e cinco.
Any: Ok, eu não demoro. – ele assentiu.
Depois de mais ou menos vinte minutos os dois estão indo em direção ao consultório. Chegaram em cima da hora, mas chegaram.
Selena: Olá querida! – deu dois beijinhos em Any. – Como tem passado?
Any: Mais ou menos doutora, perdemos uma pessoa muito querida. – suspirou.
Selena: Oh céus. – pôs a mão na boca. – Eu sinto muito. – a doutora não quis esticar assunto, sabia que era algo difícil. – E esse rapaz?
Any: Joshua. – fez as devidas apresentações. – É o pai da neném.
Selena: Meu Deus, eu estou ficando é velha mesmo. – disse rindo. – Eu fiz o parto dele também! – dizia orgulhosa.
Josh: É mesmo? – curioso.
Selena contou toda a historia, enquanto organizava as fichas de Any. Depois fez todo o protocolo. Josh estava atento a tudo, queria saber de tudo e a doutora explicava sem deixar nenhuma dúvida. Na hora do ultrassom ele abriu um sorriso de orelha a orelha. Era um verdadeiro milagre aquilo.
Josh: Ela parece bem... – disse sem tirar os olhos do monitor. – Ela está pesando quanto mesmo?
Selena: Quinhentas gramas. – sorrindo. – Está no peso normal. Vou colocar o coração dela para o papai ouvir.
Joshua encarou Any, que apenas sorria olhando o monitor, ele iria ouvir o coração da filha dele mesmo? Logo o barulhinho começou, ele sorriu. Ao contrário do que ele pensava era rápido e forte.
Josh: Minha nossa. – encarando a barriga dela. – É forte hein? – pegando a mão de Any e apertando.
Any: Muito. – sorrindo, estava se sentindo muito bem em ter ele ali, ao seu lado. Sentia-se tão protegida ao lado dele, era incrível.
Selena: Bem querida, você fez o que eu pedi? Ficou sem ir ao banheiro, sem comer coisas pesadas? – Any assentiu. – Perfeito, eu vou até o ambulatório pegar a seringa que aqui eu não tenho.
Any: Seringa quer dizer agulha? – a doutora assentiu. – Oh não!
A doutora deu um risinho e saiu da sala, Joshua sentou ao lado dela.
Josh: Ainda tem medo de agulhas? – sorriu achando graça.
Any: Muito, eu tenho medo de médico até hoje por causa disso. – disse sorrindo de leve. – Pensei que aqui eu iria escapar, mas estou vendo que não.
Josh: É pela nossa filha. – sorriu de leve.
Any: Você se sente melhor? – ele assentiu. – Que bom, é estranho ver você pra baixo.
Josh: Eu sei, mas isso não importa agora. – acariciou a barriga dela. – Eu prometo que vou superar. – piscou e ela sorriu de leve.
A doutora voltou e trouxe com ela uma caixinha de isopor.
Selena: Prontinho, já voltei. – disse abrindo a caixinha e tirando de lá uma seringa grossa. Any suspirou nervosa, depois a doutora abriu embalagem e tirou a seringa, depois pegou uma agulha enorme e colocou na seringa. – Prontinho, querida. – disse tirando a tampa da agulha. Any arregalou os olhos ao ver o tamanho da mesma.
Any: Por que a agulha é tão grande? – disse chorosa.
A doutora riu, Any não estava achando graça nenhuma, queria correr dali.
Selena: É por que precisa chegar ao seu útero querida, então precisa ser comprida. – explicou.
Josh: Mas não tem perigo de furar a neném não? – perguntou preocupado.
Selena: Não, por que é utilizado o ultrassom pra ver o local da agulha. – sorriu enquanto passava um algodão umedecido com álcool um pouco abaixo do umbigo de Any.
Any: Ain. – mordeu o lábio e fechou os olhos ao ver que a doutora já direcionava a agulha em direção a sua pele. – Cuidado com a minha neném. – pediu com a voz embargada.
Selena: Não se preocupe querida. – sorriu.
Josh: Calma Any. – pegou a mão dela e apertou enquanto via a agulha afundando devagar, a doutora não tirava os olhos do monitor enquanto colocava a agulha cuidadosamente.
Any sentiu uma picada, mas pra ela era a morte, tinha pavor de agulha desde que era criança, quando tinha que tomar vacinas preferia as gotinhas e quando tinha que ser injeções ela faltava morrer de tanto chorar, precisavam mais de duas enfermeiras para segurá-la durante a aplicação ou então corria riscos de a agulha quebrar no corpo dela do tanto que se mexia e gritava. Ela estava lagrimando, Joshua entrelaçou as mãos e ela levou as mãos entrelaçadas até o rosto e cobriu.
Selena: Falta só um pouquinho querida. – disse puxando a seringa e trazendo um líquido amarelado, um pouco turvo.
Joshua olhava tudo e estava morrendo de medo que sua filha se prejudicasse com aquilo, mas a doutora sabia muito bem o que fazia. Ele sabia disso, mas isso não o impedia de se preocupar. A doutora encheu a metade da seringa com o liquido amniótico e foi tirando a agulha com o mesmo cuidado que colocou.
Selena: Prontinho, mamãe. – sorriu assim que tirou a agulha. Any voltou a respirar de alivio.
Any: Acabou? – abriu os olhos e encarou a doutora.
Selena: Sim e você foi muito bem. – disse lhe mostrando a seringa. – Aqui está, agora já pode ir trocar de roupa meu bem. – disse enquanto pegava um frascozinho.
Any assentiu e se levantou, foi em direção ao trocador. Josh observou ela sair e observou a doutora despejando o conteúdo da seringa no frasco e em seguida o fechando e colocando na caixinha de isopor. A doutora percebeu que ele a encarava e sorriu.
Selena: Alguma dúvida querido?
Josh olhou para o lado desconfiado e voltou a encarar a doutora.
Josh: Na verdade eu tenho sim. – sorriu sem graça. – Mas é muito pessoal.
Selena: Eu já sei até o que é. – riu baixinho. – Vou chutar, quer saber se podem ter relações sexuais é isso?
Josh: Sim. – disse sorrindo. – Eu quero saber se podemos fazer sem medo.
Selena: Claro que sim, sexo de certa forma faz muito bem durante a gravidez. – Josh ficou aliviado. – Mas procure a posição mais confortável pra ela, por que a barriga e o bebê de certa forma, atrapalham em algumas posições.
Josh: Isso não é problema. – com um sorrisão.
Selena sorriu e começou a atualizar a ficha de Any. Logo a cacheada volta.
Any: Doutora vai demorar muito pra saber o que ela tem? – disse coçando a nuca.
Selena: Um pouquinho querida, esse tipo de diagnóstico demora um pouco, mas assim que sair você será a primeira a saber. – tranquilizou-a.
Any: Então tudo bem. – abriu um sorriso de canto.
A doutora deu mais algumas informações para os dois e deu por encerrada a consulta, Any estava tão nervosa que até esqueceu-se de pedir o pirulito.
Josh: Agora eu vou te levar pra almoçar. – disse enquanto ligava o carro.
Any: Mas já é três e meia da tarde. – disse espantada. – Já é hora do lanche. – debochada.
Josh: Não, você vai comer alimentos saudáveis e uma salada reforçada e eu vou ficar olhando pra ver se vai comer tudo. – disse sério.
Any: Está parecendo a minha mãe falando assim. – cruzou os braços.
Ele apenas sorriu e voltou a dirigir.
Logo chegaram a um restaurante. Os dois entraram e pediram uma mesa.
Josh: O que vai querer comer? – perguntou enquanto ela olhava o cardápio.
Any: Eu não sei, estou em dúvida entre o frango assado ou o filé de peixe. – pensativa.
Josh: Eu vou querer filé de carne com batatas fritas. – olhando o dele.
Any: Eu estou enjoada de carne. – fez careta. – Eu penso logo no sangue e me sobe na cabeça uma vontade de vomitar... – Josh fez uma careta de repulsa, ela sorriu. – Eu acho que vou querer um franguinho com farofa de manteiga.
Josh assentiu e o garçom chegou.
Josh: Me traga filé com fritas, uma porção de frango assado com farofa de manteiga, o acompanhamento, uma coca-cola e um suco de frutas, por enquanto. – o garçom assentiu e saiu.
Any: Porque eu não posso tomar coca-cola ? – perguntou com um bico.
Josh: Porque tem cafeína e não é saudável pra neném. – explicou.