Any: Vou sim amor. – beijou a mãozinha dele. – Vai ser seu sobrinho. – sorriu.
João: Quando eu vou ver ele? – perguntou enquanto abriu um sorriso meigo.
Any: Ele ainda vai demorar um pouquinho pra nascer. – sorriu acariciando os cabelinhos dele. – Mas ele está aqui, na minha barriga. – João arregalou os olhinhos.
João: Você comeu o bebê? – disse espantado.
Sabina espocou em uma gargalhada e Any arregalou os olhos com o disparate.
Any: Não maninho! – disse se segurando para não rir. – Ele veio parar aqui por... – coçou a nuca e encarou Sabina, que a olhava com uma cara de tarada. – Por outra forma. – explicou.
Sabina começou a rir de novo.
Sabina: Ai, depois dessa eu vou tirar um ronco! – se levantou e deu um beijo em Any e outro em João. – Te vejo mais tarde amiga! – piscou e saiu.
Any: Tchau Sabina! – se despediu e voltou a encarar o irmão. – Quer comer bebê? – ele negou com a cabeça.
João: Quero toddy. – sorriu.
Any: Hina! – chamou a moça que estava ali limpando uma mesa. Hina se aproximou. – Traz um toddy pra ele? – sorriu.
Hina: É pra já Any. – sai e logo volta com o toddy. – Aqui está!
Any: Obrigado Hina. – agradeceu e Hina somente balançou com a cabeça e saiu.
Shivani aparece acompanhada de Lamar.
Shivani: Any! – Any se levantou para abraçá-la. – Que saudade maninha! – sorriu.
Any: Eu também. – se soltaram do abraço. – Que milagre é esse você aqui? – sentando.
Shivani: Ah, fiquei sabendo que vou ser titia! – sentou-se. – Então vim te parabenizar!
Any: Ah obrigada. – sorriu sem jeito.
Shivani: Então, mamãe me contou que foram ao médico. – roubando o toddy do irmão e dando um golinho. Any assentiu. – E então? O que ele disse?
Any: Ela, Shiva. – sorriu. – É uma mulher! – Shivani rolou os olhos, dando pouquíssima importância ao sexo do médico. – Disse que estava tudo bem comigo e com o bebê. – pegou a bolsa e a abriu, meio desajeitada por João estar no seu colo. – Ela me deu essa fotinha. – mostrou.
Shivani: Onw que fofo! – sorriu encantada. – Olha amor! – mostrando para o namorado.
Lamar: Acha que vai ser menino ou menina Moana?
Any: Dá pra parar de me chamar de Moana? – rolou os olhos enfadada, Lamar gargalhou. – Eu nem sei ainda, mas o que vier está ótimo. Estando com saúde. – pegando a foto que a irmã lhe entregava.
Shivani: Cara, não dá pra acreditar que você esteja grávida. – disse risonha. – Você é tão certinha!
Any: Mas aconteceu não é? – suspirou. – Então eu tenho que arcar com minhas responsabilidades.
Shivani: Eu não sabia nem que você transava!
Any arregalou os olhos e ela pôs a mão na boca, arrependida do que disse pelo irmão mais novo estar ali.
João: O que maninha? – encarou confuso, querendo entrar na conversa.
Any: Nada vida, coisas de adulto. – olhando de relance para Shivani, que sussurrou algo como foi m*l e um sorrisinho, demostrando seu arrependimento. Any apenas sorriu.
Joshua a viu ali, conversando na cantina com Shivani, Lamar e o anãozinho do irmão dela. Aproximou-se tranquilo. Shivani o viu e sorriu.
Shivani: Oi Josh! – se levantou.
Any prendeu a respiração e se virou devagar, ele a encarava com um dos seus melhores sorrisos.
Josh: Oi Shivinha. – disse dando um beijo no rosto da "ex-cunhada". – E aí cara?! – cumprimentou pegando João no colo. – Tudo bem? – o pequeno assentiu.
João: Sabia que minha irmã vai ter um bebê? – dizia com um sorrisão.
Josh: Sabia sim! – piscou. – Any. – virando-se para encará-la. – Será que podemos conversar?
Any: Hm... – querendo fugir. – Eu estou ocupada agora Josh.
Shivani: Imagine, eu já estou de saída! – piscou. – Vamos pirralho! Dá um beijo na Any! – João deu um beijinho no rosto de Any que sorriu. – Podem conversar a vontade!
Traidora... Pensou Any. Mas no fundo Shivani não tinha culpa, para ela, Any era completamente apaixonada por Joshua e os dois estavam passando por uma crise. Era isso que todos da família pensavam. Apesar de ser apaixonada, ela só queria distância dele. Shivani se despediu da irmã e saiu com João e o namorado. Any se levantou e fez menções de ir embora, ele envolveu seu braço e a segurou, impedindo-a de ir.
Josh: Eu disse que queria conversar contigo. – suspirou.
Any: O que você quer? – grunhiu impaciente.
Josh: Mamãe me disse ontem à noite que você foi ao médico. – a encarou. – Porque não me avisou?
Any: Por que eu não te devo satisfações de nada da minha vida! – disse sem paciência.
Josh: Any esse bebê também é meu! – rolou os olhos, já estava perdendo a paciência. – Você tem que se conformar, eu sou o pai e mereço saber tudo o que passa com ele!
Any: Pois eu não estou dando à mínima se você é o pai ou não. – deu de ombros. – Por mim, meu filho nem tinha pai!
Josh: Mas ele tem e sou eu! – apontou para si mesmo.
Any: Mas quem está carregando ele, sou eu! – também apontou para si mesma. Uma fotinha na mão dela chamou a atenção dele.
Josh: O que é isso? – tentou pegar a foto, mas ela afastou a mão. – Any, me deixa ver.
Any olhou a fotinha e depois olhou pra ele, ele a encarava com os olhos pidões e ela suspirou.
Any: Toma! – entregou e ele a pegou rapidamente.
Ele viu e sorriu de leve, sentiu o coração bater mais forte quando viu aquela imagem, era tão pequeno, tão indefeso.
Josh: É nosso? – apontou a foto e ela o encarou mordendo o lábio. – Meu Deus! – dizia passando a mão no maxilar, ele realmente estava lá, estava no ventre dela e ninguém o tiraria dali, era dele!
Você toma e eu juro que não vai doer nada, ele vai descer quando você menos esperar.
Suas próprias palavras ecoaram em sua mente, ele era um mostro! Queria tirar a vida daquele pequeno indefeso, que não tinha culpa de nada dos seus problemas. Suspirou e olhou a fotinha, ele queria aquele bebê. Apesar de tudo, ele o queria.
Any: Josh, se já não tem mais nada pra falar eu vou indo embora. – disse fazendo-o despertar de seus devaneios. Ele a encarou saindo sem dizer nada, de repente ela para e volta. – Isso ME pertence! – pegou a pequena foto e saiu sem dizer mais nada.
Ele suspirou, observando-a se afastar. Porque tinha que ser tão difícil assim lidar com Any? Droga! Negou com a cabeça e foi em direção à quadra, já estava atrasado para o treino.
¨¨¨¨
Sabina: Any! – a chacoalhando. – Acorda! Você está atrasada!
Any: Hã? – coçando o olho. Parecia que não tinha dormido absolutamente nada, apesar de ter dormido a noite inteira. – Que horas são?
Sabina: Vai dar sete, amiga. – sentou ao lado dela com pena, sabia que ela estava morrendo de sono por conta da gravidez. – E como esse fofinho se comportou à noite? – acariciando a já saliente barriguinha de Any.
Any: Bem. – se sentou ainda meio tonta. – Como sempre. – sorriu sem vontade.
Sabina: Nem um chutinho? – Any negou.
Any já estava no quarto mês de gestação, quase entrando no quinto, sua barriguinha já estava presente. Por sorte ela conseguia disfarçar a barriga usando roupas folgadas e ninguém tinha notado ainda. Graças a Deus!
Any: Me deixa ir tomar meu banho logo, antes que eu me atrase. – levantou e correu para o banheiro.
Ao sair, Sina se maquiava e Sabina estava as esperando sentada.
Any: Onde você estava Sina? – perguntou confusa. – Quando eu acordei não te vi. – entrando para o closet.
Sina: Ah, eu estava lá no quarto da Sofya, fui pegar meu rímel. – mostrando o rímel. – Amor você tem consulta hoje?
Any: Tenho, as duas e meia. – disse de dentro do closet. – Vou tentar olhar o sexo, se ele deixar não é? – sorriu sem vontade.
Seu bebê era um pouco inativo, ela nunca tinha sentido ele mexer, o que já era pra estar acontecendo a algum tempinho.
Sina: É nossa vez? – perguntou com alegria na voz.
Any: Bem, mamãe não vai poder ir comigo. – sorriu ao notar a afobação das amigas. – Então se quiserem podem ir é claro. – disse vestindo o casaco.
Sabina: Ah, mas é claro que nós vamos! – observando Any sair do closet já vestida.
Ela usava uma saia jeans e uma blusa um pouco folgada pra disfarçar a saliência na barriga e um casaco de lã.
Any: E a Melissa meninas? – disse sentando na cama para calçar as sandálias.
Sina: Já foi tomar café. – suspirou finalizando sua maquiagem.
Melissa tinha dado um tempo de brigas, segundo ela não iria misturar as coisas, o que gerou uma trégua nas discussões entre ela e as amigas. Any terminou de se arrumar e desceu para tomar café.
Ao chegar lá, como de costume todo mundo olhou para elas, algumas garotas não deixavam de comentar como ela estava engordando, o que elas deduziam pelo fato de Any estar usando roupas largas. Any se sentia muito incomodada com isso, ela não gostava de mentir, mas no caso da faculdade era a única saída.
Sentou-se à mesa e fez seu pedido, iria tomar apenas um suco de frutas com um pedaço de bolo de cenoura. Recomendações médicas que ela simplesmente odiou. Se tinha uma coisa que ela amava demais nessa vida era café! E saber que estava proibida de ingerir cafeína a deixou muito chateada. Olhava as amigas tomarem uma deliciosa e espumante xícara de café todas as manhãs e sentia sua boca se molhar de vontade.
Joshua a encarou do outro lado da cantina era incrível como conseguia disfarçar a barriga que ele deduziu já estar saliente, o pior é que ele não podia sequer se aproximar dela, que já era motivo para brigar. Assuntos do bebê? Ele não sabia de nada, ela não dizia nada pra ele! Não sabia se seu filho era um menino ou uma menina. Não tinha visto a barriga dela ainda, não tinha tocado, não tinha sentido seu filho chutar e tudo aquilo o deixava muito frustrado!
E o pior de tudo é que ela estava cada dia mais amiguinha do encubado do Sampaio, aquele mané! Se duvidar esse infeliz sabia mais coisas do bebê do que ele que era o pai! Foi interrompido pelo celular dele vibrando no bolso, atendeu sem nem ver quem era.
Josh: Alô! – disse levantando da mesa, o sinal estava péssimo. – Ah, oi mãe.
Úrsula: Filho, onde você está? – disse com uma voz fraca.
Josh: Eu estou na faculdade mamãe. – se preocupando pelo tom de voz da mãe.
Úrsula: Isso eu sei meu filho. – suspirou. – Quero saber em que parte...
Josh: Estou na cantina, você está aqui? – ela não respondeu. – Mamãe você está bem? Está me assustando.
Úrsula: Filho sobe aqui na sala de visitas, por favor. – pediu.
Josh: Já estou indo. – saiu voado até lá.
Estava realmente preocupado, sua mãe estava muito estranha no telefone.
Ao chegar lá ela se levanta e o abraça.
Josh: Mãe o que foi, qual é o problema? – soltando do abraço e a encarando.
Úrsula: Filho... – disse com a voz embargada e os olhos com um brilho fora do normal, ela estava a ponto de chorar!
Josh: Mãe, pelo amor de Deus, fala logo o que tá acontecendo aqui! – disse impaciente.
Úrsula: Filho, o vovô Alex teve um infarto. – disse desabando em lágrimas.
Josh: O QUE?! – arregalou os olhos. Joshua sentou no sofá perplexo, seu vovô... – Ele morreu? – perguntou sentindo um nó na garganta.
Úrsula: Não filho. – sorriu de leve. – Mas o estado dele é muito delicado.
Josh: Não mãe. – sussurrou caindo no choro.
Ele não era de chorar, mas quando se tratava de seus avós ele mandava tudo à merda! Seu avô não podia morrer, não podia! Primeiro sua vózinha Luíza, quando ela morreu, ele quase morre com ela. E agora seu avô?! Uma das pessoas mais importantes de sua vida?! Não...
Úrsula: Calma meu amor! – o abraçando. – Você tem que ser forte, temos que ter fé! – ela sabia que Joshua era muito apegado com o avô.
Josh: Eu quero ver ele! – se soltando e encarando a mãe. – Onde ele está?
Úrsula: Se acalma meu bem, ele está passando por uma cirúrgia no momento, é muito delicada.
Josh: EU QUERO IR! – gritou desesperado. Úrsula mordeu o lábio e assentiu.
Úrsula: Ok. – assentiu. – Vamos sim!
Os dois saíram em direção ao estacionamento, entraram no carro de Úrsula e arrancaram em direção ao hospital.
Ao chegar lá estavam Ron, Silvio e Priscila, Jaden também estava por ali derramando suas lágrimas, assim como Joshua era muito apegado ao avô.
Josh: Como ele está, papai? – suspirou, já mais calmo.
Ron: Ainda está na operação, não tivemos nenhuma noticia ainda. – passou a mão na nuca.
Úrsula: Eu não contei pra Any, Priscila, eu não tive coragem, ela está grávida e eu não quero que prejudique o bebê. – Priscila apenas assentiu. – Meu deus, meu pai não pode morrer. – disse voltando a chorar.
Ron: Calma meu amor. – deu um beijo nela. – Vai ficar tudo bem! E fez muito bem não ter contado pra Any, se ela souber que o vô Alex está nessa situação é capaz de desmaiar e isso seria péssimo no estado dela.
Joshua não estava ouvindo nada, estava preso em seus pensamentos, com muito medo de perder seu avô, ele não podia morrer!