Na faculdade, Sabina e Sina ainda se encontravam perplexas com a revelação do dia anterior.
Sabina: Eu ainda não acredito, o Pedro, meu Pedrinho! – dizia negando com a cabeça. – O Pedro é um filho da p**a! – socando uma almofada.
Sina: E o Beauchamp estava falando a verdade! – disse rodando na cadeira do computador.
Sabina: Cara, ainda bem! – batia na testa. – Ainda bem que a Any não foi. – levantando e andando de um lado para outro.
Sina: E a quem temos que agradecer? – disse com um risinho.
Sabina: Olhe, eu odeio hipocrisia, não gosto dele e ponto final, eu acho que a Any merecia coisa melhor. – disse desgostosa. – Mas eu tenho que admitir que ele fez bem. – suspirou. – E o Sampaio vai me pagar! Deixa só eu ver ele na minha frente. – batendo o punho fechado na mão.
Sina: Sabina, não comece com seus ataques violentos, lembre-se que violência gera violência, além de não levar a nada e a lugar nenhum! – advertia com sabedoria.
Sabina: Pois eu vou meter a porrada sim e você não me segure! – disse com um olhar medonho. – Se você me segurar até você vai levar uma voadora!
Sina arregalou os olhos.
Sina: Ai Sabina! – ela disse encarando a morena com uma caretinha. – A questão não é se eu vou ou não levar voadora e sim o que a Any vai achar, se vamos ou não contar a ela. Como vamos fazer? – a morena mordia os lábios observando a amiga. – Ela vai ficar muito chateada.
Sabina: É claro que ela tem que saber, esse cara é um mentiroso! – disparou impiedosa. – Eu imagino se ele tivesse realmente levado a Any para essa tal trilha cara, eu não quero nem imaginar a minha amiga grávida no meio de um monte de homem! Ela ia ficar desesperada, isso podia até fazer m*l para o bebê.
Sina: Seria muito r**m se ela fosse, a Any iria ficar louca. – acariciando o queixo. – Bem, ligar não vai adiantar; o celular dela está ali. – apontando o aparelhinho minúsculo em cima da cama da cacheada. – Teremos que esperar ela voltar não é?
Sabina assentiu.
Sabina: Bailey disse que eles retornam amanhã, segundo o Beauchamp. – rolou os olhos. – Temos que contar a ela e tem que ser amanhã mesmo.
Sina apenas concordou com a cabeça.
Sabina: Agora vamos almoçar que eu estou morrendo de fome. – bufou.
Sina: Vamos. – desligou o computador e acompanhou a morena.
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Josh: Vamos dar uma volta? – ele sugeriu assim que terminaram de almoçar.
Any: Uma volta? – ele assentiu. – Onde?
Josh: Por aqui pela fazenda. – disse levantando e a ajudando a levantar. – O que acha?
Any: Mas eu não tenho roupa Josh... – ele a cortou.
Josh: Meu amor. – ele disse paciente. – Essas minhas blusas servem como um vestido em você, olha, fica no meio das suas coxas. – mordeu o lábio inferior ao ver as coxas grossas da garota.
Any: Para com isso Josh. – envergonhada, enquanto ele olhava para suas coxas como um lobo faminto.
Josh: Foi m*l. – sorriu de leve. – Então? Vamos? Podemos fazer um piquenique! – com os olhos brilhando.
Any: Tudo bem. – mordeu o lábio. – Você sabe que eu adoro piqueniques.
Josh: Eu também adoro e temos que aproveitar que é o nosso último dia aqui. – ele suspirou. – Não é?
Ela assentiu, ele pegou uma cesta média, colocou uma toalha e alguns alimentos dentro da mesma, não levou muita comida, apenas o suficiente para "simbolizar" um piquenique.
Logo os dois estavam passeando pelo pomar, era lindo, tinham todas as frutas da região ali, árvores para todo o lado, era maravilhoso. Eles caminharam durante um tempo pelo pomar, Any aproveitou e catou algumas amoras que estavam a sua altura.
Any: Vamos sentar ali? – apontou enquanto comia uma amora.
Josh: Tudo bem.
Eles foram até a velha figueira e arrumaram a toalha, depois sentaram embaixo dela. O clima estava super agradável, friozinho, típico do outono. O sol vinha de vez em quando, depois era coberto pelas nuvens novamente.
Any: Quer uma? – ofereceu uma amora a ele.
Josh: Não... Quero um beijo, o que acha? – disse com um sorriso sem vergonha.
Any sorriu e os dois se beijaram, ele fazia carinho no rosto dela e ela apenas suspirava. Depois de um tempo se beijando eles param. Ela apoia a cabeça no ombro dele e sorri, ele pega uma amora da mão dela e come, depois encara a árvore, era tão velhinha, deveria ter mais de duzentos anos. Depois forçou a vista após ver uma espécie de coração ali.
Any: O que foi? – perguntou ao notar que ele tentava ver algo.
Josh: O que é isso aqui? – forçando a vista e levantando, indo até a árvore.
Any o encarou confusa enquanto engatinhava até a árvore junto com ele. Ele foi até lá e pôde ler claramente a mensagem, estava escrito: A&J, In Love Forever. Any engoliu o seco, ela tinha escrito aquilo quando tinha onze anos, não podia acreditar que ainda existia.
Josh: Você escreveu? – sorriu enquanto ela tocava o coração com os olhos embargados.
Any o encarou e apenas assentiu com a cabeça.
Any: Eu escrevi há muito tempo atrás... – disse vendo como estava bastante gasto, mas dava de ler claramente. – Não imaginava que ainda desse de ler.
Josh: Meu pai fala que as árvores são o melhor lugar pra fazer juras e declarações de amor. – disse ficando ao lado dela que sorriu sem jeito. – Elas são bastante fiéis. – sorriu de canto. – Esse é o meu lugar favorito da fazenda e ainda não tinha reparado nesse coração.
Any: Eu não lembrava. – ela suspirou.
Se lembrasse, jamais viria com ele pra debaixo daquela árvore e passar por essa saia justa.
Josh: Não precisa ficar vermelha. – ele murmurou sorrindo. – Eu concordo com você.
Any: Como assim concorda comigo? – confusa.
Josh: Eu acho que eu serei eternamente apaixonado por você. – ela engoliu o seco e ele a forçou a olhar pra ele. – E você hein?
Any: Eu... – mordeu o lábio, nervosa. – Eu não sei... – ele suspirou fazendo-a olhar pra ele. – Sim. – disse derrotada, não conseguiria mentir com ele a olhando tão profundamente.
Ele não disse nada, apenas a beijou com carinho, fazendo-a suspirar. Os beijos de Josh eram viciantes, sempre a faziam delirar de prazer, eles tinha um gosto delicioso de menta, outras vezes eram doces.
Já ele adorava os beijos dela justamente por isso, eram doces e apaixonados, tinha amor, ingrediente que ele não encontrava em nenhuma outra garota. Ela tinha o beijo mais maravilhoso que ele já provara na vida.
Ela pensava o mesmo a respeito do beijo dele. Incrível. Ele desceu os beijos para o pescoço dela, fazendo-a se contorcer. Sem parar de beijá-la foi subindo a blusa dela, ela se afastou, fazendo-o a olhar confuso.
Josh: O que foi? – ele disse tentando beijá-la outra vez.
Any: Eu acho que é melhor a gente parar, antes que seja tarde. – mordeu o lábio completamente vermelha.
Joshua entendeu que ela não queria e suspirou, passando as mãos nos cabelos.
Josh: Tem razão. – ele murmurou. – Desculpa. – ela assentiu.
Any: Vamos comer? – apontando a cesta, tentando de qualquer jeito esvair aquele clima desagradável que predominava.
Josh: Vamos sim. – ele sorriu fazendo-a aliviar. – Já está com fome?
Any: Um pouquinho. – disse o observando engatinhar até a cesta e a arrastando até ela. – Que horas nós vamos?
Josh: À noite. – ele disse pegando uma uva e a comendo. – Amanhã cedo teremos aula, vou levar você pra casa dos seus pais, pode ser?
Any: Claro. – pegando uma torrada e passando geleia. – Eu queria cavalgar. – disse tristonha.
Josh: Mas nem pensar! – ele disse arregalando os olhos.
Any: Porque não podemos cavalgar? Alguém tinha que avisar à sociedade que gravidez NÃO é doença! – ela enfatizou.
Josh: Eu sei que não é doença. – acariciando os cabelos dela depois dando um beijo. – Mas é perigoso meu amor, imagina se você cair do cavalo? – ele disse imaginando o seu desespero se caso acontecesse algo a Any. – Não, de jeito nenhum.
Any: Eu sei cavalgar. – roendo as unhas.
Josh: Any, você não está falando sério, não é? – ele disse negando com a cabeça. – Você sabe que não pode e nem eu vou deixar você cavalgar. – arregalou os olhos ao ver que ela fazia um bico de choro.
Any: Eu só disse que sei cavalgar. – caindo no choro, droga, essa de fato era a pior coisa que sua gravidez provocava.
Josh: Não chora, me desculpa. – disse paciente, sabia que teria que ter paciência com ela. – Vem aqui. – escorando-se na árvore e a chamando, ela se aproximou e o abraçou, deitando a cabeça no peito dele. – Calma meu amor.
Any: Desculpa, é que eu ando muito chorona. – sem jeito enquanto soluçava. – Eu não sei nem por que eu estou chorando.
Josh: Eu sei. – acariciando a barriga dela, ela sorriu de leve e ele lhe deu um selinho demorado. – Falta tão pouco pra ela nascer que... – ele coçou a nuca. – Eu fico nervoso.
Any: Tem medo de não ser um bom pai? – disse secando os olhos.
Josh: É. – ele assentiu. – Eu não esperava ter um filho tão cedo. – disse sincero. – E não sei como agir.
Any: Eu também não esperava que isso aconteceria comigo tão cedo. – ela murmurou. – Eu não sei cuidar de bebês, a única experiência que eu tenho é quando o meu irmão nasceu, eu brigava com a Shiva pra ver quem daria a mamadeira. – riu de leve.
Josh: As mulheres tem muito mais facilidade em aprender do que os homens, você vai ver só.
Any: E por quê?
Josh: A mulher nasceu pra ser mãe. – ele disse passando a língua nos lábios. – Já os homens, nem todos nasceram pra ser pai.
Any: E você? – ela levantou os olhos para olhá-lo. – Acha que nasceu pra ser pai?
Josh: Se eu nasci ou não... – pincelou o nariz dela. – Eu não sei, mas eu vou fazer o melhor que eu posso.
Any apenas sorriu e lhe deu um selinho demorado. Ficaram mais um tempo ali, curtindo a tarde, depois foram ver os cavalos. Any alegou que se não podia cavalgar queria pelo menos vê-los, já que ela adorava cavalos, na fazendo de sua família ela tinha um casal de puro sangue, a égua se chamava Braquela e o cavalo se chamava Tião.
Any: Cadê o Rajada, Josh? – perguntou enquanto olhava uma égua e acariciava seu pescoço.
Josh: Está ali atrás. – disse observando a pata da égua.
Any: Quero ver ele. – ele assentiu enquanto ela ia até onde estava o cavalo.
Josh decidiu ir atrás dela por precaução, a viu se aproximar do cerco onde estava o cavalo e tentar abrir.
Josh: Ei, você não está querendo soltá-lo, não é? – ele disse parando na frente dela.
Any: Nem vem Josh, ele me conhece, gosta de mim, não é garoto? – disse fazendo um carinho na cabeça do cavalo. – Já o montei várias vezes e ele me trata muito bem. Não acredito que tem medo do seu cavalo.
Josh: Não tenho medo, mas é perigoso. – disse ao vê-la abrir a cerca e puxar o cavalo pra fora com cuidado, o animal saiu e Any sorriu.
Any: Ele é lindo. – disse satisfeita.
O cavalo era realmente magnifico, era tão preto que chegava a brilhar, tinha um pelo macio e bem tratado.
Josh: Cuidado Any. – ele disse e Any nem ligava.
Joshua estava muito m*l, aquele cavalo era um doce com ela, os dois eram amigos, não sabia o motivo da preocupação.
Any: Ei garoto! – disse acariciando os pelos dele. – Sentiu saudades de mim? Se eu pudesse montaria você e te levaria pra passear. Lembra-se daquela vez, que a gente se perdeu?
Josh a olhava abobado, ela conversava com o cavalo como se ele fosse uma pessoa e estivesse entendendo tudo o que ela falava. E o cavalo ficava realmente quieto e comportado quando Any falava.
Rajada era o cavalo mais teimoso e ignorante de todo o estábulo, era seu, mas às vezes até ele tinha medo do animal. Desde que Any vira o cavalo se apaixonou perdidamente e quis montá-lo de um jeito ou de outro. Ela montou e o cavalo se familiarizou com ela.
Any: Foi divertido não é? – dando e beijinho no pescoço do cavalo. – Quando minha filha nascer eu vou trazê-la aqui e nos vamos passear com ela.
Josh arregalou os olhos.
Josh: Minha filha não. – ele fez não com o dedo.
Any apenas o ignorou e voltou a conversar com seu amigo cavalo. Depois de um bom tempo babando no animal, os dois decidem ir embora, pois já estava anoitecendo.
Any: Estou com sono. – disse assim que saiu do banheiro.
Josh: Se você quiser dormir um pouco, antes de nós irmos. – ele disse enquanto instalava o vídeo-game. – Quando a gente for eu levo você, isso não é problema pra mim. – disse sarcástico lembrando-se do seu sequestro bem sucedido.
Any: Que engraçado. – ela riu também sarcástica. – Qual jogo tem aí?
Josh: Resident Evil cinco. – ele disse enquanto sentava. – Jaden levou todo o resto.
Any: Não tem o Super Mário ?
Josh: Talvez tenha no cartão de memoria da Liliane. – disse procurando dentro da caixa. – Mas eu vou jogar primeiro Resident Evil.
Any: Depois eu vou poder jogar o Super Mário ?
Josh: Se não dormir, o que eu acho difícil, até eu terminar, pode.
Any sorriu e ficou olhando ele terminar de arrumar o jogo, ele tirou a blusa e ela engoliu o seco. Josh sentou ao lado dela e começou a jogar, ela ficou o admirando, os músculos dele se contraiam devido aos movimentos que ele fazia para manusear o controle.
Josh: O que foi, tem algo na minha cara? – ele riu, sem tirar os olhos da TV.
Any: Não, por quê? – prendendo o riso.
Josh: Eu sinto que você está olhando pra mim. – ela engoliu o seco. – Algum problema?
Any: Estou olhando. – sorriu e pareceu pensar, respirou fundo e criou coragem. – Hm... Me beija?
Ele agora a encarou pela primeira vez depois de começar a jogar, meio espantado. Assustou-se com o barulho do zumbi atacando seu personagem, mas ele nem ligou. Any mordeu o lábio e ele sorriu de canto, se abaixando para beija-la.
Any sorriu e se levantou um pouco sem separar o beijo. Acariciou o peitoral malhado de Josh e sentiu-o suspirar. Ele separou e a encarou.