Noah: Ok, nós entendemos sua preocupação com ela, mas não acha isso um pouco... Radical? – prendendo o riso.
Josh: Não, nem um pouco! – ele disse convicto. – Prefiro mil vezes que ela me odeie, a correr o risco de ser estuprada por essa desgraça.
Bailey: E acha que sequestrando ela vai resolver?
Josh: Claro que sim, por que está dizendo isso?
Bailey: Sei lá cara, mesmo você sequestrando a Any durante o fim de semana, não vão faltar oportunidades pra esse cara se chegar nela. – deu de ombros tomando seu suco.
Josh: Mas eu já vou ter feito à cabeça da Any e ela vai ficar avisada, eu não vou permitir que ela vá a lugar nenhum com esse louco, ouviram bem? – os dois amigos se entreolharam e assentiram. – E vocês irão me ajudar!
Bailey: COMO? – Joshua o encarou m*l humorado. – Tudo bem... – suspirou. – O que quer que a gente faça? – deu um sorrisinho.
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Logo mais, à noite. Any e as amigas estavam babando nas roupinhas de bebê.
Sina: Olha só que fofura! – pegando um vestidinho minúsculo roxinho. – Esse aqui é muito lindo, Any!
Any apenas sorria com a mão na barriga. A bebê estava muito agitada.
Any: Sim, foi a Shiva que me deu. – sorriu.
Sabina: O que eu me admirei foi como o Josh conseguiu escolher tanta coisa fofa daquela vez. – disse com dois sapatinhos enfiados nos dedos.
Any: Ah Sabina, é claro que a tia Úrsula palpitou, o Josh não sabe comprar nada para bebês, tanto que daquela primeira vez ele trouxe cuecas, CUECAS, ao invés de calcinhas e um pijaminha azul com vários carros desenhado, vê se pode. – riu ao lembrar. – Tirando as várias coisas que ele comprou pra menino.
Sina: Ah meninas, pelo menos o coitado tenta. Não sejam malvadas, ele está completamente apaixonado por essa menina, vai.
Any: Eu sei, mas eu não consigo evitar. – fazendo uma careta enquanto levantava. – Meu Deus essa menina está chutando demais. – mordendo o lábio, os chutes eram tão fortes e agudos que chegava a doer.
Sina: Tudo bem amiga? – a encarando. – Ela tá que tá hoje hein? – sorriu enquanto dobrava as roupinhas.
Any: Nem me fale, parece que está entrando entre as minhas costelas, nossa é muito r**m. – com cara de choro.
Sabina: Falta pouco amiga, segura as pontas aí. – piscou. – Logo minha afilhada estará chegando pra arrasar!
Any começou a rir de Sabina.
Sina: Você quis dizer, MINHA afilhada, não é? – a loira cruzou os braços.
Sabina: Não querida. – guardando uma mamadeira dentro da gaveta do bercinho que já estava ali. – Eu serei a madrinha, por isso desilude.
Any: Por favor, gente, não comecem outra vez com isso. – sentando na cama. – Depois a gente resolve certinho. Agora podem calçar minhas meias? Não consigo mais calçar e estou com frio nos pés. – deu uma meia para Sina e outra para Sabina.
As duas calçaram as meias. Any arrumou as coisinhas da filha com a ajuda das amigas, depois ficaram conversando e jogando papo para o ar, não demorou a que adormecessem.
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Do outro lado, na ala masculina.
Noah: p**a que pariu Josh! – reclamou. – Já são duas da manhã e você fica jogando velha com o Bailey? Que horas que você vai sequestrar a Any? Eu estou morrendo de sono seu veado!
Josh: Já são duas da manhã? – arregalou os olhos enquanto marcava a última bola que o fez vencer o jogo. – Ganhei hahá, trouxa! – Bailey lhe mostrou o dedo do meio e se levantou. – Vamos logo com isso, está tudo resolvido, já sabem o que fazer, Noah leve meu carro para o portão lateral e deixe-o ligado, não quero dar oportunidades para Any escapar. E você Bailey, vem comigo.
Noah saiu rumo ao estacionamento e Bailey acompanhou Josh até a ala feminina dos dormitórios, não demorou a que chegassem ao quarto de Any, que estava um completo silêncio. Só eram ouvidos os roncos de Sabina. Any dormia agarrada ao travesseiro, completamente inerte. O sono pesado dela iria ajudá-lo e muito.
Josh: Abre a porta aí cara. – sussurrou para Bailey que escancarou a porta, ele desembrulhou Any e passou a mão por baixo do pescoço dela e outra por baixo das pernas.
A pegou em seu colo como se estivesse com um vaso raro nas mãos, ela se mexeu um pouco fazendo-o gelar, atravessou a porta com ela e saiu. Bailey olhou para dentro do quarto pra ver se alguém tinha acordado e sorriu ao ver que tudo estava como antes, fechou a porta e saiu atrás de Josh.
Joshua carregava Any com cuidado, ela se mexia um pouco, mas ele não ligava, iria levá-la ela querendo ou não.
Any: Josh... – dizia mais dormindo do que acordada.
Josh: Shii, está tudo bem princesa. – ela disse algo que ele não entendeu e voltou a dormir, fazendo-o sorrir.
Chegou ao portão e o carro já estava lá esperando por ele do jeito que ele esperava, Noah abriu a porta de trás do carro e Joshua colocou Any deitada ali, sorte os bancos do seu carro eram grandes e confortáveis, ela virou-se e continuou a dormir.
Josh: Linda... – babando na cacheada.
Bailey: Quer um babador? – bateu de leve nas costas do amigo.
Josh: Larga de ser palhaço. – deu um pedala nele. – Valeu pela força gente! Até segunda. – piscou e fechou a porta de trás com cuidado pra não acordar Any com o barulho.
Bailey: Juízo Josh!
Josh: Sempre. – piscou e entrou no carro.
Logo arrancou com o veículo fazendo-o deslizar pelo asfalto. Olhou Any pelo retrovisor dormindo como um anjo, anjo esse que se tornaria o demônio assim que acordasse, ele sabia que ela iria se irritar. Mas quem disse que ele se importava? Voltou o olhar para a direção. Não demorou a que caísse na estrada, deu um sorriso m*****o ao pensar na cara de Sampaio ao descobrir que Any não ia com ele a p***a de lugar nenhum.
Esse desgraçado teria que suar pra conseguir alguma coisa de Any. Em quinze anos de namoro ele só conseguiu levá-la para a cama há sete meses, por que esse i*****l iria chegar assim e obrigar sua princesa a f********o? Não mesmo! Any começou a se mexer no banco de trás, provavelmente incomodada com o balanço do carro. Ele gelou e olhando pelo retrovisor.
Any sentia sua cama balançar de uma forma que a estava causando enjoo, coçou os olhos e os abriu em seguida, se assustou ao ver que não estava em seu quarto e sim em um carro em movimento. Sentou-se mais do que depressa e viu Josh dirigindo.
Josh: Que bom que acordou meu amor. – ele sorriu abertamente.
Any: O que eu estou fazendo aqui? – ainda atordoada de sono. – Josh, o que você está fazendo hein?
Josh: Acha mesmo que eu vou permitir que vá pra algum lugar com aquele maníaco do Sampaio? – a encarou com raiva pelo retrovisor. – Não mesmo, vou levar você para a fazenda, não queria ir pra fazenda? Então você vai, mas COMIGO!
Any: Está completamente louco Josh. – ela arregalou os olhos. – Me leva de volta para o campus, agora mesmo! – dizia dando um piti.
Josh: Pode gritar o tanto que quiser. – ele disse dando de ombros. – Não vamos voltar e ponto final.
Any: Eu vou te denunciar por sequestro, seu i****a! – disse chorosa. – Eu quero a minha cama! Eu estou com sono Josh!
Josh: Calma meu amor. – ele disse ignorando os xingamentos que ela lhe lançava. – Já estamos chegando e vai poder dormir a vontade.
Any cruzou os braços e encarou com um bico a estrada, Joshua estava com certeza muito m*l, ele estava delirando com essa ideia absurda. Os balanços do carro faziam seu estômago embrulhar, ela mordeu o lábio tentando tirar o gosto amargo da boca, mas não estava aguentando.
Any: Josh para o carro... – ela murmurou.
Ele rolou os olhos.
Josh: Any, eu já falei que vamos para a fazenda, você querendo ou não!
Any: PARA A DROGA DO CARRO! EU ESTOU GRÁVIDA E SE NÃO QUISER QUE EU VOMITE NESSE SEU CARRINHO IMPORTADO PARA ESSA MERDA AGORA! – berrou.
Josh arregalou os olhos e parou no meio fio da estrada.
Josh: Segura só um pouquinho. – disse saindo do carro em seguida correu e abriu a porta dela. – Não sai, vomita aqui mesmo.
Any: Não olha. – se apoiou e vomitou tudo o que estava no seu estomago, Josh olhou-a com pena, coitada, aquilo deveria ser muito r**m, ainda bem que ele era homem. – Ai filha, está vendo o que faz com a mamãe meu amor? – ela murmurou acariciando a barriga, enquanto voltava a sentar.
Joshua sorriu e lhe estendeu um lenço.
Josh: Está tudo bem? – ele perguntou enquanto acariciava os cabelos dela, que apenas assentiu se limpando com o lenço. – Nós estamos quase chegando ok? Aguenta só mais um pouquinho.
Any: Fazer o que não é? – disse deitando no banco. – Você ainda continua com essa ideia ridícula de me sequestrar. – fechando os olhos tentando relaxar.
Josh: Não estou te sequestrando, só estou levando você contra a sua vontade pra uma das minhas fazendas. Apenas isso. – sorriu cachorro.
Any: Você é muito descarado Josh! É um cachorro, prepotente, metido a machão, arrogante, convencido, retardado, débil mental, galinha, tarado, irritante... – ela dizia com os olhos fechados, morrendo de raiva. – E agora é um sequestrador!
Josh: E serei papai dentro de um pouquinho. – com um sorrisinho. – Faltou você me chamar de papai. – com os olhinhos brilhando.
Ela suspirou negando com a cabeça, sua filha não podia ter um papai mais normal? Ele dirigiu mais um pouco e logo chegaram até a fazenda, eram cinco da manhã e Any estava morrendo de sono.
Any: Josh você é muito inconsequente, é sério. – negando com a cabeça. – Eu sequer tenho roupas pra ficar aqui. Como quer que eu fique até segunda feira?
Josh: Eu vou resolver tudo Any, não se preocupe. – enquanto dirigia até a casa grande.
Any bufou.
Ao chegarem até a casa grande dona Das Dores e seu marido Horácio, já estavam os esperando.
Any: Olha a Dodô! – abriu um sorriso ao ver a velha senhora, fazia um tempinho que não ia lá.
Josh: Eu vou falar com ela pra levar o café no chalé, quer comer alguma coisa em especial?
Any: Como assim no chalé? Está querendo dizer que não vamos ficar na casa grande? – ele assentiu. – Não mesmo, eu não vou ficar sozinha com você no chalé! Nem pensar!
Josh: Vamos ficar no chalé sim senhora, eu quero privacidade! – disse parando o carro.
Any: Privacidade para que? – arregalou seus olhos cor de amêndoa. – Josh, que fique bem claro, não vai rolar nada ouviu?
Josh: Eu estou falando que vai rolar? – a mirou pelo retrovisor enquanto tirava o cinto. – Eu quero privacidade por que ODEIO que empregados fiquem se metendo na minha vida, tem mais, se for pra rolar sexo entre a gente vai rolar e você vai me pedir! – piscou e abriu a porta. – Quer comer algo em especial? – refez a pergunta. – No bom sentido é claro. – Any estava de queixo caído, ele era tão PREPOTENTE! – Ok você quem sabe, mas depois não vem reclamar ai, eu não gosto disso, ai, eu não gosto daquilo... – a imitou com um sorrisinho.
Any: Eu não falo assim! – indignada.
Josh: Ok meu amor, eu vou pedir para a Dodô levar lá, você precisa comer.
Any: Mas eu quero falar com ela!
Josh: Depois você fala, oportunidades não vão faltar, fique aí que eu volto já.
Any o observou se afastar e depois deu um sorrisinho, até que não seria de todo m*l passar o final de semana com ele, ela não podia negar que adorava ficar perto dele, conversar com ele, querendo ou não ela gostava dele a aquilo não mudaria, ela sabia que não. Não demorou em que ele voltasse e religasse o veiculo.
Josh: Pedi pra ela levar o nosso café, daqui a pouco ela leva. – dando a volta e seguindo para o chalé onde ficariam, ficava um pouco distante da casa grande, mas não muito, uns dez minutos de caminhada, rapidamente chegaram e ele a pegou no colo.
Any: Eu sei andar desde que tinha um ano sabia? – disse debochada, enquanto ele subia as escadas com ela.
Josh: Claro que sim, eu andei primeiro que você, com nove meses. – se achou e ela rolou os olhos. – Mas se não notou está apenas com um parzinho de meinhas brancas nesses seus lindos pezinhos e não vai querer sujar não é? – ela ficou calada apenas sentindo o calor do corpo masculino, odiava sentir isso, mas não podia evitar.
Ele abriu a porta do chalé e a carregou colocando-a na cama. Era uma cabaninha bem arrumada e aconchegante, tinha uma cama enorme de casal, um guarda roupas e uma TV de LCD de quarenta polegadas com DVD em um ambiente, no outro ambiente tinha um jogo de sofá de couro com uma mesa de bilhar e uma mesa de quatro cadeiras, um balcão cujo dividia uma pequena cozinha, com apenas uma geladeira, um fogãozinho e um armário embutido.
Josh: Prontinho meu amor, me diz se tem coisa melhor do que estar aqui, comigo? – convencido. – Não tem nada melhor.
Any: Que fique claro que eu estou aqui contra a minha vontade. – se embrulhou, pois estava frio.
Josh: Claro, eu não vou esquecer.
Any: Josh é sério, meus pais vão ficar muito preocupados e melhor a gente voltar.
Josh: Não se preocupe, vou avisar para eles e para as suas amigas. – fez uma careta ao falar das amigas dela. – Mas isso não vai mudar o fato que você não vá pra lugar nenhum com esse cara, entendeu?
Any: Não vai faltar oportunidades para o Pedro me convidar pra sair. – abraçando o travesseiro. – Então de nada adianta isso.
Josh: Any, eu não estou mentindo, você precisa acreditar! – disse deitando ao lado dela. – Esse cara é um safado! Você não pode ficar com ele!
Any: Você também é safado e eu fiquei com você. – ela deu de ombros.
Josh: Mas é diferente! – ele suspirou. – Eu te amo, ele não.
Any o encarou e ficou intrigada, realmente era estranho, pois Josh não sabia de nada, apenas Sabina, Sina e o próprio Pedro. Mas e se Joshua realmente o ouviu dizer, mas inventou toda essa historia?
Ou talvez ele estivesse falando a verdade. Droga, ela estava confusa, não sabia no que acreditar.
Josh: Any, eu te disse um dia que não queria mais mentir, eu realmente não quero e nem preciso mentir sobre isso pra você, enfim, o importante é que eu consegui te livrar. – beijando a mão dela. – E por você sou capaz de fazer qualquer coisa, até virar um sequestrador. – ela sorriu timidamente.