Ele a encarou sorrir e sentiu seu coração acelerar. Aquela garota conseguia enlouquecê-lo sem precisar de muito esforço, ou melhor, sem precisar de esforço nenhum, ela era linda, meiga e o enlouquecia por demais. Observou aquela boquinha rosada que ela tinha e sentiu muita vontade de beijá-la.
Aproximou os rostos e roçou os lábios com aperreio, ela suspirou sentindo a respiração dele e por fim ele a beijou, ela abriu a boca para dar espaço para que as línguas se encontrassem e o choque das mesmas foi incrível, Any gemeu e sentiu-o acariciando sua cintura se aproximando mais dela, fazendo o corpo da cacheada incendiar, sorriu entre o beijo.
Quando iria descer os beijos para o pescoço dela, escuta baterem na porta. Os dois suspiraram frustrados e Josh levantou xingando um palavrão, abriu a porta e deu de cara com Dodô.
Dodô: Oi Josh. – a mulher sorriu entrando. – Trouxe o café. – caminhando até a mesa e colocando ali a bandeja. – Olha só... – olhando Any levantar. – Menina! – observando maravilhada a barriga dela. – Não me diga que já...?
Any: Oi Dodô! – indo até ela e dando um abraço na senhora, depois um beijo na bochecha. – Pois é. – acariciando a barriga meio sem graça.
Dodô: Que benção, minha filha! – acariciando o barrigão de Any. – Não esperava que vocês dois fossem tão rápidos. – ela cruzou os braços se virando para olhar Josh, que remexia a bandeja. Any sorriu completamente vermelha. – Um dia desses era duas criancinhas que viviam pedindo pra comer a sobra da bacia de bolo, e agora olha só. – os dois sorriram com a empolgação da mulher. – É menino ou menina?
Any: Uma garotinha. – disse com os olhinhos brilhando.
Josh: Minha princesinha. – piscou, comendo uma rosquinha.
Dodô: Oh meu Deus, papai mais ciumento não podia existir. – eles riram. – Está com quantos meses meu bem?
Any: Quase sete. – abraçando a mulher de lado, enquanto iam até Josh.
Dodô: E já escolheram o nome dessa bonequinha? – empolgada. – Como será?
Any e Joshua se entreolharam e se deram conta que a neném ainda não tinha um nome.
Josh: Ainda não paramos pra pensar no nome. – ele comeu outra rosquinha. – Mas nós vamos conversar sobre isso não é meu amor?
Any: Aham. – sentando-se à mesa. – Toma café com a gente Dodô?
Dodô: Não meus queridos eu já tomei com meu velho, obrigada. – sorriu e os dois assentiram. – O que vão querer para o almoço?
Josh: Faz algo leve, sem muita gordura, Any não pode comer qualquer coisa. Você deve saber o que ela pode ou não comer não é? – piscou.
Dodô: Claro que sim, não se preocupe meu filho. Vou cuidar muito bem da alimentação dessa mocinha. – acariciando os cabelos de Any. – Agora se me dão licença, eu preciso ir. – indo em direção à porta.
Josh: Claro, obrigado Dodô! – piscou.
Any: Ela é um amor. – sorriu, completamente sem graça pelo beijo que trocaram minutos atrás.
Josh: Não precisa ficar sem graça por conta do beijo Any. – ele disse tranquilo enquanto passava requeijão no pão. – A gente já fez isso tantas vezes...
Any: Mas fazíamos quando tínhamos um compromisso sério. – a cacheada disse esfriando o achocolatado.
Ele apenas lançou um sorrisinho maroto e ela tomou um gole do seu achocolatado. Comeram conversando sobre besteiras já que Josh não calava a boca. Depois que Any terminou de comer, foi ver TV e logo adormeceu, ele também foi dormir, já que não tinha dormido nada durante a noite.
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Sabina: COMO É QUE É? – berrou incrédula ao ouvir o que Bailey tinha dito. – O QUE? COMO ASSIM ESSE LOUCO LEVOU A ANY? – a morena berrava, indignada.
Bailey: Fala baixo. – dizia pondo a mão no rosto.
Sabina: Eu não acredito que vocês fizeram isso, seus marginais! – andando de um lado para outro na cantina. – Tudo pra ela não sair com o Pedro? Vocês são muito ridículos mesmo! – rindo debochada.
Bailey: Ridículo é a mãe, gatinha rebelde. – ele disse insatisfeito e engoliu o seco ao ver Sampaio se aproximando. – Merda disfarça, o corno está chegando! – sussurrou.
Sabina se virou e deu de cara com Sampaio que olhava para os lados, em busca de Any provavelmente.
Sabina: Ah, mas eu vou falar agora mesmo! – a morena ameaçou. – PE... – ia berrar, mas Bailey a agarrou e a beijou antes que ela pudesse gritar.
A morena gostou da pegada do rapaz e suspirou com o beijo. Sampaio foi embora e Bailey encarou Sabina.
Bailey: Xii foi embora. – apontou. – Não conta nada, ouviu?
Sabina: Por mim ele que se lasque! – agarrando Bailey outra vez e lhe beijando novamente.
Bailey sorriu e a beijou também, não ia dispensar aquela morena linda.
Bailey: Nossa gatinha... – disse malicioso. Sabina sorriu se achando. – Pensei que você fosse lésbica, mas agora percebi que estava completamente enganado. – os dois sorriram e quando ele ia agarrá-la outra vez o celular tocou. – Merda. – rolou os olhos ao ver que era Josh perturbando. – O que você quer? – disse com fastio ao atender a chamada.
Josh: Isso é jeito de falar comigo? – ele disse secando os cabelos.
Bailey: Josh, eu estava fazendo coisas muito mais interessantes do que falar com você. – disse observando Sabina, que piscava pra ele. – Mas me diz, chegaram à fazenda?
Josh: Sim, chegamos quase às seis da manhã. – observando Any dormir. – Ela tomou café e está dormindo como um anjinho.
Bailey: E ela pirou quando acordou não é? – sorriu.
Josh: Nem me fale, passou um tempão me xingando e dando a louca, mas até que não foi tão m*l quanto eu pensava. – ele suspirou. – Mas e aí? Como estão as coisas? As meninas já sabem?
Bailey: Sim e você nem acredita, Sabina deu a louca e queria contar ao Sampaio, mas pode me agradecer por que eu a impedi. – disse lançando um olhar debochado e malicioso à morena.
Joshua começou a rir do outro lado da linha.
Josh: Cara, não precisa você impedir, ao contrário, quero que ele saiba logo! Quero que ele tenha consciência que eu sou melhor, é isso aí, eu disse que não iria permitir que ele levasse a Any e cumpri com minha palavra. Pode ficar tranquilo parceiro.
Bailey: Então tudo bem. – assentiu. – Falou irmãozinho, qualquer coisa nós estamos aí. – piscou. – Até mais.
Josh: Falou cara, abraços. – desligou.
Bailey sorriu e guardou o celular.
Sabina: Já parou de babar ovo do Beauchamp? – ela disse audaciosa.
Bailey: Já, agora sou todo seu, morena. – deu um beijinho nela, agora que estavam se pegando ele iria aproveitar como Deus manda.
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Joshua assim que desligou o celular, foi se vestir. Ainda bem que tinha várias roupas suas ali. Vestiu-se e ligou a TV deitando ao lado de Any que dormia pesadamente, estava um dia chuvoso e frio, perfeito para dormir agarradinho, ficou assistindo TV e logo dormiu também, acordou com Dodô arrumando a mesa do almoço para eles.
Ela se desculpou falando que não queria acordá-lo e depois se retirou. Acordou Any que retrucou preguiçosa. Ela almoçou e depois voltou a dormir. Ele aproveitou que ela dormia e foi ver os cavalos e cumprimentar os empregados.
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À noite, na faculdade. Sina, Sabina e Melissa estavam no quarto conversando.
Sina: Quer dizer que você e o Bailey, estão meio que ficando? – a loira perguntou com um sorriso.
Sabina: Isso mesmo. – a morena piscou avoada. – Ele beija muito bem e eu preciso de um homem gostoso pra cuidar de mim. – fez um biquinho.
Melissa: Ele é bem bonito. – riu.
Sina: E a Any? – pensativa. – Será que ela está bem amiga?
Sabina: Claro que sim. – deu de ombros. – Aquele i****a do Joshua não faria nada com ela, ele não é louco.
Melissa: É verdade, apesar de tudo os dois se amam e a Any não consegue esconder. – as outras assentiram.
A conversa foi interrompida por três batidinhas na porta.
Sabina: Entra!
Pedro pôs a cara pra dentro e abriu um sorriso.
Pedro: Oi meninas! – disse com seu sorriso cintilante.
Sabina: Oi Pedro! – sorriu. – Entra aí. – suspirou.
Pedro entrou e fechou a porta.
Pedro: E então, a Any já está pronta? – ele disse colocando a mochila no canto do quarto.
As amigas se entreolharam e pareciam conversar com os olhos, coisa que não passou despercebida por Sampaio.
Pedro: Hoje cedo eu vim procurá-la pra acertar os últimos detalhes, mas eu não a achei, tentei ligar pra ela, mas o celular dá fora de área. Onde ela está?
Sina: Bem... – se entreolhando com as amigas. – A Any não vai Pedro. – disse por fim.
Pedro: E por que não? – perguntou, sentindo seu sangue ferver. – Aconteceu alguma coisa com a menina?
Sina: Não, a neném está bem, não se preocupe. Mas ela não vai por que não está aqui, foi com Josh para a fazenda dos Beauchamp. – disse lamentada pela carinha que ele fazia.
Pensou em falar que Any tinha ido contra a vontade, mas do jeito que a rixa deles era grande, Pedro poderia até acionar a policia e então preferiu não dizer.
Pedro: Não estou acreditando. – negando com a cabeça, irritado. – Ela disse que iria comigo. – se levantando.
Sina: Pois é. – disse deitando. – Mas imprevistos acontecem, ela teve que ir com ele, mas não vão faltar oportunidades Pedro. – piscou.
Pedro: Claro. – disse mais para si mesmo do que pra elas. – Não vão faltar oportunidades. – sem dizer mais nada, pegou sua mochila e saiu sem se despedir das meninas.
Maldito Beauchamp! Tudo bem, ele ganhou a batalha, mas não a guerra.
Sabina: Eita! – disse observando a porta por onde ele tinha saído. – Eu acho que ele ficou bravo.
Melissa: Você acha? – disse incrédula. – Eu tenho certeza! – as três riram e voltaram a falar sobre Bailey.
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De madrugada. Any acordou e olhou para os lados, depois reconheceu a cabana, suspirou e acariciou a barriga, sentando em seguida. Olhou para o lado e viu Joshua dormindo de barriga para baixo, apenas de cueca samba canção, sentiu seu sangue ferver, ele era puro músculo, as costas eram malhadas e douradas.
Viu que a TV ainda estava ligada e resolveu ficar olhando-a para espantar os pensamentos maliciosos que rondavam sua mente, até que viu um comercial de animação mostrando frutinhas dizendo os preços em oferta de um mercado, quando seus olhos bateram na goiaba sentia a boca encher de água e uma vontade louca de comer a fruta.
Any: Ai não. – olhando para a barriga. – Filha... – pôs a mão no rosto. – O que vamos fazer? – se levantando preguiçosa e indo até a geladeira. – Vamos ver se tem aqui. – abriu a geladeira e tinha tudo o que ela pudesse imaginar; menos a goiaba. – Droga! – suspirou e voltou para seu lugar pra ver se a vontade passava.
O relógio andou alguns minutos e nada, ao invés de passar aumentava. Resolveu acordar Joshua, afinal de contas ele era o pai da criança!
Any: Josh! – cutucando ele, que apenas resmungava baixinho. – Joshua! – ele a abraçou, passando a mão desajeitadamente na barriga dela, depois voltou a dormir. – JOSH! – berrou e o pulo que ele deu foi hilário, levantou-se afobado e ela o encarou rindo.
Josh: O que foi meu amor? – se ajoelhando na frente dela. – O que você tem? – perguntou rapidamente.
Any: Não tenho nada, mas você dorme como um morto. – cruzou os braços. – Estou com vontade de comer goiaba.
Josh: Me acordou só pra dizer isso? – ele riu. – Amanhã mesmo eu trago as goiabas, agora vai dormir gatinha. – deu um beijo na trave.
Any: Não Josh, eu quero comer agora! – ela disse com bico. – Nunca ouviu falar em desejos de grávidas?
Josh: Meu bem. – ele a olhou assustado. – São duas da madrugada amorzinho. – disse choroso.
Any: Não estou nem aí! – disse se levantando. – Vai buscar, ou quer que sua filha nasça com cara de goiaba?
Josh: Sabia que eu acho goiabas bonitas? Aquelas amarelinhas...
Any: VAI LOGO! – berrou com cara de choro.
Ele olhou para os lados e viu que não tinha jeito mesmo.
Josh: Tudo bem. – disse levantando e vestindo a camisa. – Eu já volto! – calçando os chinelos e saindo em busca das benditas goiabas.
Any sorriu satisfeita enquanto voltava a ver a TV, mais aliviada.
Do lado de fora, ele murmurava reclamações, como pode Any acordá-lo as duas da madrugada por causa de meras goiabas? Não soube explicar por quanto tempo ficou zanzando pelo pomar de frutas em brusca da goiabeira.
Josh: Isso é pra eu aprender... Aprender a usar camisinha. – disse observando as árvores. – Que diria que alguns minutinhos de prazer pudessem lucrar tanto... – sorriu de leve. Não demorou em que avistasse a arvore que procurava, estava carregada de goiabas, para sua felicidade. – Ótimo Joshua! – disse indo até lá. – Você é muito f**a!
Subiu na àrvore com facilidade, já que sabia subir desde moleque, estava com tanto sono que estava zonzo. Apoiou seu bumbum em um galho firme e começou a tocar nas goiabas para ver se estavam no ponto, escolheu quatro delas enormes e depois tinha se dado conta que não tinha levado nenhuma droga de sacola.
Josh: Ótimo Beauchamp... – ironizou com as goiabas em uma mão e a outra segurando um galho.
Decidiu tirar a blusa e usá-la como uma espécie de sacola. As colocou na blusa e depois enrolou dando um jeito de as goiabas ficarem dentro da mesma. Deu um pulo lá de cima e assentiu olhando as goiabas.
Voltou para o chalé e Any estava em pé, andando de um lado para o outro, ansiosa pelas benditas goiabas.
Any: Onde estão? – perguntou indo até ele, tentando ignorar físico perfeito de seu ex-namorado que estava descoberto pela falta da camisa.
Josh: Aqui estão, suas preciosas goiabas. – ele desenrolou a blusa e mostrou as goiabas. Deu até para ver os olhinhos dela brilhando enquanto pegava uma das frutas.
Any: UAU! – dando uma mordida e fechando os olhos.
Podia jurar que era a coisa mais gostosa que ela já tinha comido em toda a sua vida.
Josh: Não seria melhor ter lavado antes? – ele sorriu da afobação de Any.
Any: Não sei, acho que não tem perigo. – mordeu o lábio enquanto voltava para a cama com as outras goiabas a tira colo. – Já comi tanta fruta sem lavar. – sorriu abertamente, enquanto dava outra mordida. – Obrigada Josh.
Josh: De nada. – ele sorriu deitando ao lado dela. – Está gostosa? – apontando a goiaba.