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Nos Braços do CEO Irresistível

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Sinopse

Emma sempre foi apaixonada por Edward, mas ele nunca a enxergou de verdade. Durante uma festa exclusiva, ela conhece Travis — o enigmático filho do dono do hotel e amigo de Edward. O que começa como um jogo de provocações vira uma relação intensa e proibida.

Travis promete ajudá-la a conquistar Edward, mas acaba se envolvendo com Emma de forma inesperada. Quando um escândalo explode, Emma desaparece sem deixar vestígios.

Anos depois, ela retorna como funcionária da empresa de Travis e Edward.

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Capítulo 1
Ninguém na terra beija como Edward Johnson. Ou, pelo menos, era assim que eu imaginava que seus beijos seriam. Quando seu rosto se inclinasse na direção do meu, minha respiração ficaria presa no fundo da garganta. Quando sua boca finalmente encontrasse a minha, a excitação surgiria como uma explosão. Quando sua língua deslizasse entre meus lábios, eu conheceria o paraíso. Meus dedos se curvariam, meu corpo se arquearia instintivamente em direção ao dele. Meu coração bateria com força contra minha caixa torácica, e arrepios se espalhariam como fogo sob a minha pele. Borboletas voariam em círculos no meu estômago. Cada célula, cada fibra do meu ser responderia ao toque dele. Seu beijo não seria apenas um beijo — seria um gatilho. Uma transformação. Eu deixaria de ser só carne, sangue e osso para me tornar algo maior. Algo inflamável. Algo em chamas. Mas, de novo, tudo isso era só fantasia. Minha única evidência vinha de observações. E nisso, eu era especialista. A garota que ele havia escolhido para esta noite parecia prestes a pegar fogo com a maneira como se contorcia contra ele. Ashley? Ou Amanda? Era difícil lembrar — ela havia se apresentado com um sorriso forçado no meio da confusão da festa, e ele só a chamara pelo nome uma ou duas vezes desde então. Era algo estranho, ligeiramente pretensioso, como a maioria das meninas que orbitavam ao redor dele. Um cara da minha aula de economia passou fazendo graça com os amigos. Me pressionei mais contra a parede, segurando firme a bandeja cheia de copos para não derrubar nenhum. Eu nem gostava tanto da cerveja artesanal do The Luxe Lounge, mas sempre admirei a seleção impecável de bebidas e o ar exclusivo do lugar. Os ricos e poderosos de Harvard e Cambridge adoravam aquele clube escondido — festas privadas, bebidas caras, segredos sujos. Mas eu não estava ali por causa disso. Eu estava ali por Edward Johnson. Ele era a minha única razão para continuar naquele emprego. Eu era absolutamente obcecada por ele. Sem motivo racional — só porque ele era gostoso, charmoso e absurdamente rico. Edward era meu vício. Minha perdição. Notei ele desde o meu primeiro dia no The Luxe. Ele atravessava os salões com o celular na mão, sorrindo para alguma mensagem antes de enfiá-lo no bolso de trás. Seus olhos azuis-gelo pareciam hipnotizar quem cruzasse seu caminho. E eu, claro, não fui exceção. O observei passar a mão pelos cabelos loiro-escuros desalinhados, o vi piscar para uma garçonete como se fosse a coisa mais natural do mundo. Ele exalava confiança. Arrogância. Um verdadeiro clichê ambulante dos ricos prepotentes. E, mesmo assim, eu não conseguia desviar o olhar. Eu deveria odiá-lo. Mas eu desejava cada pedaço dele. Cheguei em Cambridge com uma bolsa de estudos e as economias suadas do meu pai. Eu sabia quem eu era — e sabia que Edward Johnson era tudo o que eu não podia ter. Mesmo assim, ele me fazia vibrar. Me fazia respirar fundo. Me fazia corar com pensamentos indecentes que surgiam sem controle. Sempre que ele aparecia, eu esquecia as bandejas, os pedidos, o que estava fazendo. Ele se tornava o centro do meu universo. E ele nunca aparecia com a mesma garota duas vezes. Eu até tentei encontrar um padrão — alguma pista de que tipo de mulher o atraía. Mas não havia lógica. Uma semana era loira. Na outra, ruiva. Às vezes curvilínea, outras magra como eu. Teve até uma que parecia comigo — mesma cor de cabelo, mesma altura. Isso me dava esperança. Me fazia pensar que, talvez, tudo o que eu precisasse era de coragem para me aproximar. Mas e depois? Eu não era iludida. Sabia que não tinha nada de extraordinário. Nenhuma magia escondida que fosse capturar o coração de Edward só porque ele me transasse uma vez. Eu não seria especial. Só mais uma. E, depois, minha obsessão só pareceria mais patética. Não seria apenas a garçonete apaixonadinha. Seria a psicopata que não sabia seguir em frente. Ainda assim… Sonhava com ele. Sonhava que, de alguma forma, ele me notaria. Que nossos olhares se cruzariam e algo mudaria. Que haveria uma faísca — e que ela não seria só fogo de palha. Que ele descobriria que eu me guardava para alguém como ele e, então, faria por merecer. Seria doce, romântico… um conto de fadas moderno com final feliz. Sim. Eu sempre tive uma imaginação fértil. E eu sabia disso. — Ei, garçonete! — chamou alguém. Meu coração disparou. A voz veio da mesa de Edward. — O que posso ajudar? — consegui dizer, engolindo seco. — Pode trazer uma bebida no piso superior — ele disse, jogando uma quantia em dinheiro na mesa como se não significasse nada. Claro que não significava. Ele estava indo embora. Com ela. A escolhida da noite. Quando os avistei novamente, estavam subindo as escadas. Edward se inclinou para sussurrar algo no ouvido da ruiva, que riu baixinho e assentiu. E era isso. O fim da noite. O momento em que ele levaria a garota para o andar de cima — o tal andar proibido. O mesmo que eu imaginava em detalhes todas as semanas, nos meus devaneios solitários… acompanhados, muitas vezes, pela minha mão dentro da calcinha. Talvez eu só precisasse t*****r, pensei, engolindo um gole do Macallan 25 que alguém havia deixado no balcão. Não era o uísque mais gostoso do mundo, mas ajudava a engolir a vergonha. Normalmente, quando Edward subia, eu terminava meu turno e ia embora. A porta da escada sempre ficava trancada, e mesmo que estivesse aberta, eu nunca me atreveria a invadir o espaço reservado. Mas dessa vez... Ele não fechou a porta direito. E algo dentro de mim se acendeu. No minuto seguinte, eu estava subindo as escadas. Como se meus pés tivessem vontade própria. As sombras me engoliram, o coração disparado no peito. O silêncio parecia gritar nos meus ouvidos. No topo, parei. O andar estava escuro, silencioso. À frente, uma varanda. À direita, um corredor. À esquerda, uma porta entreaberta. Foi de lá que ouvi as risadas. E antes que meu bom senso pudesse me deter, fui me aproximando. Cada passo, uma maldição sussurrada para mim mesma. O que eu estava fazendo? Planejava espiar? Esperava que ele me visse e... me chamasse para entrar? Sim. Sim, eu esperava. Eu deveria ter recuado. Mas então, a ruiva soltou um gemido abafado — e meu corpo reagiu como se tivesse vontade própria. Me aproximei mais, espiei pela fresta… E quase pulei para trás. Eles estavam ali, bem na minha frente, refletidos em um espelho que ocupava a parede inteira do quarto. A lua iluminava a cama, criando um cenário surreal. Erótico. Quase cinematográfico. A ruiva estava sem blusa, sem sutiã. Edward a devorava com a boca e as mãos, os lábios envoltos em um dos s***s, os dedos apertando o outro. E, meu Deus… Era a coisa mais quente que eu já tinha visto na vida. A ruiva já havia tirado a blusa e o sutiã, e o Edward estava em volta dela, sugando um dos s***s, beijando seu mamilo pontudo enquanto apertava o outro seio. A ruiva jogou a cabeça para trás e gemeu. Inconscientemente, eu apertei meu próprio seio sobre meu suéter, e quase engasguei quando percebi meu mamilo sensível e ereto. Tive que morder meu lábio para não fazer barulho. Tive que cruzar meus tornozelos para aliviar a pulsação entre minhas pernas. Eu observei Edward tirar a camisa, o ângulo me deu uma visão de suas costas lindas e musculosas. Ele estava no time de remo. Claro. Tão certinho. Tão rico. Mas aqueles músculos... Deus abençoe o time de remo. E agora ele estava desabotoando o jeans. E ela estava tirando o p*u dele. Eu podia sentir meus olhos se arregalarem, tentando dar uma olhada melhor no p*u dele. Eu ousei me inclinar um pouco mais. Ainda assim, tudo que eu conseguia ver era uma sombra escura no aperto da pequena palma da ruiva enquanto ela o acariciava para cima e para baixo. — É, Emília, assim mesmo. — O baixo estrondo na voz de Edward fez meus joelhos cederem. Eu podia me imaginar no lugar dela. — É Emily — ela corrigiu, com um olhar furioso. Ele puxou a cabeça dela para cima para poder devorar sua boca. Ele a beijou por alguns minutos, suavemente, antes de se afastar e sair do reflexo — em minha direção. Eu me encolhi no canto onde ficava a dobradiça, certa de que eu estava prestes a ser descoberta. Mas tudo o que Edward fez foi fechar a porta. Eu me inclinei contra a porta fechada e soltei um suspiro profundo. Por quê? Que p***a é essa? Eu poderia ter sido pega. Eu poderia ter sido expulsa do The Luxe para sempre. Eu poderia ter perdido qualquer respeito que Edward pudesse ter tido por mim, antes mesmo de ganhá-lo. E por que diabos eu estava tão afim desse cara? Eu nem o conhecia! Eu precisava colocar minha cabeça no lugar certo. Precisava lembrar por que meu pai investiu todos aqueles anos na loja de móveis em meu futuro. Tudo foi economizado e guardado. Era para que eu pudesse ir para a universidade dos meus sonhos. Não para que eu pudesse passar o tempo todo sonhando acordada com um CEO rico de rosto bonito. Mas que rosto bonito ele tinha. Deus, eu estava em apuros. — Ele nunca se apaixonaria por você — uma voz saiu do escuro na minha frente. — Não enquanto você for tão emocionada e virgem. Apertei os olhos e, quando olhei mais de perto, vi que havia alguém no final do corredor com a porta escancarada e, embora não conseguisse distinguir bem a figura, pude ver que havia alguém sentado em uma poltrona, fumando um cigarro. Ou um charuto, talvez. Dei um passo à frente. Certamente ele não estava falando comigo, mas não parecia haver mais ninguém por perto. Deixei a bandeja com os drinks em cima da mesa bistrô ao lado. — Desculpe? — Edward nunca vai atrás de virgens. É uma das regras dele. Um calor subiu pelo meu pescoço e inundou minhas bochechas. — Uh… — Você está ofendida. — Sim, estou ofendida. — E envergonhada. Há quanto tempo esse cara estava me observando? Era seguro afirmar que ele tinha me visto espionando Edward. O que era simplesmente... assustador. Graças a Deus estava escuro demais para ele ver meu rosto. — Você se importaria em me explicar? Dei mais um passo à frente. Depois vários outros. Passos que eu deveria ter dado descendo as escadas enquanto ainda era uma garota anônima no escuro. Mas havia algo sobre ser observada em particular por outra pessoa que me fez sentir uma afinidade que eu não havia sentido antes. Todo aquele tempo que passei observando Edward, era como se eu estivesse carregando um segredo. E a primeira pessoa a descobri-lo o havia descoberto me observando secretamente. Ou talvez fosse só uma desculpa e eu estivesse bêbada. E tagarelando sozinha. — Bem. — Parei bem perto dele. — Você não tem como saber de tudo, você não tem como saber o que seu amigo gosta ou não. E o status da minha virgindade não é algo que você pode simplesmente presumir. Ele deu uma tragada no charuto — não era um cigarro, ao que parece — e a fumaça encheu o cômodo com um doce aroma amadeirado que me lembrou lareiras e bibliotecas antigas. — Peço desculpas por falar demais. — Uh… — Eu bufei audivelmente. Porque o que mais eu poderia dizer para alguém tão convencido? Joguei meus ombros para trás, pronta para debochar. — Olha. Eu conheço Edward desde que ele usava fraldas. Eu o conheço melhor do que a mãe dele, eu o conheço melhor do que aquela garota que está lá dentro chupando o p*u dele, e eu certamente o conheço melhor do que você. Ele conhecia Edward bem, percebi. Eu conhecia esse cara também. Ele é sócio de Edward. Eu não o tinha reconhecido no começo, mas agora eu reconhecia. Ele era Travis Smith, melhor amigo de Edward, eles eram como unha e carne. Eu não o via com frequência no The Luxe. Minhas mãos começaram a suar e meu pulso acelerou. Travis era vários anos mais velho que eu, ele era bem-sucedido. Ele era uma lenda no campus porque era brilhante e implacável. Suas ideias de negócios não eram apenas inteligentes, mas também de vanguarda. Ele era o tipo de homem que dominava o mundo dos negócios. Alto, atraente, durão, poderoso, forte. Perceptivo. Ele me intimidava em geral. — Agora sabe quem eu sou? — Ele me assustou pra caramba. — Quanto aos seus sentimentos — ele continuou — não vão se tornar realidade. Edward não se apega a ninguém. — Eu não acredito. — Rosnei. Travis estava absurdamente lindo em uma camisa cinza marcando seus músculos e usando uma calça jeans preta que deixava aparente seu p*u contra aquele jeans grosso, e eu estava usando minha roupa usual de trabalho: jeans e uma camiseta branca que deixavam meus s***s marcados quando eu não usava o avental cobrindo. Meus olhos estavam marcados pelo cansaço, com o cabelo preso em um r**o de cavalo, nada atraente. Eu nunca tive uma mãe presente pra me ensinar a ser uma garota de fato. — Realmente não há razão para ficar ofendida — disse Travis, tomando um gole de uísque, eu estava supondo. Algo me dizia que não era seu primeiro copo da noite. — Não estou criticando. Na verdade, estou me oferecendo para ajudar. Levei um segundo para entender exatamente o que ele queria dizer. — Oh, por favor. — Não estou brincando. Vamos discutir os prós e os contras? Inclinei a cabeça e o estudei, como se pudesse estudá-lo no escuro. Ele estava mesmo se oferecendo para dormir comigo? Ele obviamente não tinha ideia de quem eu era. — Eu, uh, acho que não. — Puxei a ponta do meu r**o de cavalo, um hábito nervoso meu. — Tenho certeza de que é porque não tem luz aqui ou porque há muitas de nós lá, mas eu trabalho aqui. Ele se esticou para o lado e puxou seu telefone. Pisquei várias vezes no corredor recém-iluminado. Seu cabelo estava alinhado na luz fraca, seus olhos verdes. Isso o fazia parecer mais robusto do que o normal. Mais intenso. Seu maxilar aumentava sob a luz fraca. Estava com a barba por fazer, como se ele não tivesse se barbeado. Embora eu nunca tivesse tido tal impulso antes, me vi querendo passar a mão pela sua barba por fazer. Queria saber exatamente como era a sensação sob minha pele. Era macio? Arranhava? Quem foi a última mulher a passar a mão em seu maxilar? Ele a amava? — Eu sei quem você é, Emma Clark. — A declaração de Travis me chocou de volta ao aqui e agora. Meu queixo caiu. Havia muita coisa para reagir. Escolhi a mais fácil de responder primeiro. — Eu sou o filho do dono deste lugar — pensei que você soubesse. — Mesmo sendo insensível, sua voz era suave, como o uísque fino que imaginei que permanecia em sua língua. Fiquei imaginando brevemente qual seria o gosto disso na minha língua. Tão rapidamente quanto veio, forcei o pensamento para fora da minha mente. Lembrei que o dono daquele lugar tinha um filho. As garçonetes falavam sobre ele o tempo todo — diziam que era lindo, rico e absolutamente irresistível. E, honestamente, elas não mentiram. — Você é até bonitinha... só que muito nova. Quantos anos tem? Dezessete? — ele perguntou, com um meio sorriso, como se já soubesse a resposta. — Você não olhou isso nos arquivos? — rebati, arqueando uma sobrancelha. Travis se recostou na poltrona, cruzando um tornozelo sobre o joelho com a tranquilidade de quem domina o ambiente. Ele examinou meu rosto por alguns segundos antes de dar mais uma tragada lenta no charuto. — A oferta ainda está de pé — ele disse com calma. — Que oferta? — pisquei, confusa, até que me dei conta do que ele estava falando. — Você esqueceu que é filho do meu chefe? Eu não sabia por que ainda estava ali, trocando palavras com aquele homem. Eu já deveria ter ido embora. Mas alguma coisa me prendia. Havia algo na tensão daquela conversa que me deixava colada no chão — o mesmo tipo de fascínio inquietante que eu sentia por Edward Johnson. — Sou filho do seu chefe — ele disse. — Não sou seu chefe. Ainda não dirijo esse negócio. Tecnicamente, ele estava certo. O Sr. Christopher aparecia no The Luxe Lounge às segundas, quartas e sextas, ficava algumas horas resolvendo burocracias e desaparecia. Travis, até onde sabíamos, nunca aparecia com ele. Mas, aparentemente, ele vinha sim. E uma das coisas que fazia... era nos observar. Ou será que ele só observava a mim? A ideia me deu um arrepio violento. Me abracei instintivamente, esfregando os braços, como se pudesse afastar o frio repentino que me percorreu. O lábio de Travis se curvou em um sorriso repleto de desejo, como se pudesse ver cada reação minha com uma clareza perturbadora. — Não é oficialmente contra as regras da empresa se envolver comigo — disse ele, em um tom quase casual. Outro arrepio subiu pela minha pele. — Pela minha definição pessoal, seria antiético — murmurei. — E por quê? — A voz dele não era apenas suave. Era sedutora, envolvente, quase perigosa. Encarei seu lado mais sombrio, tentando manter a compostura. — Não gosto de misturar romance com negócios. — Então? — Seu olhar era direto. Intenso. Queimava. Essa conversa era ridícula. Eu não podia estar considerando isso... Podia? Desviei o olhar, só por um segundo, e meus olhos se fixaram em um retrato sobre a mesa lateral. Era uma foto de Travis ao lado de uma mulher — ambos riam, flagrados enquanto caminhavam, como se não soubessem que estavam sendo fotografados. Não parecia ser de muito tempo atrás. Travis tinha quase a mesma aparência de agora, o cabelo apenas um pouco mais curto e bem penteado. Eu nunca tinha visto aquela mulher. Talvez fosse alguém esperando por ele em casa. Ou alguém com quem ele havia terminado. Ou... alguém que ele estava traindo naquele exato momento, ao flertar comigo. Voltei meu olhar para ele e percebi que havia sido flagrada observando a foto. — Se eu flertar com você, posso perder meu emprego — disse, respondendo à pergunta que ainda pairava no ar. — Se não flertar comigo... talvez perca do mesmo jeito. — O tom dele agora era mais duro. Quase frio. Sorri com rigidez, mudando o peso de um pé para o outro, tentando adivinhar se ele estava brincando. Mas sua expressão dizia que não. Engoli em seco. — Você é um babaca conquistador. — Eu sou? — ele arqueou uma sobrancelha. — Você é quem ficou aqui, tentando tirar algo de mim. — O que quer dizer com isso? — A conversa estava totalmente fora do meu controle. E, seja lá para onde ela estivesse indo, eu não queria acompanhá-la. — Você está sozinha comigo no andar proibido. O que mais deveria pensar que está procurando? Um arrepio tomou conta do meu corpo. Os pelos da minha nuca se eriçaram. Minhas bochechas queimaram. Travis largou sua bebida na mesa lateral e se inclinou para frente, apoiando os antebraços nas coxas, me encarando com algo predatório no olhar. — Saia daqui, Emma. Este andar é restrito durante as festas. Da próxima vez que vier trabalhar em uma, pense na ética de obedecer às regras da casa. Não esperei mais um segundo. Virei-me e desci as escadas correndo, o som dos meus próprios passos ecoando atrás de mim como um lembrete c***l de que eu nunca deveria ter subido ali.

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