CAPÍTULO 06 — LAVÍNIA

1691 Palavras
Finalmente uma noite de diversão, sem ter que me preocupar com crimes e sentenças. Seremos apenas meus amigos e eu, em meu salto, roupa justa, uma boa maquiagem e uma diversão despretensiosa – claro que para começar, nossa primeira parada é o bar. — Pode nos trazer três doses de tequila, por favor? — Peço, sorrindo para o barman e me inclinando sobre o balcão. — Esse lugar cheira a perdição. — Thalita comenta, me fazendo prestar mais a atenção a nossa volta. Temos casa cheia, muita escuridão e luzes piscando, música alta, muita bebida e pessoas dançando de maneira explícita. Sim, isso realmente parece uma perdição s****l e exala hormônios. Aqui eu deixo um pouco de lado a juíza, mas torço para não ver nada muito errado para não acordar o lado que coloquei para adormecer ao entrar aqui. — Aqui não é Las Vegas, mas acho que podemos nos apropriar um pouco da frase dela. O que acontecer aqui, fica aqui. Acho que podemos combinar assim, concordam comigo? — Sugiro, já olhando o ambiente em busca de alguém interessante para ser a minha companhia da noite. Felizmente, nunca tive dificuldade em ter pessoas atraídas por mim, seja lá qual for o sexo. Por isso eu já começo a buscar alguém que me atraia onde eu possa me aproximar de alguma forma para tentar chamar a sua atenção. Gente bonita não falta aqui e eu já sorrio admirando a beleza humana, em especial de uma mulher que está dançando no meio da pista. — Por favor, amanhã ninguém mais fala nisso. — Luiz aceita. Ele e Thalita começam a conversar mas eu admito que minha atenção foi roubada. A atual dona da muita atenção está vestida em uma calça vermelha brilhosa e um cropped do mesmo conjunto. O tecido justo e a barriga exposta mostram o corpo maravilhoso que ela tem e admito, me atrai e muito. A boquinha desenhada já me faz sentir saudade do beijo macio de uma mulher. — Lavínia! — Thalita me faz dar um salto no lugar quando me chama com firmeza, já virando para encara-la. — As bebidas. — Acho bom você não se acostumar em me gritar desse jeito. — Reclamo, a encarando feio e a fazendo gargalhar, se divertindo com o meu susto. — Venham, vamos beber. Nós melamos a mão de sal e já começamos oficialmente a noite com uma dose de tequila, finalizando com o limão. Droga, como isso é bom! Algumas doses depois, já estou com um drink de frutas vermelhas na mão quando decido que estou pronta para arriscar algo na pista. Thalita e Luiz ainda preferem aproveitar melhor o ambiente enquanto eu, segurando meu copo, movo meus quadris até bem no centro da pista de dança e encontro um espaço disponível. Para meu próprio bem, a música colabora e muito comigo. É uma música com uma batida bem sensual da brasileira Anitta, que me ajuda a mover meu corpo de maneira explícita. Ergo minha taça e balanço minha cintura favorecendo minha b***a, passando a mão livre pelas minhas curvas e sigo dançando de forma despreocupada. De olhos fechados, sinto a batida e me mexo no ritmo fazendo questão de sensualizar o máximo possível. Para completar, decido virar em direção a mulher deliciosa que está a alguns metros de mim apenas. Quando percebo que ela está com os olhos fixos em mim, sorrio o mais sem vergonha possível até mordendo o lábio inferior enquanto rebolo e mantenho meus olhos nos dela – é o suficiente para dizer que é recíproco. — Boa noite, posso acompanhá-la? — Seria um prazer. — Viro de frente para ela, sorrindo e oferecendo minha bebida. A mulher aceita colocando os lábios na taça e terminando de esvaziar meu copo. — Você bebeu tudo, o que eu faço agora? Estava uma delícia. — Tenho uma ideia, se estiver bem para você... — Entendo rapidamente como se ela estivesse me pedindo permissão enquanto se aproxima de mim, lentamente, com os olhos pidões nos meus. Não respondo audivelmente, já dou minha permissão por colocar minhas mãos no rosto dela e a beijo. Sem saber nome, sem muita conversa, apenas duas pessoas atraídas uma pela outra. A música deixa tudo mais sensual, quente, os lábios macios se movem de forma delicada e a língua suave faz um bom encaixe com a minha. Ela é um pouco mais alta e usa a mão livre – já que ela que segura meu corpo agora – para segurar minha cintura e grudar nossos corpos. O cheiro dela é bom, o beijo é delicado, é como uma seda. Nós continuamos a dançar, mas enquanto movimentamos os corpos no mesmo ritmo movemos as bocas e línguas do mesmo jeito. É uma dança completa, cheia de sensualidade, mordidas, chupadas, eu não deixo de segurar os cabelos loiros também e segurar com um pouco mais de firmeza. — Como eu disse, uma delícia. — Solto entre os lábios dela, chupando e mordendo o lábio inferior, antes de dar um selinho no fim do beijo. Voltamos a dançar, sempre bem grudadas com as pernas entrelaçadas e vez ou outra, tornando a nos beijar. Quando um garçom passa por nós, leva o copo vazio e ficamos com as mãos livres para dançar e tirar uma casquinha também. Admito que estar me divertindo com alguém – em especial uma mulher – foi uma válvula de escape para não pensar no homem mais bonito que eu já vi na minha vida. Ethan Bowman realmente me tirou dos pensamentos normais, ele me deixou mais perdida que qualquer homem ou mulher, ninguém me deixou tão curiosa e excitada quanto ele. Isso é perigoso, para o meu orgulho e agora para minha amizade com Thalita também. Apesar de tudo, é unir o útil ao agradável. A moça que não sei o nome me diverte, nós sorrimos, além de ter uma boca, corpo e beijo deliciosos. Estamos nos dando bem, entretidas em nossa dança e tirando casquinhas uma da outra quando cometo o erro de olhar para o lado. Luiz e Thalita não estão mais no balcão do bar, provavelmente os dois já encontraram suas companhias da noite também. Quem eu encontro, é a última pessoa que eu esperava e também que eu gostaria, me fazendo parar de dançar imediatamente e não consigo desviar os olhos dele, chocada. — Ethan... — Balbucio para mim mesma. Enquanto a dama de vermelho dança ao redor de mim, eu paraliso encarando o homem que segura um copo redondo na mão e sorri para mim. Ele está visivelmente se divertindo olhando nós duas dançando tão perto uma da outra, e eu decido que se é um show que ele quer... vamos dar um show. — Está tudo bem? — Ela se preocupa, parando de dançar. — Está se você não parar de dançar e de me tocar. — Seguro as duas mãos dela, colocando-as em meus quadris. Minha b***a está grudada nela e eu a faço seguir os meus movimentos. — Isso, rebole comigo. Fecho os olhos, jogo minha cabeça para trás e nós balançamos com suas mãos em minhas ancas e nossos quadris seguindo os movimentos uma da outra. O clima esquenta, eu sei que ele nos assiste e isso só me deixa cada vez mais molhada, excitada a ponto de sentir líquido escorrendo por minhas pernas. Meu vestido vai subindo com os movimentos e eu não faço questão de puxa-lo de volta para o lugar, sentindo os dedos finos tocando minha perna. Com uma mão ao redor do pescoço dela, por trás, eu acaricio seus cabelos e gemo baixinho quando os lábios úmidos encostam a pele do meu pescoço, deixando beijos sensíveis. Nessa hora abro os olhos, apenas para conferir se ainda estamos sendo assistidas e encontro Ethan sem nem piscar. Ele não tem mais um sorriso, sua expressão agora é tão séria que poderia passar por assassina, firme. O homem está ardendo de desejo ao assistir a cena, até lubrificando a boca que provavelmente já está seca. Com isso, acho uma boa ideia virar de frente para minha companheira da noite, sorrindo para ela e encaixando nossos lábios de novo. Esse é o beijo mais cheio de t***o que já dei na minha vida, não sei se porque Ethan nos assiste e ser observada assim é mais que erótico ou porque gostaria que fosse os lábios dele. Nossas línguas balançam uma na outra, uma perna minha é erguida para a cintura dela e sua mão acaricia desde a altura do meu joelho até minha b***a por baixo do vestido curto e revelador. Chupo seus lábios, puxo os cabelos dela, mantenho todo meu corpo concentrado aqui e aproveito cada segundo da mulher deliciosa e divertida que compartilha desse momento comigo. É aí que sinto uma mão forte segurar firme um braço meu e em um único movimento estou longe dos braços da mulher e de seus lábios. Foi tão rápido e brusco, que minha cabeça roda e eu nem sei direito como aconteceu. Abro os olhos, já sendo arrastada para longe por Ethan. — O que está fazendo? Tire essa mão de mim, agora! — Ordeno com firmeza como se estivesse em um tribunal, mas se ele ouve, prefere não escutar. — Se não tirar as mãos de mim agora, amanhã irá receber uma intimação para... — Para o que, Excelência? — Ele me joga no banheiro de deficiente onde é individual, largo e espaçoso, grudando meu corpo na parede e praticamente me espremendo em todo o seu tamanho. — Afaste-se. — Imploro, já não tão firme e com o meu corpo começando a me trair. — Tem certeza que é isso que você quer, que eu me afaste? — Sopra, segurando meu pescoço com os dedos largos de forma tão firme que me faz amolecer, cheio de poder e dominação. O hálito quente, a respiração, os lábios quase encostando nos meus e seu corpo me pressionando contra a parede de forma a me fazer sentir sua ereção. — Você estava me provocando, Excelência, brincando comigo. Mas não é seguro brincar com alguém que você não conhece, o final pode ser um pouco... perigoso.
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