O ar da Toscana naquelas primeiras horas da manhã tinha um gosto de promessa e terra antiga. O sol, um disco de ouro pálido, começava a lamber as colinas cobertas de vinhedos e oliveiras, tingindo o mundo de um calor suave que Zion e Maya ainda não conseguiam aceitar plenamente. Eles haviam chegado a Pienza sob o manto da noite, exaustos, com os nervos em frangalhos e o eco das explosões da Baviera ainda ressonando em seus ouvidos. Zion estava parado na pequena varanda de pedra da casa de campo que alugaram. Ele vestia uma camisa de linho amassada, os pés descalços sentindo a frieza do ladrilho. Seus olhos, no entanto, não estavam na beleza da paisagem. Eles escaneavam a estrada de terra que serpenteava o vale, registrando o movimento de cada caminhão de entregas, cada ciclista matutino.

