A estrada para Siena era uma ferida aberta no meio da noite. Zion dirigia com uma intensidade que fazia o motor do utilitário rugir, uma expressão de granito que Maya conhecia bem demais. O silêncio dentro da cabine era denso, interrompido apenas pelo som do rádio sintonizado em frequências de emergência, onde vozes fragmentadas em italiano relatavam saques e bloqueios em estradas secundárias. O caos que Zion liberara ao fragmentar o Sindicato estava se manifestando como uma febre violenta em todo o continente. — Você está pensando no que aquele homem disse — Maya começou, sua voz suave tentando penetrar a armadura de gelo dele. — Sobre ser o homem que apagou a luz do mundo. Zion apertou o volante, os nós dos dedos brancos sob a luz fraca do painel. — Eu agi por convicção, Maya. Achei q

