O frio dos Alpes suíços era diferente do frio da Baviera. Lá, era o frio do isolamento e dos segredos de guerra; aqui, na região de Engadina, o ar parecia ter uma pureza aristocrática, um silêncio que cheirava a pinheiros e ao isolamento protetor das grandes fortunas. Zion e Maya viajavam em um trem regional discreto, observando os vilarejos de madeira passarem como miniaturas em um globo de neve. Zion estava sentado no banco de couro gasto, seu corpo ainda latejando pelas feridas de Siena. Suas costelas estavam enfaixadas e havia um corte profundo acima de sua sobrancelha, mas seus olhos permaneciam fixos na pequena pasta de couro que Maya segurava no colo. Dentro dela, os discos rígidos que continham os "Contratos de Sangue". — Você está pensando nele, não é? — Maya perguntou, inclinan

