O CERCO DE MOSCOU

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O inverno russo não era apenas uma estação; era uma sentença de morte para os despreparados. A aeronave executiva, um modelo civil sem marcações que pudesse ligá-la à Black Industries ou ao governo holandês, desceu sobre o Aeroporto Internacional Sheremetyevo sob um céu de chumbo. A neve caía horizontalmente, fustigada por ventos siberianos que faziam a fuselagem do avião gemer. Dentro da cabine, o silêncio era absoluto, interrompido apenas pelo clique seco de Zion verificando o carregador de sua pistola. Ele estava diferente. A aura de sofisticação de Nova York fora substituída por uma frieza eslava que Maya nunca vira. Ele parecia ter absorvido a paisagem russa antes mesmo de tocá-la. — Você não precisa fazer isso, Maya — disse Zion, os olhos fixos na pista de pouso congelada. — Moscou

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