Capítulo 14 – Presente de Sangue

1480 Palavras

O dia amanheceu com um céu cinzento, quase em luto. Rosa acordou com a sensação de que algo estava prestes a acontecer. Não sabia o quê, mas seu corpo inteiro parecia em alerta, como se cada célula já soubesse o que os olhos ainda não tinham visto. Ela caminhou até a cozinha, fazendo o mesmo ritual de sempre: café passado, um pouco de pão, frutas cortadas. Tentou manter a mente ocupada, ignorar o nó no estômago que insistia em apertar. E foi quando ouviu a batida na porta. Era ele. Caio estava de pé, como sempre, com aquele ar inabalável, mas algo nos olhos o denunciava. Nas mãos, ele segurava um buquê. Rosas vermelhas. Sangue puro em forma de flor. — Trouxe isso pra você — disse, com a voz rouca, estendendo o buquê como se fosse uma oferenda. Rosa olhou para as flores como se elas es

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