CAPÍTULO 4

1205 Palavras
As coisas de Manuella couberam em uma mala apenas, Manuella estava preparada e não preparada ao mesmo tempo, não tinha pegado a agenda para os cinco dias longe da cidade e aquilo a deixava preocupada e sem organização própria. Então era ir e trabalha. Estava calma. Rodolfo deixou tudo resolvido, como sempre ou tentou. Embora os dois, depois de três semanas, depois do café, os dois não tinham resolvido totalmente as coisas entre eles, era quase uma briga pré declarada entre eles. Um deslize, já era. Manuella se controlava. Rodolfo alfinetava e amenizada ao mesmo tempo, só por diversão, diversão c***l demais até. O tipo que ele gostava. Ela encarou a mulher da recepção que dizia algo de tom crítico para Rodolfo, que demonstrava impaciência. - Eu marquei essa p***a - Olhou para Manuella e quis se bater por não ter deixado isso com Manuella. - Eu falei algo sobre as reservas com você? - Não, o senhor não falou - Era um erro dele, aquilo não era a melhor coisa de zombar agora, não mesmo, mas Manuella gostava do descontrole do chefe, da forma que ele ficava irritado por tão pouca coisa, como uma reserva em um hotel. Idiota, era isso que ela pensava naquele momento ao lado da própria mala, olhando o temido bundão opressor se virar nos 30 segundos para arrumar a m***a feita. - Um completo então na área interna lá de cima, por favor - A recepcionista fez questão de puxar a chave e sorrir de forma sarcástica, olhando para o homem na sua frente. - Tenha uma boa estadia. Rodolfo pode soltar um palavrão e se virar, dando de cara com o rosto conhecido e o fodido casaco azul. De novo. - Poderia ter me lembrado das reservas, senhorita Medina. - Não me repassou nada, senhor - Rodolfo bufou e subiram os dois direto para o quarto, um quarto conjugado com um espaço maior e acompanhado de duas suítes. Rodolfo odiou aquilo, porque teria que passar algum tempo a mais na presença inoportuna de uma mulher de casaco azul. A culpa era dele. - Jogo rápido - Ele deixou a bolsa no sofá e olhou para Manuella. - Refeições são feitas no restaurantes, teu quarto e o da esquerda, não me incomode quando não estiver fazendo algo que não seja relacionado com o trabalho, fui claro? A voz foi mais uma ameaça de: sair do meu quadrado se eu não precisar de você. Suma. Evapora. Era isso, com sempre. - Claro, sem problema nenhum - Ela confirmou para ele. - Preciso da lista de compromissos e tarefas, e bom eu estar a par das coisas, para evitar - Ela fez uma pausa e olhou para o lugar. - Imprevistos não favoráveis ao senhor. Era como jogar o erro na cara dele, era errado? Sim, provavelmente. Mas ela faria de novo. Por tempo ilimitado. Só pra ver a fumaça imaginária sair das orelhinhas dele, deixando claro a raiva. - Vão me enviar por e-mail. Assim que chegar, passo para você. Hoje você pode descansar, amanhã cedo iremos cedo, no mesmo horário, sem atrasos, por favor. Manuella pegou sua mala e foi para o quarto, satisfeita até, porque depois de uma viagem de duas horas ela poderia descansar e dormir um pouco. O quarto mantinha uma cama de casal um tanto espaçosa, uma mesinha, um armário para roupas e uma televisão enorme embutida na parede. Tudo muito bem feito. Parecia tudo muito organizado no hotel. Ela se aproximou da sacada e viu ao lado do prédio outro prédio, com uma réplica perfeita e bem situada, eram as torres de hotéis Maldinis. Manuella foi até a janela e ficou olhando o movimento lá embaixo e quis conhecer a cidade lá fora, mas colocou seu traseiro na cama, esqueceu de tudo, apagando em um sono pesado. Enquanto isso, o velho conhecido da cidade havia abandonado o terno, cruzando a recepção e parando em um pub. Parecia uma assombração voltando para puxar seu pé no meio da noite. Depois de algum tempo, aquilo estava acontecendo no mesmo lugar de antes, como ele fazia sempre que ia na cidade. Poderia aparecer alguém que ele não conhecia, mas ele não ligava, ele sabia que a indagação poderia aparecer, mas, depois de meses ele poderia lidar com qualquer coisa, estava de volta ao trabalo,precisava voltar a sua rotina abitual e a sua vida, seja aquela velha e maldosa vida que ele conhecia bem. Muitos poderiam dizer que ele era o mesmo, mas ele não era, poderia ser o mesmo no trabalho, um tanto mais duro que o habitual, mas na vida pessoal, ele não estava como antes. Algumas pessoas não entendem que alguns habitos esta na personalidade da pessoa, e o ser e fazer, Roldolfo pediu um Martini e ficou encarando o liquido, lembrando que a ultima vez que bebeu foi uma noite antes de voltar para empresa, agora estava ali, olhando as paredes sentindo o ar gelado da cidade e lembrando de tudo. Era h******l aquela sensação. É ele queria ficar sem ela. Nessa tentativa caiu na bebida, era r**m isso. Horas mais tarde foi a vez de Manuela Medina escutar algo não pertinente a ela, ela saiu do quarto com os olhos abertos até a porta de entrada, quem quer fosse que estivesse tocando a campainha tinha um dedo nervoso e certamente estava com agonia. Estava com os pés descalço sobre o chão gelado, era tarde, bem tarde. Abriu a porta e viu uma cena muito incapaz de acontecer diante dela, até pensou em se beliscar, mas quando olhou para o rosto escuro de Rodolfo ela não disse, não olhou, apenas saiu do caminho dele e deixou ele passar. De forma brusca e pesada. O cheiro tomou conta do nariz dela. Álcool. Ótimo, Rodolfo Vinelly estava parecendo um alcoólico com aquele cheiro imundo. - Tudo bem, senhor? - A voz saiu embargada por receio. O que ele havia falado mesmo? Não ficar no caminho dele se não estiver sob ação do trabalho. - Não enche a p***a do meu saco, me deixa em paz - Rude como sempre, ela viu o grandão desabar no sofá. Ela ficou parada, olhando para ele de longe. - Se continuar me olhando assim eu vou ficar com vergonha Manuella, qual a parte do me deixa em paz você não entendeu, garota? E s***a que fala, não é? A voz era embargada. O que Manuella achava estranho e que ele parecia um zumbi, ele estava acordado, mas não parecia o homem de horas atrás. Só parecia um bêbado. A viagem nem havia começado direito, e já estava tudo como sempre. Graças a Rodolfo. - Com licença - A voz dela saiu sussurrada. - Toda, gracinha, uma licença pra você ir pro inferno! - Aquilo foi algo terrivelmente r**m para Manuella, quis socar a cara dele. - O que ainda está fazendo aí? - i*****l! - Ela expressou e abriu a porta do quarto e se enfiou dentro dele, fazendo questão de trancar a porta. Ela se jogou na cama e fechou os olhos, imaginando que o senhor bundão opressor era também um problemático e m*l educado. Manuella não podia fazer nada, só ficar longe dele. Porque vaso r**m quebra sozinho.
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