Dmitry Quando Ekaterine me avisou que Alessia tinha acordado, eu não respondi na hora. Fiquei alguns segundos olhando para o telefone, em silêncio, absorvendo a informação enquanto permanecia deitado naquele quarto do hospital, cercado pelo mesmo cheiro limpo e pelo som constante dos aparelhos. Não era preocupação simples. Era algo mais presente, mais pesado, como se aquela situação ainda não tivesse terminado, mesmo com tudo aparentemente sob controle. . O que ficou na minha cabeça não foi o fato dela ter acordado. Foi o que veio junto com a notícia. Ela tinha entrado em desespero. Chamando pela filha. Gritando. Aquilo não saiu da minha cabeça nem por um segundo. Ainda deitado, com o corpo limitado pelo que os médicos chamavam de recuperação, eu pedi para levarem a criança até ela

