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Entregue para o Mafioso

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Sinopse

Alessia sempre acreditou que seu destino era simples: se casar, ter filhos e honrar a família.Mesmo sendo uma mulher brilhante e formada em medicina, ela aceitou sem questionar quando seu pai escolheu o homem com quem deveria se casar.O que ela não esperava era que o casamento se transformaria em um pesadelo.Lorenzo, seu marido, era manipulador, infiel e c***l. Durante anos, Alessia suportou humilhações, agressões e traições em silêncio… até o dia em que tudo desmoronou.No momento mais importante de sua vida, durante o parto de seu filho, ela descobriu mais uma traição do marido.Foi ali que algo dentro dela quebrou.Mesmo sabendo que sua decisão desonraria sua família, Alessia tomou a coragem que nunca teve antes e pediu o divórcio.Mas Lorenzo não era o tipo de homem que aceitava ser abandonado.Manipulador e obsessivo, ele deixou claro que Alessia nunca seria livre.O que ela jamais imaginou era que o destino tinha outros planos.Uma noite, ao encontrar um homem gravemente ferido na rua, Alessia decide salvá-lo sem saber quem ele realmente é.Esse único ato mudaria sua vida para sempre.Porque o homem que ela salvou não era apenas um desconhecido.Ele era Dmitry Marino.O temido Don da máfia russa.E desde o momento em que abriu os olhos e viu Alessia… ele decidiu que ela seria dele.Não importa o preço.Não importa o sangue que precise ser derramado.Alessia foi entregue para o mafioso.E Dmitry Marino nunca perde aquilo que deseja.

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Capítulo 1 — Alessia
Alessia — Você vai voltar para casa. Essa foi a primeira coisa que meu pai disse quando eu entrei no escritório dele. Nem perguntou como eu estava. Nem perguntou da bebê. Nada. Apenas aquela frase dita com a mesma frieza que ele usava quando estava resolvendo algum problema importante nos negócios da família. Eu parei no meio do escritório por alguns segundos antes de responder. O lugar não tinha mudado nada desde a última vez que eu estive ali. A mesma mesa grande de madeira escura, as mesmas estantes cheias de livros que eu nunca vi meu pai abrir, os mesmos quadros caros pendurados nas paredes. Tudo naquele lugar parecia pesado demais, como se as paredes guardassem décadas de decisões duras e segredos que ninguém jamais iria confessar. Quando eu era criança, entrar naquele escritório me deixava nervosa. Hoje só me deixava cansada. — Eu não vou voltar para casa. Minha voz saiu calma. Muito mais calma do que eu realmente estava me sentindo. Meu pai levantou os olhos lentamente dos papéis que estavam sobre a mesa e me encarou como se estivesse tentando decidir se eu estava falando sério ou não. Anton sempre teve aquele olhar duro. O tipo de olhar que fazia as pessoas pensarem duas vezes antes de contrariar qualquer coisa que ele dissesse. Eu cresci vendo homens adultos abaixarem a cabeça diante dele. Mas naquele momento eu simplesmente estava cansada demais para sentir medo. — Alessia — ele disse, soltando um suspiro impaciente — você está sendo dramática. Eu senti meu estômago apertar. Dramática. Cinco meses tentando me separar. Cinco meses lidando com pedidos de desculpas vazios. Cinco meses lembrando do pior dia da minha vida todas as vezes que eu olhava para a minha filha. E ele resumiu tudo em uma única palavra. Dramática. — Dramática? — perguntei, sentindo a irritação subir pela minha garganta. — Você realmente acha que isso é drama? Meu pai se recostou na cadeira como se aquela conversa já estivesse cansando ele. — Lorenzo cometeu um erro. Eu fiquei olhando para ele por alguns segundos. Um erro. Aquilo fez uma risada amarga escapar dos meus lábios. — Colocar chifres na minha cabeça não é um erro pequeno. A mandíbula do meu pai se contraiu. — Homens cometem erros. Aquilo fez algo dentro de mim ferver. — Eu larguei a medicina por ele. A frase saiu antes que eu pudesse pensar. E assim que saiu, senti o peso dela no meu peito. Porque era verdade. Eu tinha estudado durante anos. Passei noites sem dormir estudando para provas impossíveis. Fiz plantões que me deixavam tão cansada que eu chegava em casa e m*l conseguia tirar os sapatos antes de dormir. Eu amava medicina. Amava a sensação de saber que podia ajudar alguém. Mas quando Lorenzo entrou na minha vida, eu achei que tinha encontrado algo maior. Algo que valia qualquer sacrifício. Que ingenuidade a minha. — Eu abandonei tudo — continuei, sentindo minha voz ficar mais firme — minha carreira, meus planos, minha vida inteira… por amor a um homem que não merecia nem metade da minha devoção. Meu pai soltou uma pequena risada seca. — Devoção? Ele repetiu a palavra como se aquilo fosse algo ridículo. — Devoção não chega nem perto da influência que Lorenzo tem. Eu senti um gosto amargo na boca. — Você deveria agradecer. Eu pisquei devagar. — Agradecer? — Sim. Ele falou aquilo com total naturalidade. — Agradecer por ele continuar casado com você. Por um segundo eu não consegui nem responder. Porque aquela frase foi tão absurda que meu cérebro demorou alguns segundos para processar. Depois a raiva veio como um soco no peito. — Eu devo agradecer? Minha voz saiu baixa. Perigosa. — Eu devo agradecer por quê? Eu dei um passo à frente. — Por ele me trair no momento mais importante da minha vida? Meu pai desviou o olhar por um segundo, mas eu continuei. Porque eu estava cansada de fingir que aquilo não tinha acontecido. — Eu estava em trabalho de parto. Minha garganta apertou só de lembrar. — Eu estava dando à luz a nossa filha. Respirei fundo antes de continuar. — Enquanto eu gritava de dor naquela sala… ele estava transando com uma enfermeira. O silêncio que caiu no escritório foi pesado. Meu pai bateu a mão na mesa com força. O barulho ecoou pelo ambiente. — Isso não importa! Eu fiquei olhando para ele, incrédula. — Não importa? — Não. Ele apontou o dedo para mim. — O que importa é que você tem um marido poderoso. Eu soltei uma pequena risada sem humor. — Um marido poderoso? — Lorenzo é um policial influente. Ele falou aquilo como se estivesse recitando um título importante. — Ele tem conexões, respeito e influência. Eu cruzei os braços. — E uma amante na maternidade. Meu pai ignorou completamente meu comentário. — Você vai voltar para casa — ele disse, batendo a mão na mesa novamente. — Vai fingir que nada aconteceu e vai continuar sendo esposa dele. Algo dentro de mim finalmente quebrou. — Não. A palavra saiu firme. Sem hesitação. Meu pai estreitou os olhos. — Alessia. — Eu não vou voltar. Meu coração estava batendo rápido agora, mas eu não recuei. — Eu não quero Lorenzo na porta da minha casa. Meu pai soltou uma risada fria. — Sua casa? — Sim. — Você acha mesmo que consegue sobreviver sem essa família? Eu ergui o queixo. — Eu sobrevivi ao parto sozinha enquanto meu marido estava na cama com outra mulher. Aquilo foi suficiente. Meu pai se levantou da cadeira com força. — Você está exagerando. — Eu estou dizendo a verdade. Eu respirei fundo antes de continuar. — E se Lorenzo aparecer na minha porta… Meu pai me encarou. — Eu vou falar com o Don. O silêncio que caiu entre nós foi pesado. — Você não faria isso — ele disse. — Faria. Eu sustentei o olhar dele. — Lorenzo é só um policial influente. Minha voz saiu fria. — O Don pode parar ele a qualquer momento. O tapa veio rápido. Tão rápido que eu nem tive tempo de reagir. Minha cabeça virou para o lado com o impacto. Minha bochecha começou a queimar imediatamente. Por alguns segundos eu fiquei imóvel. Sentindo o gosto metálico do sangue na boca. Eu levei a mão ao rosto devagar. Quando levantei os olhos novamente, meu pai ainda estava parado na minha frente. Respirando pesado. — Se você se separar — ele disse com a voz baixa — se você desonrar essa família… Ele apontou o dedo para mim. — Eu prometo que nunca mais olho na sua cara. Meu peito apertou. Mas eu não chorei. — E não vou deixar sua mãe nem sua irmã olharem para você também. Aquilo doeu. Mais do que o tapa. Mas mesmo assim eu já sabia qual seria minha resposta. Respirei fundo. — Se esse é o preço pela minha liberdade… Minha voz saiu calma. — Eu pago. Meu pai ficou em silêncio. Talvez esperando que eu voltasse atrás. Que eu pedisse desculpas. Que eu implorasse. Mas eu não fiz nada disso. Eu virei as costas. E caminhei em direção à porta. Cada passo parecia pesado. Definitivo. Quando coloquei a mão na maçaneta, parei por um segundo. Não olhei para trás. Porque eu sabia que se olhasse talvez hesitasse. Então simplesmente abri a porta. E saí. Pela primeira vez na minha vida… Eu estava escolhendo a mim mesma.

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