Dmitry Receber alta não teve nada de libertador, e muito menos algo que pudesse ser chamado de alívio. Foi apenas o fim de um período que me irritou mais do que deveria, porque ficar naquele hospital, sendo observado o tempo inteiro, com gente entrando e saindo do quarto sem pedir, monitorando cada movimento como se eu fosse incapaz de decidir o que fazer com o próprio corpo, nunca foi algo que combinou comigo. Eu entendo a função dos médicos, entendo por que fazem o que fazem, mas isso não muda o fato de que eu não tenho paciência para ficar parado enquanto a minha vida continua acontecendo do lado de fora, e pior do que isso, acontecendo sem mim. Naquela manhã, quando o médico entrou com a prancheta na mão e aquele tom de quem acredita que tem controle da situação, eu já sabia exatamen

