Uma fera...
Foi exatamente esse meu pensamento assim que entrei na sala dos Baroni.
Ela me enfrentou, olho no olho!
—Muito corajosa...
Penso alto, estamos em uma sala reservada, durante todo o jantar, Mohana ficou em absoluto silêncio, apenas seu choro era ouvido.
Assim que terminou o jantar, sem falar nenhuma palavra, ela subiu as escadas e não à vi mais.
Cumprimentamos e conversamos um pouco com alguns dos membros do conselho e agora estamos aqui, eu, Lucca, Edward, senhor Baroni, e Nicholas.
Lucca nos serve uma dose de uísque.
—Fiquei curioso Vicent... Por que se casar com Mohana?
Nicholas me pergunta, franzo a testa e bebo um gole de minha bebida.
—Quer voltar atrás com a palavra?
Ele se remexe na cadeira, Lucca quem responde.
—Os Baroni nunca voltam atrás com a palavra.
Ele diz e lança um olhar mortal a Nicholas.
—Imagino que não.
Respondo.
—Você não irá machucar ela, não é?
Passo as mãos no cabelo, cansado disso.
—Lucca, o que eu faço ou deixo de fazer com a sua irmã, apartir de agora é problema meu.
Respondo irritado.
—Você ainda não está casado.
Nicholas quem fala.
—E o pacto está feito apartir de agora.
Lucca se remexe, mas não fala mais nada, apenas me observa.
Senhor Baroni puxa algum assunto aleatório, mas logo decido que é hora de partir.
Nos despedimos e saio dali.
......................
A notícia sobre meu noivado se espalho, e ja sei que meu alvo foi atingido.
Ja se passaram três dias desde a noite do noivado e decidimos eu e Edward aproveitarmos a noite.
Claro, Edward fica apenas com a bebida, afinal ele está feliz demais com seu casamento.
Eu estou no uísque e com uma loira siliconada praticamente implorando por uma f**a, a qual pretendo ter logo, para me livrar desse carrapato.
Estou aos beijos e mãos bobas das duas partes com a loira, quando ouço um:
—Ok, eu vou dançar.
Paro de beijar a Loira e vejo Mohana saindo da área vip.
—Vicent, como vai?
Nicholas pergunta se sentando e puxando uma das mulheres de programa pro seu colo.
—Estou ótimo. Lucca, como está?
Respondo e cumprimento Lucca que chega com Alícia... Não pensei que os encontraria aqui, e muito menos que Mohana estaria junto.
—Estou bem.
Diz puxando Alícia pro seu colo.
Começamos a conversar, e de onde estou vejo Mohana na pista.
Ela dança bem, está com uma taça de drink na mão e mexendo o corpo conforme a música.
Afasto o pensamento, e me concentro na loira e na bebida.
Passado um tempo, um dos meus homens vem até mim.
—Sua noiva exagerou na bebida e está dançando com outro.
Fervo de raiva.
—Eu vou estrangular essa peste.
—O que aconteceu?
Lucca me pergunta.
Olho pra ele com olhos cheios de ódio.
—Sua querida irmã, está querendo estragar minha noite. Se me derem licença.
Pego a loira pela mão, vou até onde está Mohana, dançando junta demais de um bostinha.
Pego ela pelo braço, ela nem me vê chegar, pois esta de olhos fechados.
—Mas... O que? Vicent?
—Ela ta comigo cara.
O bostinha fala.
—Se contente em ter seus dentes na boca.
Respondo puxando Mohana.
—Me solte Vicent. Não está satisfeito em ter essa loira aguada?
Ela diz olhando pra loira que trouxe junto, com uma cara de nojo.
—Ei, eu...
A loira começa a falar, mas cala a boca quando me vê.
—Vaza daqui.
Digo pra ela, sem soltar o braço de Mohana.
—Pode ir com ela... Eu estou melhor aqui sem você pra estragar minha noite.
Mohana me diz, tentando sair do meu aperto.
Nem respondo, pego ela e a jogo em meus ombros, ela esperneia, me dá socos mas não a solto.
Saio da boate com todos nos olhando, meus seguranças vão abrindo caminho.
Abro a porta do carro, e a jogo dentro.
Fecho a porta na sua cara, dou a volta e me sento no banco do motorista.
Assim que fecho a porta, a bendita fala.
—Você não tem esse direito!
—CALA BOCA.
Grito. Estou furioso, não a pedi em casamento por amor ou qualquer outro sentimento, meu único objetivo é pegar meu primo e fazê-lo pagar por tudo que ja me fez. Mas p***a, ela é minha. E o que é meu, não é de mais ninguém.
Depois de meu grito, ela se encolhe no banco do passageiro e vai o caminho todo e. silêncio.
Dirijo até sua casa, assim que estaciono, ela desce do carro correndo, mas a alcanço.
Seguro firme em seu braço e digo.
—Ouça bem o que eu vou te falar Mohana, você é minha. E eu não divido o que é meu.
—Nunca serei sua.
Ela diz... Seu nariz arrebitado erguido, ela me enfrenta sem desviar os olhos.
Me aproximo dela.
—Depois que você tiver apaixonadinha, quero ver o que dirá.
Ela me olha nos olhos, sua mão no trinco da porta.
—É impossível eu me apaixonar por você, eu ja tenho quem habita em meu coração.
Abre a porta e corre
Demoro alguns segundos pra decifrar sua fala e fuga... Entro atrás dela,mas na sala encontro seus pais, que olham pra mim sem entender.
—Sua filha é uma peste senhor Baroni, só tem a cara de santa. Espero que o senhor faça algo, eu não serei tão bom.
Dirijo minhas palavras ao pai dela, mas meus olhos estão cravados nos olhos daquela peste.
—Senhor Costello...
Senhor Baroni começa a falar, ergo a mão e interrompo sua fala.
—Deixo claro que o que aconteceu nesta noite, espero que não mais se repita. Em alguns dias ela será minha esposa, e eu não irei aceitar desrespeito. E posso não ser piedoso.
Digo a última frase olhando pra ela.
Saio daquela casa rápido, assim que entro em meu carro, soco o volante.
—Mohana, Mohana... Sua peste!