Pré-visualização gratuita O Sombra N3gra," O Jogo nas Sombras".
A Batalha pelo Galpão
A noite cobria Moscou como um véu escuro, escondendo os segredos mais sujos da cidade. Em um canto esquecido da metrópole, um galpão imenso, cercado de seguranças, guardava um dos arsenais mais valiosos da Bratva. Não era só um depósito de armas; era um símbolo de poder no submundo da máfia russa.
Reunião na Mansão Bratva
Valentina Castiê Bratva estava sentada à mesa de reuniões, séria, com os olhos fixos no pai, Mikhail Bratva. O velho patriarca, com seus 83 anos, ainda impunha respeito, mas até ele sabia que a filha era a mais esperta quando o assunto era estratégia.
“A informação veio direto do meu contato,” começou Valentina, com a voz firme e calculada. “Os Marazano estão planejando atacar nosso galpão principal hoje à noite. Eles acham que vão nos pegar desprevenidos.”
Um murmúrio de preocupação tomou conta da sala. Sergei e Dmitri, seus irmãos, se entreolharam com apreensão. Mikhail apertou os lábios, processando o que a filha disse.
“Você tem certeza disso, Valentina?” perguntou Mikhail, com a voz rouca, mas firme.
Ela assentiu, inclinando-se para frente. “Tenho. E vou liderar a defesa do galpão. Vamos dar a eles o que esperam... e mais um pouco. Vou acabar com cada um dos homens do Fernando Marazano.”
Mikhail encarou a filha por um longo tempo. Sabia que, de todos, Valentina era a mais implacável, a mais preparada para lidar com essa situação. Ele viu a determinação nos olhos dela, um brilho que não via desde a morte de seu filho mais velho.
“Você é a mais qualificada,” disse Mikhail, finalmente, com um suspiro pesado. “Então, que seja. Você lidera, Valentina. Mas não se esqueça, eles não vão pensar duas vezes em te matar se tiverem a chance.”
Um sorriso frio surgiu nos lábios de Valentina. “Eles que tentem.”
O Confronto no Galpão
Horas depois, o galpão estava em silêncio absoluto, quebrado apenas pelos passos distantes e a respiração controlada dos homens de Valentina. Ela estava posicionada no centro, vestida de preto da cabeça aos pés, uma touca escondendo seu cabelo, deixando só os olhos à mostra. Seu codinome, Sombra n***a, fazia jus à sua presença quase invisível. Ao redor, sua equipe, uma elite de assassinos treinados, esperava, prontos para atacar, como lobos à espreita.
A tensão no ar era quase palpável, aquela sensação de que o caos estava prestes a explodir.
“Lembrem-se,” sussurrou Valentina pelo comunicador. “Esses desgraçados acham que vão sair daqui com as nossas armas. Vamos mostrar pra eles o que acontece quando se brinca com fogo.”
Os olhos dos seus homens brilharam com a mesma intensidade. Todos sabiam o que estava em jogo.
Então, o silêncio foi quebrado pelo som de um portão sendo forçado. Fernando Marazano liderava seu grupo, movendo-se com a precisão de um exército. Eles estavam bem armados, confiantes. Fernando, com um sorriso c***l, tinha certeza de que a vitória estava a poucos passos.
Mas nada poderia prepará-los para o que viria a seguir.
O inferno se soltou.
Valentina deu a ordem, e sua equipe atacou sem piedade. Tiros ecoaram pelo galpão, as luzes piscavam, criando um jogo de sombras enquanto o sangue se misturava ao metal frio. Os homens de Fernando caíam um a um, alvos fáceis para a precisão mortal da Sombra n***a e seus soldados. Cada movimento dela era calculado, cada tiro era letal.
“Merda, é uma emboscada!” gritou um dos capangas de Fernando, antes de ser silenciado por um tiro certeiro na cabeça.
Fernando assistiu, o coração disparado, enquanto seus homens caíam como moscas. Isso não era uma simples defesa. Era um m******e.
“Recua!” ele gritou, mas já era tarde.
Valentina se movia como uma sombra, rápida, fatal, eliminando os últimos oponentes com precisão assustadora.
E então, quando só restava Fernando, ela apareceu na frente dele, pistola em punho, sem hesitar.
Mas Fernando não era qualquer um. Com um movimento rápido, ele desviou do tiro que Valentina disparou, rolando pelo chão e sacando sua própria arma. O confronto entre eles foi rápido e brutal, como dois predadores lutando pela supremacia.
Fernando conseguiu atirar no ombro de Valentina. O impacto a fez cambalear, mas não a derrubou. Ela tentou reagir, mas antes que conseguisse, ele a atacou fisicamente, tirando a arma de suas mãos e a derrubando no chão.
No chão, ferida e desarmada, Valentina olhou para Fernando com ódio, mas também com uma admiração involuntária pela força que ele demonstrou.
“Você é um filho da put4 sortudo,” ela cuspiu, enquanto ele a imobilizava.
Fernando a encarou, ofegante, sentindo o sangue quente de Valentina escorrer. Ele estava prestes a falar, mas as palavras sumiram quando ele arrancou a touca preta da cabeça dela, revelando o rosto por trás da Sombra n***a.
Uma mulher. Ela tinha destruído seus homens.
“Quem diabos é você?” ele perguntou, surpreso e furioso.
Valentina sorriu, mesmo com a dor no ombro. “Valentina Castiê Bratva,” respondeu firme. “E você acabou de cometer o maior erro da sua vida, Marazano.”
Fernando apertou ainda mais, seus olhos cheios de uma mistura de respeito e raiva.
"Vamos ver quem cometeu o erro, v4dia," ele sussurrou antes de ordenar que seus homens restantes a amarrassem e a levassem.
A batalha terminou, mas a guerra entre eles estava apenas começando.