capítulo 8

1274 Palavras
( Christian ) Quando Ana e eu conseguimos encerrar nosso beijo a encarei, ela estava com o mesmo olhar que o meu, o olhar de medo e de perda, apavorada. - Christian eu ... - Ana não fala nada, me diz que vai ficar aqui e que não vai me deixar. - Nunca vou deixar você. Ela sorriu fraco e a abracei mais forte que eu conseguia. Eu me sentia um merda, um babaca, por não lembrar da única pessoa que mudou a minha vida e me amou como eu sou. Acordei naquela noite com o pior pesadelo da minha vida, olhei pro lado e elá estava ela. Dormindo profundamente e tranquila, encarei o relógio da cabeceira da cama e vi que não passava das três da manha. Preciso dormir. Levantei e e saí do quarto para ir a cozinha e beber alguma coisa. Quando estava quase chegando na escada encarei nossas fotos em um aparador e peguei em uma que estava Ana e eu sorrindo, reconheço o lugar. Aspen. Encarei a foto de novo e vi como Ana sorria, estava feliz, nós estávamos felizes. Será que tudo que eu vou ter na vida são essas fotos para relembrar de como era a minha vida? Balancei a cabeça e coloquei o porta retrato no lugar. Desci e encontrei meu filho na cozinha, em cima de uma cadeira tentando pegar o pote de biscoito. Balancei a cabeça e aproximei dele. - Aqui meu filho. - ele olhou pra cima e sorriu. - Papai gado. - Por nada, não consegui dormir também? - ele afirmou e sentei de índio no chão perto dele, Ted abriu o pote de biscoito me oferecendo e peguei um. - Sabe cara, as vezes tenho medo de não me lembrar de vocês, de como eramos juntos. Sei que estou fazendo todo mundo sofrer, estou magoando todo mundo, mais sabe, não é por que, quero. - Papai ti amu. Ele levantou beijando a minha bochecha e sentou no meu colo. - Eu também Ted, eu também te amo. Beijei o topo de sua cabeça. Eu também filho. - Mais? - ele ergueu o bracinho me oferecendo mais biscoito e comi. - Já matou quem estava te matando? - Não. - ele riu baixinho. - Não? - Não. - Nossa você não tem fundo? - ele riu alto e depois fez silencio. - Sim, Senhor. Ficamos ali sentados, dividindo um pote de biscoito e conversando sobre banalidades. O que Ted fazia mesmo, era escutar minhas lamentações e parecia me entender tão bem. - Hora de dormir. - peguei o pote de suas mãozinhas o colocando no lugar . - Cole. - Colo? - ele afirmou esfregando os olhinhos. - Então vem, meu anjo. Peguei ele e fiz uma careta. - Você comeu biscoitos ou chumbos? - Sono papai. - ele fungou enterrando seu rosto no meu pescoço. Subimos em silencio e o deitei na cama, beijei seu rosto e o cobri e saí de seu quarto. Voltei pro quarto e Ana ainda dormia tranquilamente do mesmo jeito que eu a tinha visto. - Boa noite baby. - beijei seus cabelos e abracei de conchinha, enterrei meu rosto em seu cabelo macio e dormir com seu cheirinho de pomar de maçãs. ( Ana ) Acordei com calor e meio sufocada, senti braços em volta da minha cintura e quando olhei de lado, Christian dormia como um anjo. - Bom dia meu amor. - virei na cama com cuidado e beijei a ponta de seu nariz, ele fez uma careta e esfregou seu nariz. Saí de seus braços e coloquei um travesseiro entre seus braços e levantei indo ao banheiro fazer minha higiene pessoal. Depois de pronta, desci e encontrei Ted com sua babá e Gail na cozinha. - Bom dia pessoinhas. - Mamãe. - ele bateu as mãozinhas feliz e fui até ele onde depositei vários beijos e vários beijos nele. - Bom dia meu pontinho mais lindo. - Ti amu. - Eu também ti amu. - o imitei ele riu. Minutos depois ouvimos passos e Christian aparecia lindo, com aquela carinha de sono e um sorriso torto nos lábios. - Bom dia família. - ele se espreguiçou caminhando até onde eu estava e me deu um beijo , fui até a Ted , brincando com ele e o beijou. Cumprimentou a babá com um aperto de mão e me surpreendeu ao dar um beijo na bochecha de Gail. Gente quem é você e o que fez com meu cinquenta tons? Christian Grey fez isso? - Bom dia Sr Grey, percebi que acordou de bom humor. - Bom dia Sra Grey, acordei vivo. - ele brincou e rir. - Ovos e bacon Sr Grey? - Perfeito. - Gail o serviu - Ana, posso te pedir uma coisa? - Claro, o que é? - Vamos dar um passeio? Bom, você, Ted e eu, quero ficar um tempo com a minha família. - O que quiser Sr Grey. - ele pegou em minha mão esquerda e a beijou como um verdadeiro cavalheiro. Ted comia tranquilamente sua torrada, enquanto brincava com a babá. Christian sorriu bagunçando o cabelo do nosso pontinho, como é bom ver ele assim, tão entrosado com a gente, conversando, brincando e não ficando em seu mundo. Como ele pediu saímos para um piquenique, um parque próximo a nossa casa foi o escolhido por Christian. Chegamos e ajeitamos a toalha debaixo de um imenso carvalho e sentamos, ele deitou colocando a cabeça sobre meu colo. - Já teve um momento na vida, em que você pensou. O que a vida fez comigo? Ou. O que eu fiz com a minha vida ? - Já. - Como foi? - ele perguntou e respirei fundo. - Foi quando eu quase perdi você. - parei por um momento. - Eu pensei, porque a vida estava me castigando assim? Me tirando você. - Eu pensei a mesma coisa, quando aquele carro bateu no meu. - Esta consciente ainda? - Sim. Agora eu lembro que tudo que pensei foi . Eu não posso morrer, não aqui e não agora. Prometi pra Ana que eu voltaria pra casa e então apaguei. Ele ficou em silencio, eu também. O que falar depois disso? Christian tinha lembrado de algo e isso encheu meu coração do mais lindo sentimento. - Mas você voltou pra casa. - Eu voltei. - ele sorriu fraco. Christian sentou de frente pra mim pegando em minhas mãos e me olhando profundamente. - Ana eu te amo. Lágrimas escorreram pela minha face. - Christian .. . - Shh ... - ele colocou seu indicador nos meus lábios. - Eu te amo desde aquela entrevista catastrófica na minha sala, pra Kate. - Você lembrou. - Lembrei que eu amo você e se eu não lembrar das outras coisas, não me importo, porque o mais importante eu já sei. Eu amo você Anastasia Rose Steele Grey, vou amar você até que eu pare de respirar. - Christian eu também te amo. - Te amo mais. Sorrimos como dois adolescentes e me joguei encima do meu cinquenta tons e o beijei profundamente . Ted pulou encima de nós e gargalhamos, estávamos nós três juntos, como uma verdadeira família. E o que importava é que Christian sabia e sentia que nos amávamos e o resto? O resto a gente deixou nas mãos de Deus. Amores aí esta mais um capítulo quentinho e fofinho,chorei muito escrevendo e me perdoem por erros gramáticos, escrever correndo e pelo celular dá nisso. Comentem aí o que acharam, a opinião de vocês fazem a história ficar melhor a cada dia. Obrigado pelo carinho e mil beijos da Flor.
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