Amo você

2076 Palavras
—Qual sua cor favorita? —fiz a primeira pergunta que me veio a mente. Estava com Cristiano no sofá da minha casa, um filme b***a passava na televisão, o qual não me interessava nenhum pouco. Estava mais interessada em conhecer o cara que estava com a cabeça em meu colo, enquanto eu brincava com seus cabelos. Ele não tinha sido a favor quando o puxei para se deitar sobre meu colo, mas agora parecia bem a vontade com o carinho que fazia em sua cabeça. —Que tipo de pergunta é essa? —ele zombou e virou a cabeça em minha direção. —Estou tentando te conhecer, chato —revirei os olhos. —E você não sabe qual é a minha cor favorita? —questionou sério. —Como saberia? Nunca te perguntei isso antes —dei de ombros sem ligar muito para isso. —Eu sei qual a sua cor favorita. —Sabe? —questionei surpresa. —Amarelo —desviou a atenção para televisão —Sempre tem alguma coisa amarela com você. Meus olhos foram para o bracelete amarelo em meu braço, que eu usava quase todos os dias porque eu amava, apesar de ser bem simples. Realmente era a minha cor favorita. Não acredito que ele percebeu só por isso. Eu não conseguiria dizer a cor favorita de alguém só por observar. —Bem, não vai me dizer sua cor favorita? —Voltei a perguntar. —Vermelho —disse ele e se levantou —Sabe por quê? —Por quê? —perguntei nervosa quando ele se aproximou de mim. —É a cor que suas bochechas ficam quando me aproximo —fala e sorrir ao tocar minha bochecha quente, passando para os meus lábios em seguida —E também a cor dos seus lábios —juntou nossos lábios, prendendo meu lábio inferior com os dentes —Eles ficam tão vermelhos quando faço isso —sua mão desce para minhas pernas e ele me puxa para cima do sofá, me fazendo ficar por baixo dele. Afastei as pernas para o acomodar melhor entre elas —E eu amo isso. —Estou tentando conversar aqui, Cristiano —o repreendo, mas minha voz trêmula não me dava muito crédito. O que podia fazer? Eu amo seus beijos e toques. —Eu também estou conversando, amor —sussurrou ele sorrindo inocentemente, dando beijos no cantinho da minha boca —Eu amo conversar com seu corpo —fez uma trilha de beijos até meu pescoço, passando os dentes levemente pela minha pele. Afastei a cabeça, lhe dando mais acesso ao meu pescoço —Amo a forma que você me responde. Como se entrega para mim. —Pode fazer o que quiser comigo, Cristiano —sussurrei com a voz rouca, sabendo como isso o atingia. O volume que começava a sentir em minha perna provava isso. —Garota, você quer me enlouquecer —sussurrou ele contra meu pescoço. Sua voz rouca, desejosa —Se você soubesse o que quero fazer contigo, não diria isso. —Me mostra —pedi sem pensar muito sobre isso. Ele me encarou surpreso, seus olhos escurecidos pelo desejo —Me mostra o que quer fazer comigo, Cristiano. —Anna ... —começou ele em tom de aviso. —Vai parar se eu pedi, não vai? —Obviamente —afirmou ele um pouco ofendido e eu sorri. —Então me mostra —repeti sentindo minhas bochechas esquentarem. Não sabia o que estava fazendo. Com certeza, quando parasse para pensar, iria morrer de vergonha. —Você é mais safada do que eu esperava —disse ele e sorriu malicioso —Estou amando conhecer esse seu lado. —Só para você, coração. Ele não respondeu, apenas juntou nossos lábios, bruto, sedento. Sua mão desceu pelo meu corpo e parou na barra da blusa, a puxando para cima. Não o impedi, retribuindo seus beijos, tentando ser tão intensa quanto ele. Sabia o que tinha feito e apesar de não saber se estava pronta, não o impediria de continuar. Somos namorados e namorados fazem essas coisas, certo? Não quero que Cristiano sinta falta de nada em nossa relação. Ele levantou a blusa até a altura dos meus s***s e como estava sem sutiã, fiquei exposta para ele. Isso me envergonha. Do meu corpo todo, meus s***s são a parte que mais odiava, os achava grande demais, flácido e caídos, mas por mais que quisesse esconder, não o fiz. Cristiano afastou a boca da minha, seus olhos procurando os meus, esperando qualquer recusa e quando não disse nada, sua atenção se voltou para baixo. Não vi nada além de desejo em seus olhos quando desceu a boca sobre um mamilo e qualquer pensamento indesejado sumiu de minha cabeça. A sensação era dolorosa, mas não r**m e respondia bem no meio da minhas pernas, fazendo meu quadril se mover involuntariamente contra o dele, buscando mais, precisando de mais. Isso lhe animou já que sugou mais forte, enquanto brincava com o outro mamilo, o apertando entre os dedos. —Cristiano —sussurrei sem saber bem o que queria. Aquilo tudo era estranhamente novo. —Confia em mim, amor —seus beijos desceram pela minha barriga, fazendo uma trilha até o meu short jeans, seus dedos habilidosos parando no botão —Você vai amar isso. Minha boca abriu em surpresa. Ele não iria fazer o que penso que ele vai, não é? Por mais que isso fosse constrangedor, a curiosidade era maior. Como seria a sensação? Ele conseguiria me fazer sentir bem desse jeito? Esperei ansiosamente qual seria sua atitude, ficando tensa em expectativas. Parecendo saber o que pensava, ele sorriu e abriu lentamente o botão, então desceu o zíper e mais lentamente a puxou para baixo, junto com a calcinha. Pela primeira vez, estava nua na frente de um garoto, mas não sentia a vergonha que esperava sentir. Claro que era estranho, mas a ansiedade e o desejo era maior, então não pensei muito sobre isso. E nem Cristiano permitiu, descendo a boca para parte mais íntima do meu corpo. Entretanto não foi o que eu esperava, só conseguia pensar em porque as pessoas falavam tanto naquilo. Não era bom, era íntimo demais, desconfortável demais. Só queria que ele parasse logo, mas não conseguia pronunciar as palavras, ele parecia tão empolgado com aquilo. Será que não ficaria chateado se pedisse para parar? Isso me faria uma péssima namorada? —Você não...? —ele perguntou depois de um tempo. —Desculpa —estava envergonhada. —Ei, não precisa se desculpar —me puxou para seus braços —Não é culpa sua. Eu que não acertei um ponto contigo, mas vou descobri o que você gosta, tudo bem? —beijou minha cabeça —Quer parar por aqui? O volume em sua calça ainda estava evidente. Eu não queria que ele ficasse daquele jeito. Queria o agradar, mas não tinha coragem suficiente de tocar ele do jeito que já li em tantos livros. —Não, não quero parar —e realmente não queria, eu acho. Ainda não tinha desistido. Sexo não podia ser tão r**m, podia? Não era assim que eu lia nos livros —Vamos para meu quarto. —Tem certeza? —questionou preocupado —Eu quero isso. Mais do que imagina. Só não quero que se force a fazer isso, Anna. Não precisamos... —Eu quero —o interrompi e beijei seus lábios, antes de me levantar. Peguei minhas roupas jogadas ao lado do sofá e seguir para o meu quarto, com ele atrás de mim. Quando entramos, ele fechou a porta e seguimos para minha cama, eu sendo a primeira a subir e ele venho em seguida. —Você trouxe proteção? —questionei e ele assentiu. Isso foi tudo que falamos por um tempo. Ele retirou suas roupas, mas eu estava nervosa demais para olhar seu corpo nu. Talvez em outra oportunidade. Então escutei o barulho do envelope da camisinha sendo rasgada, ele a colocou e o puxei para cima de mim, o acomodando entre minhas pernas. Não falamos nada enquanto ele encaixava seu m****o na minha entrada, mas seus olhos não saíram dos meus um segundo, preocupados. Eu estava pronta para ele, então não sentir dor quando entrou em mim, nem quando começou a se movimentar. A sensação era tão estranha de ter algo dentro de mim, mas amava as reações dele, os gemidos que soltava perto do meu ouvido, seus músculos tensos, o peso do seu corpo sobre o meu. Quando estava começando a sentir prazer, ele chegou ao clímax. Seu corpo todo relaxou e ele caiu sobre mim. —Droga —resmungou ele com o rosto em meu pescoço —Sinto muito, amor. —Não —puxei seu rosto —Não se preocupe com isso. É só nossa primeira vez —lhe dei um sorriso —A prática leva a perfeição, é o que dizem. —Eu não te mereço —sussurrou ele beijando meus lábios —Você é maravilhosa, linda —ainda podia ver o desconforto em seus olhos. Estava envergonhado —Topa um banho? —Você pode ir primeiro —falei puxando o lençol da cama sobre o meu corpo. Me sentia cansada e com uma sensação r**m no peito, um sentimento que não conseguia identificar, mas não queria o fazer se sentir mais m*l do que estava se sentindo, então forcei um sorriso —Preciso recuperar as forças. —Tudo bem —concordou ele me olhando preocupado, então se afastou e levantou da cama, me dando uma bela visão da sua b***a. E que b***a —Já volto. Foi para o banheiro em meu quarto e não demorou para escutar o barulho do chuveiro sendo ligado. Suspirei, olhando para o teto do meu quarto. Ok, eu não sou mais virgem e isso tudo não é nada demais. Não é como se esperasse flores e romance, nunca tinha planejado nada, mas, mesmo assim, alguma coisa parecia errada, fora do lugar, faltando E não sei como me sinto sobre isso. Na verdade, me sentia estranhamente vazia. E isso era uma sensação sufocante. O barulho do chuveiro parou e não demorou para ele sair do banheiro, ainda completamente nu. Desviei o olhar, envergonhada. —Um pouco tarde para vergonha, amor —disse ele rindo e só fiz revirar os olhos —Banheiro livre. Assenti me levantando e seguir para o banheiro, sentindo seu olhar em minhas costas, mas não disse nada. Estava até que confortável com minha nudez. Isso era o mais estranho. Esperava um pouco mais de vergonha do meu corpo. Tomei um banho rápido, sem pensar em nada. Era estranho esse total vazio. Sem pensamentos, sem sentimentos. Me sentia tão estranha. Quando voltei ao quarto, enrolada em minha toalha, o encontrei sentado em minha cama, totalmente vestido e mexendo no celular distraído. Aproveitei sua distração e vestir minhas roupas. Quando terminava de me vestir, sentir ele me abraçar por trás e me virei, passando os braços por seu pescoço, buscando seu calor. Só queria sentir algo além do vazio em meu peito, dessa sensação r**m, desse aperto na garganta. —Tudo bem? —sua voz estava nervosa, insegura. —Sim, estou —mentir com um leve sorriso. Não queria o preocupar com as minhas besteiras. Eu nem sequer entendia o que estava sentindo —E eu não me arrependo de nada, ok? —Que bom ouvir isso —respirou aliviado —Eu estou muito feliz que você confiou em mim para ser o seu primeiro, só queria... —Tudo bem —o interrompi e beijei seus lábios de leve —Teremos outras oportunidades. —Ansioso por isso —disse ele sorrindo, então beijou minha testa carinhosamente —Infelizmente, tenho que ir. —Ah —tentei não demonstrar minha decepção por ele ir embora logo depois de nós fazemos sexo. Não deveríamos ficar abraçados e conversar? Ou qualquer baboseira assim? —Tudo bem. Até amanhã. —Amo você. —E eu amo você —respondi meio sem jeito. Afinal quando alguém diz isso para você, é necessário retribuir, certo? —Vou te levar até a porta. O acompanhei até a porta, onde ele me deu um último beijo, então foi embora, sem olhar para trás. Ele nunca olhava para trás. Se pelo menos daquela vez tivesse feito isso, teria visto as lágrimas que molharam minhas bochechas no instante que ele saiu. E saberia que eu precisava muito que ele continuasse me abraçando até aquela sensação r**m ir embora. Mas ele não olhou e eu tive que me abraçar sozinha.
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