CAPÍTULO 21

674 Palavras

O silêncio depois da violência era sempre o pior. Ana estava sentada no sofá da cobertura, abraçando os próprios joelhos, enquanto a cidade seguia viva do outro lado das janelas. Sirenes distantes, buzinas, risos abafados , o mundo não tinha parado, mesmo depois do sangue derramado no clube. Mas ela tinha parado. Algo não encaixava. Desde o ataque, Victor estava diferente. Atencioso demais. Presente demais. Não a deixava sozinha nem por minutos. Sempre havia alguém por perto,um segurança discreto no corredor, um carro seguindo à distância, portas que se fechavam sozinhas com códigos que ela não conhecia. Proteção, ele dizia. Mas Ana sentia aquilo se transformar lentamente em cerco. Ela tentou ignorar a sensação. Disse a si mesma que era o trauma falando. Que ver Victor mat

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