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POV Camila
" Eu descobri em mim mesma desejos os quais ninguém até hoje pode satisfazer, eu só podia encontrar as respostas pra esses desejos em outro mundo..."
Meu nome é Camila Rodrigues tenho 21 anos e sou de uma família conhecida no mundo ilegal das drogas e outras coisas ilegais, minha família é poderosa no submundo do crime, levamos uma vida luxuosa de boa aparência, hoje nossa fonte de renda oficial vem da nossa empresa de exportação mas essa empresa só existe pra lavar o dinheiro das drogas, essa sim o que faz a gente ter tudo que temos hoje.
Claro que esses crimes, as drogas e outras coisas nunca chegam até á nossa família de fato, mas isso não significava que a gente não se envolvia nos negócios, inclusive eu já matei algumas pessoas na minha vida, eu não me considerava uma pessoa fria mas ninguém podia mexer com a minha família e quem faz isso no final das contas precisa pagar o preço.
Meu pai se chama Alessandro Rodrigues controla o império que o meu bisavô construiu quando saiu de Cuba durante a primeira guerra mundial, meu pai é justo mas ao mesmo tempo é um homem rígido que faz suas regras serem cumpridas, minha mãe Selma é uma boa mulher, ela se mantem um pouco fora do mundo dos negócios da minha família, ela se apaixonou pelo meu pai na faculdade e meio que aceitou de onde ele veio mas não se envolve em nada.
Eu tenho 2 irmãos o Luc é o mais velho tem 27 anos ele é como o papai, forte e destemido e está treinando para tomar o lugar do nosso pai quando for a hora na frente da nossa grande organização, Sófia é minha irmã mais nova tem 17 anos ainda está na escola então não se envolve muito nos negócios da família mas eu sabia que ela iria fazer parte de tudo isso porque ela sempre gostava de seguir o que eu fazia.
Olhei para o professor na minha frente que continuava falando sobre coisas que eu não queria ouvir mas estava ali pra isso, suspirei frustrada com tudo, a única coisa que eu queria era que aquela aula chata acabasse logo, eu fazia faculdade de administração, faltava apenas 2 semestres para que eu acabasse o curso, até uma criminosa assassina como eu precisava ter no seu currículo uma faculdade, isso me fez rir um pouco, eu estudava na Universidade de Miame.
Quando finalmente aula acabou fui até o refeitório eu precisava comer alguma coisa, meu estômago estava vazio de fome, me sentei em uma mesa vazia até minha prima Norma chegar com um sorriso no rosto, ela se sentou na minha frente o que me fez estreitar os olhos, minha prima tinha pele morena, cabelos nos ombros pretos, olhos pretos e um corpo de dar inveja a qualquer um.
- Está tão feliz - falei pra ela que sorriu mais.
- Daiane voltou pra casa e hoje tem uma festa pra gente ir, estou ansiosa - ela disse o que me fez revirar os olhos.
- Essa Daiane domina você por completo - falei pra ela que acabou dando uma risadinha.
Norma fazia parte do mundo ilegal, seu pai era primo do meu e eles tomavam conta dos negócios da família juntos, eram praticamente irmãos o que fez eu e a Norma crescer juntas também, reparei que a Norma tinha uma gargantilha preta no pescoço com um D no meio, aquilo chamou minha atenção, as vezes eu via ela na Norma mas hoje estava me chamando mais atenção que o comum.
- Esse D na sua gargantilha é o que eu acho que é? - perguntei pra ela chamando sua atenção, Norma me olhou por um tempo e depois suspirou.
- Sim, é um D de Daiane se quer saber - ela disse dando de ombros.
- Você nunca me apresentou ela, nunca se quer disse seu segundo nome. Você tá saindo com essa mulher tem 4 meses e eu não sei nada, mudou bastante e some por dias as vezes, Norma o que está acontecendo? - perguntei pra ela séria.
Norma me analisou por um tempo, até tomar um gole do seu suco, percebi também que ela estava comendo mais frutas hoje do que o comum.
- Camila sabe aquelas vezes que você me falou que transava com alguém mas parecia que faltava alguma coisa mesmo gozando? - me perguntou.
- Sim mas eu não sei o que isso tem haver com seu namoro estranho - falei pra ela completamente confusa, o que fez ela sorrir.
- Eu também me sentia assim, sempre faltava alguma coisa, eu nunca me sentia satisfeita, nem feliz mas alguns meses atrás eu conheci um lugar especial e nesse lugar eu encontrei todos os significados para aquilo que eu não estava encontrando nas pessoas comuns - ela disse.
Eu ainda estava olhando pra Norma completamente confusa o que estava fazendo ela rir.
- O nome dela é Daiane Jane Albuquerque - ela disse o final baixinho.
Eu arregalei os olhos com o final do seu nome, a família Albuquerque era dona de uma parte da Florida, eles eram nossos rivais por assim dizer, não que a gente brigasse temos um acordo de paz, cada família tinha uma parte da florida e das cidades do estado, ninguém se metia nos negócios um do outro e tudo ficava bem.
- Você tá namorando uma rival? - perguntei incrédula.
- Ai Camila isso é o de menos - ela disse dando de ombros - Espero que escute bem, eu sou uma submissa, por isso a gargantilha ou melhor coleira com o D de Daiane, isso mostra que eu tenho uma senhora e que nesse exato momento estamos jogando - ela disse sorrindo.
Eu acho que fiz a cara mais escrota do mundo porque a Norma deu uma gargalhada alta quase chamando atenção do refeitório inteiro.
- O que? - perguntei sem acreditar no que eu estava ouvindo.
- b**m Camila, você não é tapada e sabe o que isso é - disse dando de ombros.
Levei mais um tempo pra absorver aquelas informações.
- Como... como isso aconteceu? - perguntei baixo.
- Eu fui em uma festa organizada por uma das amigas da minha senhora, ai como é bom chamar ela sim de forma livre - Norma disse parecendo realmente bem com isso enquanto eu estava completamente perdida ainda - Chegando lá eu fiquei fascinada com tudo que vi, Daiane se aproximou de mim e começou a me explicar algumas coisas, no final da noite ela me propôs uma cena, cena é quando um praticante de b**m vai começar uma sessão ou sexo como preferir, juro que foram os melhores orgasmos da minha vida até aquele momento e depois disso eu me viciei nela, no mundo novo que estava na minha frente, um mês depois ela me perguntou se eu queria ser sua submissa e eu disse sim - ela disse suspirando feliz.
Fiquei olhando pra Norma até minha mente acompanhar tudo que ela disse, naquele exato momento a Norma estava em uma espécie de jogo com a Daiane, eu queria saber como aquilo funcionava.
- Você disse que esta jogando agora, como isso funciona? -perguntei curiosa, o que fez a Norma abrir um largo sorriso.
- Minha senhora estava fora da cidade resolvendo algumas coisas da família dela e esta de volta. Ela me mandou uma mensagem hoje cedo falando que queria que eu colocasse minha coleira para que todos soubessem mesmo que indiretamente que ela estava de volta e que eu tinha uma dona, quando ela diz que estamos jogando eu tenho que fazer tudo que ela me pedir pra fazer, claro que isso comigo concordando, eu sou a submissa dela mas o jogo só funciona se ambas as partes quiserem, tudo é feito com consentimento - ela disse o final mais séria.
- Ela te bate? - perguntei baixinho o que fez ela rir.
- Minha senhora só me castigou 2 vezes até hoje e digo que doeu, mas como eu disse: ela não fez nada que eu não quisesse - ela disse dando de ombros e comeu um pouco da sua salada.
- Você queria apanhar? - perguntei chocada, ela fez uma careta.
- Não mas eu mereci - disse dando de ombros - Em uma das nossas sessões eu gozei sem sua permissão, a segunda vez foi porque eu esqueci que estávamos jogando e acabei gritando com ela, essa foi de f***r, fiquei sem sentar direito por uma semana - disse fazendo careta.
Era tanta informação que eu me sentia tonta.
- Sei que é muita coisa mas você precisa saber que tudo é feito com consentimento, desde o prazer á dor que eu já senti ou vou sentir, minha senhora vai até onde eu posso aguentar, muitos podem achar que o domínio está na mão do Dom ou Domme mas no final quem manda em tudo são os submissos, sem nossa permissão nada é feito - ela disse sorrindo.
Ficamos um tempo em silêncio até minha mente entender tudo aquilo, se minha prima estava feliz e ela parecia muito feliz eu queria conhecer esse mundo, talvez fosse o que minha vida estava precisando agora.
- Me leva nessa festa - falei pra ela que parou de comer e me analisou.
Norma ficou quieta por um tempo, até suspirar e pegar o celular.
- Preciso saber se posso te levar, as vezes as festas são um pouco mais pesadas para visitantes novos, não quero que se assuste - ela disse piscando um olho pra mim.
Vi a Norma mandar uma mensagem, ficamos quietas por um tempo até que ela finalmente me deu a resposta com um sorriso falando que iria me levar, aquilo fez meu coração disparar de alguma forma, eu sentia minha boca seca também, parecia que algo novo estava prestes a começar.
Depois disso e nem prestei atenção nas aulas seguintes, na hora de ir embora uma limusine com seguranças estava esperando eu e minha prima para levar a gente pra nossa casa como sempre, nossa família morava toda junta porque isso deixava a gente mais próximos e unidos, isso era verdade, quanto mais juntos estávamos mais forte a gente ficava.
Quando chegamos em casa a empregada deu duas caixas para gente falando que tinha chegado um pouco antes da gente, Norma sorriu de lado parecendo saber do que se tratava, ela me puxou para o quarto quase correndo, entramos ela abriu a caixa que estava com um D, era claramente pra ela, a outra caixa era neutra toda preta sem descrição.
Olhei a Norma tirar um vestido um pouco curto demais completamente vermelho de cetim liso de alcinhas, ele tinha um decote enorme, tinha um salto e uma orelhinha que parecia de diabinho o que me fez sorrir um pouco, tinha um bilhete também que ela não leu em voz alta e de alguma forma ficou um pouco pálida, parecia ser algo dela e da sua namorada ou senhora como ela chama, então eu não iria me meter.
Abri minha caixa dando de cara com um lindo vestido curto também mas era mais comportado o tecido também era de cetim liso de alcinhas, tinha um salto também, a diferença era que não tinha nenhuma orelhinha pra mim mas tinha um bilhete.
" Fiquei surpreso quando minha prima me pediu pra escolher um vestido para uma convidada especial e me mostrou uma foto sua, então acho que esse vai ficar muito bonito em você Camila. Daiane não pode escolher roupas para outras mulheres, submissas ou visitantes por causa do seu envolvimento com a Norma mas eu posso.
Use o colar com o vestido, deixe seus cabelos soltos.
Até a festa, com carinho Antony Albuquerque..."
Cada palavra que eu lia eu sentia minhas pernas bambas, o final não foi um pedido, foi uma ordem. Tirei o vestido da caixa vendo o tal colar no fundo da caixa em uma caixinha preta, pensei que iria ser uma coleira como da Norma mas para minha surpresa era realmente um colar lindo de diamantes, ele era fininho, ficaria como uma pequena gargantilha no meu pescoço mas ainda era um colar, não tinha nenhuma letra nele também, aquilo deve ter custado caro mas eu sabia que dinheiro não era problema pro Antony.
- Antony - disse Norma atrás de mim olhando para o papel que eu tinha nas mãos.
- Ele tá mandando em mim e eu nem conheço ele - falei estreitando os olhos.
Minha frase fez a Norma rir.
- Não conheço muito bem o Antony, ele sempre é quieto nas festas e desde que eu cheguei nesse mundo ele está sem submissa, então ele realmente pode escolher coisas pra você. Não acho que ele esta mandando, ele está...
- Mandando em mim Norma - falei interrompendo minha prima que deu uma gargalhada.
- É está, mas não leve para o lado r**m, essa gargantilha vai mostrar para os outros Doms e Dommes que você não é uma submissa mas que... como eu posso dizer, está acompanhada, eles não podem chegar em você - ela disse sorrindo.
- E quem vai me mostrar as coisas? Você vai seguir sua namorada, senhora ou sei lá. Eu vou ficar sozinha? - perguntei, Norma suspirou e pegou o colar da caixinha vendo ele bem de perto.
- Não, aparentemente o Antony é quem vai te mostrar as coisas, ele mesmo tomou essa decisão - minha prima disse sem me olhar.
- E a minha decisão? - questionei, Norma me olhou sorrindo.
- Sobre isso você não tem decisão Camila - ela disse piscando, Norma colocou o colar na cama e passou um braço pelo meu ombro sorrindo largo - Para de drama e se diverte Camila, Antony não vai te colocar de quatro e te arrastar pela festa acorrentada como se fosse a submissa dele, ele vai apenas te mostrar as coisas, entra no jogo um pouco, não vai ser r**m - ela disse sorrindo me fazendo revirar os olhos.
- Eu conheço a fama do Antony nas ruas, ele é um assassino - falei.
Norma sorriu.
- Nós somos Camila, eu, você, Daiane, Antony e metade da festa de hoje mas isso não importa quando o jogo começa, coloca isso na sua cabeça e seja livre - ela disse e beijou minha bochecha.
- Como ser livre sendo uma submissa? - perguntei o que fez Norma sorrir mais largo.
- No momento que a minha senhora me fez dela como sua submissa foi o momento que eu me libertei das amarras e padrões colocados sobre a minha vida pela sociedade e sobre o que é "normal" eu nunca estive mais livre Camila - ela disse realmente feliz.
Minha prima pegou as coisas dela e saiu do quarto, eu olhei para caixa e li o bilhete do Antony que eu nunca tinha visto na minha vida de novo, eu realmente iria fazer algo que ele mandou sem ao menos eu conhecer ele? Olhei para a caixa e vi algo debaixo dos papeis que estava forrando a caixa, era outro bilhete.
" Eu sei o que está pensando, seja uma boa menina e faça o que eu mandei..."
Eu perdi o ar ao ler aquilo e me sentei na cama sentindo minhas pernas bambas e meu coração acelerado, como pode algumas palavras terem tanto poder sobre mim? Uma parte minha queria correr mas a maior parte, a parte que estava vencendo queria obedecer e fazer o que ele tinha mandado, Norma disse que nada iria acontecer sem o meu consentimento e eu acreditava nela, eu precisava ir nessa festa...
Eu descobri em mim mesma desejos os quais ninguém até hoje pode satisfazer, eu só podia encontrar as respostas pra esses desejos em outro mundo...