O celular de Anne vibrou em cima da cômoda. Ela ainda estava quieta no quarto, pensando nas palavras da mãe, quando leu o nome na tela: Lord. Mensagem: “Arruma tuas coisas. Amanhã a gente vai pra Angra. Quero você comigo.” O coração dela deu um salto. Ela leu a mensagem três vezes, os dedos trêmulos sobre a tela. Antes que respondesse, outra notificação apareceu: “Eu passo aí às sete. Não atrasa.” Nada de por favor. Nada de quer ir comigo?. Era um aviso. Uma ordem. Do jeito dele. Anne respirou fundo, o rosto dividido entre nervosismo e uma faísca de excitação. Ela nunca tinha saído do morro com ele. Nunca imaginou que ele quisesse ela fora dali, ao lado dele. Era uma viagem... juntos. E mesmo com a dúvida crescendo, ela já sabia a resposta. ... O barco cortava a água cristal

