Era uma tarde abafada de sexta-feira quando Gabz arrastou Anne para o restaurante da tia Vera. — Só um pouquinho, vai. Você precisa ver gente, Anne. — dizia, rindo, enquanto arrumava o cabelo no reflexo do celular. O salão estava cheio. Música leve tocando, cheiro de comida boa no ar. Vários conhecidos do morro passavam por ali, incluindo os meninos da quebrada que viviam com Martelin. Entre eles, estava Juninho — um cara simpático, tatuado, com um sorriso fácil e olhos que observavam Anne com um interesse discreto. — Você que desenha, né? Vi uns rabiscos seus lá na mão do j**a. Tu manda bem. Anne sorriu, tímida. — É só um hobby… — Hobby nada. Tu tem talento. Se quiser, posso te mostrar uns grafites que fiz ali embaixo, perto da laje do Dk. Anne hesitou, mas antes que pudesse resp

