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A Vingança da Esposa Desprezada

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Sinopse

Sinopse – A Vingança da Esposa Desprezada

Camila acreditava ter encontrado seu final feliz ao se casar com Leonardo Cavalcanti, um poderoso e arrogante CEO. Mas, por trás das paredes luxuosas da mansão, ela vivia em silêncio, desprezada, humilhada e ignorada por um marido que preferia exibir sua amante, Isabela, a secretária sedutora que parecia dominar todos os olhares.

Quando descobre as traições e é cruelmente expulsa de casa, Camila perde tudo: o lar, a dignidade e a confiança. Porém, o que Leonardo não imaginava era que aquela mulher simples e apagada iria renascer das cinzas. Alimentada pela dor e pelo desejo de justiça, Camila jura vingança — não apenas contra o homem que destruiu seus sonhos, mas contra todo o império que ele ergueu com mentiras, corrupção e sangue.

Com a ajuda de Rafael, amigo de infância e advogado determinado, e de Mariana, uma jornalista destemida, Camila inicia uma batalha que vai expor segredos, derrubar aliados e mostrar ao mundo a verdadeira face de Leonardo.

Mas a guerra não será fácil. Leonardo não aceitará a derrota, nem mesmo atrás das grades. Violência, manipulações e uma fuga desesperada transformam o confronto em uma luta de vida ou morte.

No fim, será Camila capaz de derrotar o homem que a desprezou? Ou Leonardo encontrará uma forma de arrastá-la para as trevas junto a ele?

Prepare-se para uma história de dor, poder, vingança e superação, onde uma mulher humilhada se transforma em símbolo de coragem — e prova que ninguém deve subestimar a força de quem aprendeu a sobreviver

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Capítulo 1 — Parede de vidro
Camila ajeitou o vestido cinza diante do espelho do corredor e desejou, em silêncio, que o tecido tivesse brilho. Simples, reto, comprado às pressas. “Discreto é melhor”, dissera a vendedora. Discreto, pensou, era desaparecer. — Vamos? — a voz de Leonardo cortou o apartamento. Ele estava impecável: terno sob medida, relógio caro, cabelo perfeito. Um homem desenhado para vencer. — Vamos — respondeu ela, pegando a clutch. No elevador espelhado, ele digitava no celular. O reflexo de Camila parecia menor do que era. — Nada de comentários fora de hora — disse, lançando-lhe um olhar crítico. — Da próxima vez, peça ajuda à Paola com a roupa. Ela entende. Paola. O nome da secretária soava cada vez mais familiar. Camila apenas assentiu. No saguão, a limousine aguardava. As luzes de São Paulo brilhavam, indiferentes. Leonardo falava de contratos. Camila contava semáforos, como um mantra. O evento era no último andar do hotel Aurora. Salão de vidro, colunas metálicas, arranjos luxuosos. Assim que entraram, todos se voltaram para ele. Camila ficou dois passos atrás, a esposa invisível. — Doutor Leonardo, os executivos chegaram — anunciou Paola, em vermelho intenso, batom perfeito. Sorriso gentil demais para não ser calculado. — Ótimo — disse ele. — Fique por aqui, Camila. Ela pegou um copo d’água e buscou um canto. Mulheres riam alto, comentando sobre joias e viagens. Uma voz escapou: — A esposa do Azevedo não se esforça muito, não é? Camila fingiu não ouvir. Foi até a varanda, respondeu ao celular da família com um “sim” apagado e voltou. Leonardo já discursava ao microfone, seguro, brilhante. Camila aplaudiu junto com os demais, sentindo orgulho e dor ao mesmo tempo. Na foto oficial, Paola surgiu perto demais. O toque dela no ombro dele passou despercebido para todos — menos para a esposa. No banheiro, Camila tentou passar batom. Duas convidadas entraram rindo: — Dizem que a secretária dele é um escândalo... em todos os sentidos. Riram, até notarem sua presença. — Linda festa, não? — Linda — respondeu, e saiu antes que as palavras ferissem mais. No corredor, o celular vibrou. Uma notificação: “Entrega programada 22h — Suite 1207”. Cartão em nome de Leonardo. Em seguida, um e-mail interno: “Confirmado: reunião privada pós-evento. Sala anexa, 23h. P.” Paola. O elevador desceu lento. No reflexo, Camila viu o vestido cinza, o batom apagado e os olhos cansados. Mas havia ali uma rachadura, algo novo. Leonardo mandou mensagem: “Reunião rápida com a equipe. Volto em meia hora. Não precisa esperar.” Meia hora. Sempre significava mais. Sempre significava ela. Camila caminhou até a sala anexa. Pelos vidros jateados, sombras em movimento. Um riso abafado. A cortina fechada. O coração dela também. Poderia abrir a porta. Poderia enfrentar. Mas não. Não ainda. No bolso, o cartão da suíte. 1207. Entrega às 22h. Olhou o relógio: 21h58. Respirou fundo. Decidiu. Se a verdade gosta de ser pontual, ela a encontraria cara a cara. O elevador subiu. Corredor interminável. Camila parou diante da porta, encostou o cartão. O clique ecoou. E entrou.

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