Capítulo 8

1140 Palavras
Luigi Me identifico como médico e sou liberado para acompanhar a paciente. No caminho para o hospital verifico seu pulso, seus olhos e até o momento nada que me preocupe de verdade surge. As duas ambulâncias seguem para o hospital onde trabalho a meu pedido ou elas seriam levadas para outra cidade. Aqui eu posso acompanhar o progresso das duas e dar a assistência necessária. Fanny é levada imediatamente para a sala de tomografia, iniciar os exames necessários para que o médico de plantão possa iniciar o tratamento necessário. Alessa também é levada para fazer os exames, mas sua prima exige mais cuidados. Fico na recepção a espera de notícias, mas o hospital hoje está lotado. Sou informado que há vitimas de outro acidente de carro com três rapazes gravemente feridos. Isso pode deixar o atendimento lento, e por isso demoro a ser atualizado sobre o estado das garotas. Vejo um homem alto com uma barba farta e bem aparada, usando óculos escuros, chegar na recepção. Ele começa a ficar nervoso e eu me aproximo, tentando ajudar a recepcionista. Vez ou outra precisamos lidar com pessoas alteradas no hospital. — Com licença, senhor, no que posso ajudar? O homem vira sua atenção para mim e tento afastá-lo da recepção. — O que você é? Me pergunta friamente. Olho para a moça na recepção e ela me lança um olhar agradecido ao chamar a próxima pessoa da fila. — Eu sou médico, senhor... — Vicenzo. Entendo minha mão para apertar a sua. — Eu sou o doutor Luigi, em que posso ajudá-lo? — Trabalha neste hospital? - Ele parece desconfiado. - Não vejo sua identificação. — Não estou de plantão, hoje, mas acompanhei duas vítimas de acidente e por isso estou aqui. Mas se o senhor me disser o que deseja, talvez eu possa ajudá-lo. Ele retira os óculos e vejo seu interesse. — Essas duas vítimas eram Fanny e Alessa Bernardi? Não sei o sobrenome das jovens, mas os nomes são os mesmos. O sobrenome não me é estranho e tenho certeza que já ouvi, mas como trabalho em hospital e passa tantas pessoas por aqui, deve ter sido algum paciente. — As duas vítimas se chamavam Fanny e Alessa, sim, só não sei o sobrenome. São parentes do senhor? — São minhas sobrinhas. Qual o estado delas? — Alessa estava desacordada, mas deve despertar em breve, isso se já não despertou. Fanny necessita de mais cuidados, precisou usar um colar cervical, bateu a cabeça com força no volante e tem um hematoma considerável no local da batida e está desacordada. Precisamos aguardar os resultados dos exames. Ele balança a cabeça. — Não, elas serão levadas daqui agora. Encaro o homem que deve estar louco ou surdo, será que não ouviu que Fanny está fazendo os devidos exames e não sabemos qual a gravidade do caso dela? — Senhor Vicenzo, provavelmente Alessa será liberada após o período de observação, mas Fanny não há previsão. Ele parece irritado depois de minha declaração. — Eu não estou pedindo, estou informando que as duas jovens serão removidas. Uma equipe de nossa confiança está chegando e elas serão levas. Só preciso saber o quarto em que elas estão, mas se não informarem, eu descubro do meu jeito. Sinto a ameaça na voz do homem e algo começa a circular minha mente. O nome Bernardi não me era estranho, mas atribuí ao meu trabalho, porém, começo a associar a outra coisa. Esse homem intimidador, falando com tom de ameaça... — Vai me dizer o quarto onde elas estão ou não? — Eu mesmo não sei... Ele nem mesmo me deixa terminar falar e vira as costas. O homem com cara de poucos amigos deixa o hospital sem falar mais nada, mas algo me diz que sua atitude não significa que ele desistiu que levar as duas daqui. Passa alguns minutos, até começo a achar que o homem acabou desistindo, mas então eu vejo uma ambulância diferente. Enfermeiros saem dela com uma maca, logo em seguida encosta outra e saem mais dois enfermeiros com outra maca e eles vêm na direção do hospital. Os seguranças tentam impedir, mas o tal Vicenzo o intimida, mostrando a arma que carregava sob a camisa. Os homens invadem o hospital e as pessoas ficam assustadas. Vicenzo segue os enfermeiros com as macas e com ele mais dois homens de mesmo porte. Todos armados e não tentam mais esconder as armas. Os sigo com medo do que eles irão fazer, embora eu tenha certeza que não teria condições da fazer nada contra eles. O homem começa a interrogar as enfermeiras e médicos que encontra pelo caminho, assustados, todos falam o que sabem, mas é muito pouco. As garotas estariam ainda fazendo exames, então provavelmente estariam na parte da emergência ainda. Os homens andam de um lado a outro, chutando portas e assustando as pessoas, perguntando a todos sobre as duas jovens e eles acabam encontrando a primeira. Alessa já estava acordada, mas estava tomando soro, provavelmente ficaria em repouso por algum tempo e então teria alta. — Vicenzo! - Ela se espanta com a presença do homem, mas vejo que ela o conhece - O que está fazendo aqui? — Só vamos embora, Alessa, onde está Fanny? Ela concorda com facilidade, como se já esperasse por aquilo. — Não sei, mas a gente acha. Me espanto com a naturalidade dela. A jovem retira o soro como se já tivesse feito isso antes, pula da cama aparentemente bem, e anda pelos corredores em busca de sua prima. Em um minuto ela a encontra, estava a espera de mais exames, ao que parece, e ainda desacordada e usando o colar cervical. Os enfermeiros a pegam com cuidado e colocam sobre a maca, retornam pelo caminho e a levam para a ambulância. Não sei o motivo, mas eu queria muito estar perto dela quando acordasse. — Senhor Vicenzo, gostaria de acompanhar Fanny. Ele me analisa com aqueles olhos que me fuzilavam. — Não - decreta. — Mas eu sou médico, posso ajudar. — Temos muitos médicos a disposição. Eu sou um homem alto, mas ele consegue ser mais alto que eu, me fazendo olhar para cima ao dialogar com ele. — Em qual hospital ela vai ficar? Ele se vira e vai para um dos carros estacionados, as ambulâncias já estão fechadas e prontas para partir. Acho que ele não quis me dar resposta alguma nem mesmo um não, mas ele se vira e responde. — É sigilo. - Então ele olha para o parceiro e fala com ele - Vamos logo, que a polícia está chegando e não são os nossos. Ele entra no carro e imediatamente ele sai em disparada, com aquela resposta eu só tive a confirmação de minhas suspeitas. Fanny e Alessa e aqueles homens pertencem à máfia Italiana.
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