Capítulo 4

2212 Palavras
Amélia João e Lorena olhavam para a gente com a cara de poucos amigos, os dois não falaram mais nada depois que o senhor bonitão chegou aqui na nossa mesa. - Acho que seus amigos não foram com a minha cara. – O homem ao meu lado diz perto do meu ouvido, sua mão direita segurava firme na minha coxa. - Eles querem apenas o meu bem. – Encaro a Lorena que negava a cabeça e bebericava sua bebida, enquanto o João não tirava os olhos do homem, que ainda eu não sabia o nome, e por agora eu não gostaria de saber. - Estão certo então. – Dou um gole na caipirinha. – Você gosta de beber. – Parecia mais uma afirmação, do que uma pergunta. - Gosto. – Olho para o seu rosto, e ele mantinha a cara fechada, de todas as vezes que eu vi ele, posso ter certeza que não vi nenhum resquício de sorriso. - O universo deve estar a favor de mim, achei que iria demorar mais para poder te ver novamente. – Sua mão fazia um carinho gostoso na minha perna, e isso já estava começando a me excitar. - Aposto que está mesmo. – Dou um sorriso. - Podem por favor parar com isso? - Lorena fala alto por conta da música, e nós dois olhamos para ela. – O senhor aparentemente é casado, não sei qual foi o chá que a minha amiga te deu, mas isso não pode rolar. – Tive que segurar a risada. – Para Amélia, estou falando sério, já pensou se a mulher desse cara aparece por aqui, o p*u vai torar, e eu não irei te ajudar a bater em ninguém. - Menos Lorena. – Digo revirando os olhos. - Está sabendo muito sobre a minha vida. – A voz rouca dele me faz arrepiar, esse homem é uma perdição. - Não precisa ser muito esperta para ver que isso é uma furada, o senhor deve estar frustrado da sua família, e vem atrás de meninas que tem idade para ser suas filhas. – Fecho a cara e posso sentir o aperto na minha perna, então seguro sua mão e ele me olha. - Para Lorena, da minha vida cuido eu. – Digo firme e minha amiga me olha e engole em seco. - Depois não venha atrás de mim chorando. – Ela se levanta. – Vamos João. – João passa os olhos pela gente e n**a. - Qualquer coisa me liga. – Ele fala na hora que vem se despedir de mim. – Irei conversar com ela. - Obrigado. – Os dois saem juntos e eu viro o liquido todo de uma vez na minha boca. - Vai com calma. – Fecho os olhos, e abro devagar. – Quer ir para um lugar mais reservado? – Encaro seu rosto e concordo. Ele pega na minha mão e a gente levanta, acompanho o mesmo até umas escadas na parte mais afastada do bar, já havia vindo aqui tantas vezes, mas não imaginava que era tão grande aqui atrás. - A gente pode vim aqui será? Acredito que seja só para funcionários essa parte. – Ele não diz nada e subimos as escadas, ela deu em um corredor onde havia algumas portas, fomos até a terceira, ele retira do bolso umas chaves e abre a porta, fico um pouco em alerta, mas entro no cômodo com ele, era um quarto com uma cama, um sofá de canto, havia uma televisão enorme na parede e uma sacada que dava a vista para a cidade. – Uau, vai me dizer que você é dono daqui? – Estava mais que na cara que ele era dono, ou sócio daqui. - Espertinha você. – Ele fecha a porta e senta no sofá me trazendo para o seu colo. - Está explicado por que você sempre está por aqui. – Passo a mão devagar pelos seus cabelos. - Você é tão proibida para mim, mas parece ser tão mais gostoso isso. – Seus olhos transpareciam luxuria. - O proibido sempre é mais gostoso. – Passo a língua no seu pescoço e posso sentir sua ereção embaixo de mim. - Sua amiga está certa. – Ele fala com a voz rouca. – Eu não devia ir atrás de você. - É por causa da sua esposa? Você é casado, não é? – Olho para ele e o mesmo muda o semblante e me tira do seu colo. – O que foi? Fiz apenas uma pergunta. - Eu tenho idade para ser seu pai, isso é loucura. – Ele passa as mãos pelos cabelos e respira fundo, parece que o homem na minha frente está começando a se sentir m*l por isso aqui. - Tem idade para ser meu pai? – Me ajoelho na sua frente e ele me encara. - Acredito que sim. – Molho os lábios e ele não perde nenhum dos meus movimentos. - Meu pai nunca me bateu. – Faço cara de manhosa. – Já você. – Aperto seu m****o sobre as calças, e ele arfa. - Você é uma c****a. – Sua mão vem em direção ao meu pescoço e o mesmo aperta. – Quero que me chupe daquele jeito. – Era incrível como em alguns segundos ele estava falando que era errado isso, e agora está pedindo para mim chapa-lo. - Irei fazer você jamais me esquecer daddy. – Então começo a fazer o que realmente eu faço de melhor. [...] Eu não sentia muito bem as minhas pernas, e a minha b***a estava dolorida, olho de relance para o homem que vestia a calça e me examinava com cautela. - Está tudo bem? – Balanço a cabeça devagar. – Sua cara diz outra coisa. – Ele começa a abotoar a camisa social, e essa era a minha deixa, eu ficava fraquinha por homens assim, perdia totalmente a minha postura. - Você acabou comigo. – Ele para o que estava fazendo e me dá um sorriso malicioso, era a primeira vez que eu via isso, e ele conseguia ser ainda mais lindo. - Que drama. – Ele se aproxima de mim e estende a mão. – Precisamos ir. - Ok. – Seguro na sua mão e me levanto, pego minha calcinha que estava no chão e posso sentir seu olhar me queimar atrás. – Que foi? – Me viro e ele olhava para a minha b***a, olho para baixo e estava roxa, as marcas dos seus dedos era como um desenho ali. – Meu Deus. - Desculpa, tem hora que eu perco a cabeça. – Era para mim estar surtando, mas não, eu estava achando aquilo excitante. - Eu pedi isso. – Me aproximo dele. – Você apenas me deu o que eu queria. – Eu termino de falar e ele me prende nos seus braços. - Você me deixa louco. – Estava gostoso tudo isso, mas eu sabia que precisava dar um basta, o cara era casado, e mesmo que eu não ligasse muito para isso, eu não servia para ser amante. - Você pode me deixar em casa? – Eu não ia exatamente para casa, ia pedir para ele me deixar perto da casa da Lorena. - Ia te pedir agora seu endereço, quero que saia comigo na sexta. – Ele mais afirmou do que perguntou. - Você sabe que isso não pode ir para frente né? Eu também não quero nenhum tipo de relacionamento por agora. – Ele estala a língua e balança a cabeça. - Eu quero sair com você, e sei que você também quer. – Sua mão desce para a minha b***a e o mesmo aperta aquela região. – Dói? – Eu confirmo. – Quero que você se lembre de mim durante esses dias então, e tomara que até sexta já esteja melhor. - Você é casado, e eu nem sei seu nome. - Você não ligou muito enquanto estava de quatro para mim gemendo. – Isso era verdade, mas eu precisava passar outra impressão. – Pode me chamar de Miguel. - Acho melhor isso acabar por aqui, me leva até na minha casa e cada um vai seguir seu caminho, você pode ir atrás de outra garota, e eu vou seguindo minha vida do jeito que eu gosto. – Ele escuta tudo em silencio e me dá um sorriso debochado. - Você já está marcada para mim. – Ele era autoritário, um Christian Grey da vida. - Não fala besteira. – Me afasto e começo a vestir minha roupa. – Se puder me levar até em casa irei te agradecer, ou se não puder eu posso pegar um taxi ou um uber. - Vou te levar até na sua casa, e sexta a gente se vê. – Eu não iria discutir, vou deixar ele pensar que vai me deixar em casa. Já estávamos no seu carro, e o cheiro dele estava impregnado. Eu passei para o mesmo o endereço e ele foi com a maior calma do mundo, o que podíamos ter feito em 10 minutos, ele fez em 30. - Você realmente mora aqui ou está querendo me passar para trás Amélia? – Ele olha para o prédio na nossa frente. – Você não tem cara que mora em apartamento, e sim em alguma casa em algum condomínio com os pais. – Era estranho como ele estava certo. - Tenho cara de filhinha de papai por acaso? – Franzo a testa. - Para ser bem sincero, você tem sim. – Ele segura na minha coxa. – Me dá seu telefone então. – Seu maxilar estava trincado, e não dava para saber se ele estava bravo com alguma coisa, ou se era o jeito dele mesmo. - Irei passar, mas não te garanto que iremos sair na sexta. – Passo meu número para ele, e o mesmo já anota no celular. – Boa noite Miguel. – Me aproximo para dar um beijo no seu rosto, mas ele vira e o que era para ser apenas um beijinho, se transformou em um beijão, mas era um beijo calmo e ao mesmo tempo avassalador. - Boa noite Amélia, até sexta. – Mais uma vez afirmando, saio do carro e espero ele dar partida, e quando ele já estava na esquina eu comecei a andar em direção ao prédio onde minha amiga morava, pego meu celular dentro da bolsinha e vejo que tinha três ligações do João e uma da Lorena, então apenas retorno no dela e no segundo toque ela me atende. - Que merda Amélia, olha a hora que é. – Tiro o celular do ouvido e vejo que marcava quase duas da manhã. - Desculpa, pode liberar aqui embaixo para mim? – Posso escutar ela suspirar. - Está liberada. – Então ela desliga e eu caminho em direção a portaria, falo no interfone e logo já estou dentro do elevador. A porta da casa da Lorena estava encostada e em completo silencio, então imaginava que ela já podia estar na cama, entro e tranco a porta. - Lorena? – Chamo pela mesma que me responde do quarto, caminho até lá e me jogo na sua cama. - Está cheirando a homem Amélia. – Sua voz era de repreensão. - Desculpa amiga. – Mordo o lábio. - Você sabe que isso é errado e mesmo assim continua. – Em plena madrugada irei levar um sermão da minha melhor amiga. - Você me conhece melhor do que ninguém, e sabe que eu sou assim. – E era verdade, ela sempre me aconselhava, mas no outro dia eu fazia tudo de novo, e eu amava essa vida. - Amélia, você precisa crescer! – Fico de frente para ela, e eu via bem pouco do seu rosto. - Eu gosto dessa liberdade, eu gosto do perigo. – Minha frase apocalíptica. - Seu pai está certo de ser firme com você, quando vai criar juízo menina? Sair com homem casado, e ainda não conhecer nada dele. - Eu sou solteira Lorena, se ele é casado, o errado é ele, não eu! - Mas e se fosse você no lugar da mulher dele? – Faço um bico. - Eu jamais deixaria um homem daquele sair do meu quarto, se eu tivesse ele como marido. - Você é uma palhaça, sabe que não aguentaria mais que uma semana com o mesmo cara. – Viu como ela me conhece. - Mas por ele eu abriria algumas exceções. – Falo apenas na brincadeira, pois eu sou muito desapegada na parte de relacionamento, acho que isso não foi feito para mim. - Ata. – Ela diz com ironia. – Seu pai ligou aqui e disse que antes das sete ele vai passar aqui para te buscar. – Fecho os olhos, eu não tinha pensado que teria que trabalhar. - Eu não vou aguentar. – Resmungo. - Vai ter que aguentar, sabe como é o senhor Juliano. – Eu sabia muito bem como era o meu pai, e se eu não estivesse pronta as sete, o mundo ia cair bem na minha cabeça. - Vou tentar dormir um pouco, acho que tenho ainda umas quatro horas de sono. – Falo fechando os olhos. - Vamos ver se assim aprende a ser mais responsável. – Foi a última coisa que eu escutei antes de apagar.
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