Na antiga casa de Peter, eles procuram em todos os lugares mas não acharam nada. Peter e Josy estavam procurando na parte de cima e José Pedro na parte de baixo. Peter estava no corredor de cima, quando pisou em uma tábua falsa, e quando foi tentar tirar ela do chão não conseguiu e então chamou seu pai.
–Pai, vem aqui em cima rápido. E traz um martelo.- falou Peter gritando do alto da escada.
-Espera um segundo que eu já estou indo.- José gritou de volta e foi atrás de martelo, o homem subiu para onde seu filho estava, eles quebraram a tábua e quando viram debaixo dela havia cartas e fotos antigas. Peter pegou todas elas e desceu até a sala, ele e José foram abrir as cartas, leram cada uma. Enquanto eles liam as cartas, Josy via as fotos e ela achou a foto de Mariana com seu pai e mais um homem.
–Pai, quem é esse do lado de vocês?- Josy mostrou a foto.
-É um velho amigo nosso. O Winder. – respondeu José.
-Winder? Que nome horrível.- falou Josy guardando a foto.
-Esse é o sobrenome dele, o nome dele é Leonardo Winder. – José respondeu a sua filha.
-Tem outra aqui, olha Peter deve ser você quando era pequeno, e quem está te segurando?- perguntou Josy, mostrando a foto para Peter. José pegou a foto e observou bem.
–É você Peter, mas eu não sei quem está te segurando e com certeza não sou eu mais novo. - o homem mais velho pontuou.
-Não tem nada escrito atrás. Mas olha está junto de uma carta.- mostrou Josy, abrindo a carta.
-Então lê a carta , pirralha!
-Eu acho que era para enviar á alguém, e a mamãe não enviou. Aqui diz assim: “Uma lembrança do Peter, é a única vez que você vai vê ele pessoalmente. Lembre-se bem, que não vai voltar a vê-lo.”- terminou Josy e todos trocaram olhares.
–Como assim pessoalmente? E como nunca vai voltar a me ver?- Peter perguntava mais pra si mesmo do que aos outros.
-Acredite, eu estou querendo saber a mesma coisa. E mais do que você.- José ainda olhava para as fotos e cartas.
-Temos que descobrir duas coisas. Quem é esse da foto, e o que a mamãe quis dizer com isso. Vamos continuar lendo as outras cartas, vai ver que tem alguma coisa que ajude. -Josy sentou com as pernas cruzadas no chão.
-Isso mesmo. Vamos ler todas. Pai estou com fome, você pode ir comprar alguma coisa para nós comermos?. Estou faminto.- pediu Peter para o homem mais velho.
-Claro que sim, filho. Vou comprar comida chinesa, daqui a pouco eu volto.- José saiu e Josy se aproximou de Peter e ficou olhando para ele. Ele percebeu sua irmã que não parava de olhar.
-O que foi Josy? Porque você está me olhando desse jeito?
-Quero saber o que você sentiu quando viu a Cande.
-Você não tem nada melhor pra perguntar? – o garoto tentou sair da pergunta que não estava confortável em responder.
-Deixa de enrolar e responde logo, garoto. Eu vi como você estava olhando para ela. Por um momento, eu achei que você esqueceu da Duda quando a viu.
-Não posso negar que quando eu a vi, me senti muito feliz e sim esqueci da Duda. Aliás eu não tenho nada com a Duda, porque ela não quer nada comigo. Mas, agora eu e a Cande, somos só amigos, nada mais. Estava com saudades dela e ponto.- terminou Peter mexendo nas cartas.
-Sei. Eu também estava com saudades dela e sem falar que ela é uma boa pessoa.- Josy seguiu a comentar.
-Certo. Deixemos de conversa e vamos ler as cartas Temos muito trabalho aqui..- falou Peter pegando as outras cartas.
Depois de um tempo lendo as cartas, Josy achou uma carta de Mariana para um homem.
–Que estranho, eu sinto que já escutei esse nome antes.- sussurrou Josy para si mesma.
-Que nome Josy? Do que você está falando?- perguntou Peter curioso assim que escutou a irmã.
-É que, nessa carta diz assim: “De: Campos, Para: Akemi.” E eu tenho a impressão que já ouvi esse sobrenome antes.- falou Josy, Peter olhou para Josy e tomou a carta da mão dela.
–Peter! O que foi? Deixa de ser m*l educado.- ela reclamou.
-Josy. Akemi é o sobrenome do Tomás e do pai dele, claro. Será que eles tem alguma coisa a ver com isso?- perguntou Peter. Eles se encararam em silêncio tentando juntar as peças e José chegou.
–Alguma novidade pessoal?- perguntou José entrando.
-Sim.. achamos uma carta... ai.- falou Josy, Peter tinha dando um chute de leve nela indicando para ficar quieta.
-Cala a boca, Josy. Não vamos falar isso para ele.- falou Peter baixinho para sua irmã enquanto seu pai arrumava a comida.
-Não achamos nada ainda, Pai. Trouxe muita comida? Estou faminto.- falou Peter se levantando e indo até a cozinha, Josy foi logo em seguida, eles se sentaram e comeram. Logo chegou a noite e eles não tinham achada mais nada proveitoso, e decidiram procurar em outro lugar.
Eles foram para o porão, onde Peter e Josy procuraram coisas deles quando eram pequenos, porém não encontraram muita coisa. Peter resolveu ir dormir, e logo Josy seguiu sua ideia. No outro dia, Peter levantou bem cedo, contudo não sabia onde procurar, já tinha revirado a sala quase toda, e não achava muitas coisas que ajudasse a investigação.