Passaram –se algumas horas, Peter, Josy e José Pedro, haviam chegado a sua antiga casa, eles entraram, toda a casa estava muito empoeirada e cheia de ratos. Eles entraram e foram limpar um pouco a casa para ver se achavam alguma coisa. Depois de algumas coisas limpas, Cande passou pela frente da casa, percebeu as caixas na frente da casa e uma movimentação na parte de dentro e resolveu ir até a casa. Ela tocou a campainha, tocou outra vez e Peter foi atender.
–Cande?- perguntou ele assustado.
-Peter!- respondeu ela e em seguida deu um abraço.
-Você vai morar aqui outra vez?- perguntou ela -Como você está? Como está sua família? - ela estava animada por vê-lo.
-Calma, são muitas perguntas. Primeiro, não vou voltar a morar aqui, depois estou bem sim. E pelo visto você estava com muita saudade de mim. Eu também estava de você.- Peter foi simpático e a abraçou.
-É verdade, estava com saudades. Faz tempo que você não me liga e eu não vejo vocês também.
-Desculpa, eu não tive muito tempo. Desde que minha mãe morreu tudo está uma loucura.
-Sua mãe morreu? Como assim? Meu Deus! Eu sinto muito.
-Sim, ela morreu. Semanas depois que nos mudamos, e é por isso que viemos aqui. Voltamos para ver se achamos alguma coisa, que tenha provocado a morte da nossa mãe.-respondeu Peter.
–Peter, quem é?- perguntou Josy chegando na porta.
–Josy!- falou Cande indo abraçar ela, Josy a abraçou também.
-Cunhada. Ou melhor, ex- cunhada. Como você está?
-Estou bem Josy, e feliz por ver vocês. Ah, e sinto muito pela mãe de vocês, o Peter me contou.
–É muito triste só em lembrar. Mas, obrigado.- falou Josy dando um sorriso fraco para Cande.
-Desculpa atrapalhar Cande, é que agora estamos ocupados e precisamos voltar lá pra dentro. Se você não se incomodar, podemos nos falar mais tarde.
-Está bem. Acredito que vocês tenham muito o que fazer, nos vemos por aí. - falou Cande indo embora, Josy e Peter entraram e voltaram a procurar pistas.
Na casa de Nico, Tomás estava no seu quarto tentando falar com o pai dele porém sem resposta, depois de tanto insistir, Augusto atendeu o telefone.
–Até que enfim, pai. Onde o senhor está?- perguntou Tomás nervoso assim que ele atendeu.
-Estou muito ocupado agora, filho. Do que precisa?- respondeu Augusto sendo grosso.
-Eu preciso falar com você? Quando vem à cidade?
-Precisa de autorização para sair? Peça a sua mãe.
-Mas pai…
-Tomás não seja mimado. Preciso ir. Tchau.- falou Augusto desligando o celular.
-E ele ainda desliga na minha cara?- falou Tomás para ele mesmo olhando o celular. Tomás saiu do quarto e quando estava no corredor, bateu sem querer em Carla, ele não pediu desculpas e passou direto, mas ela chamou a atenção dele.
-Desculpas também, Tomás. – falou Carla e ele se virou.
-Perdão Carlinha, estou estressado e nem te vi.
-Deu pra perceber que não me viu. O que aconteceu?
-Nada de mais. Problemas com meu pai.- respondeu ele.
-Vamos fazer o seguinte, desmancha essa cara, me ajuda a buscar água para os garotos e depois vem dançar com a gente. Estamos nos divertindo na sala de música.- Carla comentou.
-Não sei, Carlinha. Não estou muito bem para dançar hoje.
-Não posso acreditar, o maior dançarino da casa se negando a dançar? Estou ouvindo isso mesmo?- Carla debochou dele.
-Para com isso, eu só não estou muito afim.
-Deixa de besteira e vem logo comigo.- falou Carla puxando Tomás pelo braço e sem opção ele teve que ir. Logo depois de pegarem água, eles foram para a sala de música e todos ficaram dançando a tarde inteira.