Pré-visualização gratuita Superação: O Treino Mais Intenso
Não é incomum, um casal ter a sua vida completamente mudada após a chegada de um bebê, e com Heitor e Maria, isso não foi diferente, um relacionamento arrebatador que se transformou de namoro para casamento em meses, enfrenta os desafios de manter vivo o desejo e amor que já provou se mostrou tão forte, que trouxe um lindo fruto ao lar.
O relógio marcava quase oito da noite quando Heitor estacionou o carro em frente à casa do pai, um avô coruja que se aproveitava de morar perto da academia para ficar diariamente com sua neta. O céu já estava escuro, e o cansaço do trabalho pesava nos ombros de Heitor. Mesmo assim, havia algo que o mantinha desperto: a mensagem de Maria, dizendo que já estava pronta para o treino e que tinha levado sua roupa — “de top e shortinho”, como ela mesma fizera questão de destacar.
Ele riu sozinho, sabendo o efeito que aquelas palavras tinham. Depois de semanas falando sobre o tal “Projeto Fitness de Casais” que viram no t****k, os dois finalmente tinham decidido tentar. O plano era simples: cuidar do corpo, da saúde e, de quebra, resgatar a sintonia que o tempo e a rotina haviam desgastado.
O nascimento de Giulia tinha sido o auge de um amor intenso, mas também o início de uma fase exaustiva. As noites m*l dormidas, o trabalho, a casa… tudo deixava pouco espaço para o casal que eles eram antes.
Agora, a academia Superação parecia mais do que um lugar pra suar — era o cenário onde talvez pudessem se reencontrar.
Quando Maria saiu pelo portão do sogro, Heitor sentiu o corpo reagir. O coque bagunçado deixava o pescoço à mostra, o top verde-claro realçava os s***s e o short justo moldava o quadril que ele conhecia tão bem.
— Demorou, hein? — ela provocou, abrindo um sorriso que misturava leveza e malícia.
— Valeu a pena — respondeu, o olhar descendo devagar. — Se esse é o uniforme do projeto, eu quero ir pra academia todo dia.
Ela riu, jogando a ecobag no banco de trás.
— Não começa, Heitor. A ideia é treinar, não distrair.
— A gente pode fazer as duas coisas — retrucou, piscando.
O caminho até a Superação foi cheio de brincadeiras e olhares cúmplices. Havia algo diferente naquela noite. Talvez fosse o desejo de quebrar a rotina, talvez a curiosidade de testar os limites. Quando chegaram, as luzes verdes do letreiro refletiam nos vidros e criavam um clima quase hipnótico.
Maria ajeitou o top diante do espelho da recepção e prendeu melhor o cabelo. Heitor observava, sem disfarçar o interesse.
— Pronta? — perguntou ele.
— Mais do que nunca — respondeu ela, mas o tom tinha mais de provocação do que de foco.
O treino começou leve. Esteira, agachamento, risadas entre uma série e outra. Os olhares se cruzavam o tempo todo — e, a cada encontro, pareciam lembrar de algo que ainda ardia entre eles. Heitor percebeu como o corpo dela reagia ao esforço, como o suor desenhava caminhos lentos pela pele.
Maria, por outro lado, se sentia observada de um jeito que reacendia algo antigo — aquela sensação de ser desejada, de ter o próprio corpo lembrado e explorado.
— A gente devia apostar alguma coisa — disse ele, enquanto ela terminava uma série.
— Tipo o quê? — ela perguntou, arqueando uma sobrancelha.
— Se eu acertar a cor da tua calcinha, ganho o direito de fazer um pedido.
— E se errar?
— Aí o pedido é teu.
Ela riu, balançando a cabeça.
— Tá maluco. Tu não vai acertar nunca.
— Quer apostar?
Maria fingiu ignorar, mas o sorriso no canto da boca entregava que já estava dentro do jogo.
Heitor se aproximou e passou a mão discretamente na curva da cintura dela, como se buscasse inspiração.
— É aquela lingerie verde escura da Loungerie. Aquela que eu te dei. Fina. Delicada. Mas marcante.
Ela arregalou os olhos, surpresa com o acerto.
— p**a que pariu... tá dando pra ver?
— Não, mas já te avisei que seu homem te conhece.
Minutos depois, Heitor foi ao vestiário, mas não pra trocar de roupa — e sim pra testar a sorte. Mandou uma mensagem curta, certeira:
“Meu pedido: a gente transa aqui no vestiário. Agora.”
O coração dela acelerou.
“Tá maluco?”, respondeu.
“Aposta é aposta”, insistiu ele. “E você perdeu.”
Houve um silêncio, longo o bastante pra ele achar que ela não viria. Mas então a porta abriu devagar.
Ela então estava ali a pele já aquecida do leve cardio, os olhos brilhando de adrenalina. Assim que fechou a porta, ele a puxou pela cintura, pressionando o corpo dela contra a parede fria do vestiário.
— Você é maluco — ela sussurrou, mas o tom de voz era tudo, menos resistente.
Ele afundou o rosto no pescoço dela, sentindo o cheiro do suor leve misturado ao perfume. A mão desceu pelas costas até encontrar o cós do short, que puxou com uma firmeza que arrancou um suspiro dela.
— Sabia que era essa calcinha... — murmurou, enquanto passava os dedos por baixo da renda verde escura, sentindo a pele arrepiada.
Ela respondeu com um beijo urgente, quase desesperado, e os dois se perderam ali. Em segundos, o short e o top estavam jogados num canto, e a língua dele explorava os s***s firmes, as mãos apertavam a b***a e ela ofegante, estava cada vez mais entregue.
Ele a virou contra a parede, beijando o pescoço e descendo com beijos molhados pelas costas, até ajoelhar-se atrás dela. Beijou a parte interna das coxas antes de afundar a língua entre suas pernas. O gemido contido dela ecoou abafado no vestiário. Ela segurava na parede, tremendo.
O primeiro orgasmo veio intenso, com as pernas vacilando. Ele se levantou, colou o corpo ao dela e a fudeu por trás, forte e firme, os dois ofegantes, tentando controlar os sons entre gemidos e estalos de pele.
Ela virou-se e o empurrou para sentar no banco de madeira. Subiu no colo dele e recomeçou os movimentos, lenta, ritmada, encarando ele com olhos cheios de desejo e provocação. Heitor segurava firme sua cintura, gemendo baixo, enquanto sentia o segundo orgasmo dela chegar, com espasmos e a boca entreaberta.
Quando ela estava quase desabando em cima dele, ele sussurrou:
— Goza e depois se ajoelha.
Sem protestar, após chegar ao seu ápice, ela deslizou até o chão e pôs o p*u dele na boca, quente, intenso. Heitor não resistiu por muito tempo. Gozou ali, com as mãos no cabelo dela e o corpo estremecendo. A escolha do local de finalização tinha sido estratégica.
— Assim é mais fácil limpar.
Depois, os dois ficaram alguns minutos em silêncio, tentando recuperar o fôlego. O barulho distante dos aparelhos voltava a preencher o ambiente, mas ali dentro o tempo parecia ter parado.
Maria encostou a cabeça no peito dele, rindo baixo.
— Eu devia te odiar por isso.
— E odeia? — ele perguntou, acariciando o cabelo dela.
— Só um pouco.
— Então já valeu o treino.
Eles se vestiram rápido, tentando parecer normais ao sair. A academia ainda estava cheia, mas ninguém parecia notar o que havia acontecido ali. Heitor segurou a mão dela discretamente enquanto caminhavam até o carro.
— Amanhã tem mais — disse ele.
— Só se eu quiser — respondeu ela, piscando. — E da próxima vez, a aposta é minha.
No carro, o ar ainda carregava o cheiro de suor, perfume e desejo. Heitor olhou pra ela e pensou que talvez aquele projeto não fosse só sobre corpo, mas sobre reencontrar o que tinham perdido.
— A gente devia chamar esse projeto de outro nome — ele comentou.
— Tipo o quê?
Ele sorriu, provocante.
— Projeto Quente.
Maria riu, encostando a cabeça no vidro.
— Combina. Mas, se for pra continuar assim, é bom preparar o coração.
— E o corpo também — completou ele.
O letreiro da Superação ficou pra trás, mas a chama que reacenderam naquela noite parecia longe de apagar.