Pré-visualização gratuita Capitulo I
O silêncio que assombrava sua mente era algo inédito, seus pensamentos saiam de seu corpo enquanto sua respiração que parecia calma estava rápida e engasgada, seu peito se erguia enquanto seus olhos se arregalaram. Seus múrmuros que existiam agora permaneciam em silêncio e tudo que passava em sua mente era o silêncio e o medo da morte.
Os adultos não acreditavam nele, os adultos não confiavam nele... A confiança nunca foi dada a ele, no exato momento que Kaminari falou aquelas palavras sua vida havia acabado. Ninguém acreditava nele, independentemente de como ele dizia que não era e com seus cadernos de anotações sobre as individualidades de heróis e alunos, Izuku, foi condenado ao tártaro.
O barulho das sirenes era ensurdecedor para o garoto com belas sardas em suas bochechas, o caminho de algumas horas se transformava em dias para ele, o silêncio e o ataque de pânico de Izuku não o ajudaram, já que todos não o ajudaram enquanto isso, ele merecia sofrer pelo ataque e pela tentativa de assassinato do All Might com aquela coisa... O Nomu.
Izuku Midoriya sabia que Kaminari era um impostor... Ele sabia disso desde o dia que viu ele conversando com Toga Himiko durante o festival esportivo, porém, ele não havia mencionado com os professores, já que os mesmos não confiavam nele e muito menos acreditariam em um peculiar que entrou na U.A por pura sorte.
Saindo do carro com uma espécie de capuz em sua cabeça, para manter sua privacidade em frente aos repórteres, tudo que o esverdeado conseguia ouvir era a marcha de sua escolta até dentro da prisão de segurança máxima.
Sendo jogado a força contra o piso gelado do banheiro e com seu capuz finalmente retirado, Midoriya, foi obrigado a se despir na frente dos guardas e das câmeras, assustado e apavorado ele apenas obedecia sem pensar muito... Eles descobririam a verdade... Eles o tirariam dali! Não é?
Tomando um banho em uma água gelada e com uma pitada de masoquismo os guardas os banhavam com uma mangueira de incêndio, a pressão que o liquido saia da mangueira era tanto que Midoriya muitas vezes caia e era quase afogado pelo prazer dos guardas. Após esse pequeno momento de tortura o garoto foi violado ao ter uma revista intima bem mais violenta que o necessário, o fazendo sangrar e m*l aguentar seu peso em pé ao retirarem aquela mão grande com aquela luva látex de seu interior.
Finalmente livre daquela tortura o garoto foi vestido com um grande “pijama” laranja e foi arrastado, literalmente já que suas pernas não estavam funcionando, até sua cela. Onde foi algemado contra o frio metal de forma extrema, ao ponto de um simples puxão causar um corte. Seu pescoço foi colocado uma coleira também ligada a cadeira, e pelo fato de também estar apertado os ataques de pânicos do garoto resultavam em quase um desmaio pela falta de ar e seu rosto foi mantido em uma focinheira.
A primeira semana de Izuku foi silêncio, demais até mesmo para ele. Ninguém o visitou e sua comida era dada uma vez ao dia, era quase como um papa sem gosto e os minutos da comida não passavam de vinte minutos, onde ele estava parcialmente solto. Necessidades básicas eram tudo que ele não tinha. Banheiro era algo que ele só podia ir duas vezes ao dia, sem contar o banho, o que a vez segurar boa parte até se acostumar. Privacidade não existia.
O primeiro mês foi assustador, o silêncio realmente se tornou um problema no exato momento que sua mordaça realmente se transformou em uma mordaça, tampando completamente sua boca para acabar com seus múrmuros. Ninguém ainda o havia visitado, suas esperanças aos poucos iam se transformando em desespero e seus ataques de pânico realmente pioraram durante um tempo.
Em seis meses Izuku Midoriya havia se transformando em um prisioneiro modelo. Seguia todas as regras à risca e sempre fugia de confusões e aceitava qualquer decisão de cabeça baixa, ele realmente não dava trabalho e aos poucos ele aprendeu a controlar seus ataques de pânicos em silêncio. O tártaro não era tão r**m quando você se acostuma a ele, afinal de constas, esse era seu lugar.
Após um ano a mente de Izuku Midoriya começou a se deteriorar, na realidade isso acontecia bem antes disso... Desde o momento que ele se convenceu que deveria estar ele seu álter ego surgiu. Izuku Midoriya foi separado em dois para aguentar seus sentimentos e sua mente. Izuku Midoriya, um garoto triste e chorão que deixa seus sentimentos tomarem conta de seu corpo enquanto Deku se tornou um ser de puro ódio e rancor, desejando dor a todos aqueles que o trancaram lá dentro.
O próximo ano, Izuku Midoriya, começou a receber visitas de Nezu e All Might, aparentemente depois da prisão All For One, Shigaraki havia desaparecido, principalmente depois de seu “despertar” ou algo semelhante. Izuku Midoriya não podia receber informação de fora então ele apenas ligou os pontos das poucas coisas que eles o contavam. As visitas não eram produtivas para os heróis, tudo que Midoriya vazia era murmurar e murmurar, nunca respondendo uma única pergunta, sempre em seus pensamentos e em seu mundo.
Todas as visitas eram sigilosas, Izuku Midoriya era levado para uma outra sala, onde ele ficava apenas algemado enquanto encarava eles, as vezes era Aizawa-sensei que aparecia ao invés de All Might. As conversas continuavam por horas, Nezu, aparentava estar se divertido ao ver o garoto tão quebrado e desesperado ao ponto de enlouquecer.
Ao falarem sobre um assunto delicado com Midoriya, para ser mais exato, a palavra “Kaminari” os múrmuros haviam parado, o esverdeado finalmente se lembrou daquele que o levou, não e como se ele pudesse esquecer disso de fato. Surpreso por finalmente ter a atenção de Midoriya, depois de quase dois meses de interrogatórios, os professores (Nezu e Aizawa) se olharam antes de voltar as perguntas.
“Izuku Midoriya” Começou Nezu com um sorriso de bosta em seu rosto “Entendemos o seu lado, estamos dispostos a fazer um acordo em troca de informações sobre Shigaraki”.
O Silêncio tomou todo o lugar e uma estranha presença assassina começou a se exalar de Midoriya, com olhos frios e vazios ele encarrava Nezu, o ar simplesmente começava a ficar mais pesado e parecia difícil de respirar para ambos os heróis.
“Não tenho nada para falar. Já discutimos isso. Não sou o traidor” disse o sardento separadamente enquanto rapidamente voltou ao seu estado normal, Aizawa soltou um alivio quando aquela sensação desapareceu, mesmo estando acostumado com ela.
O silêncio voltou a sala enquanto Aizawa revirava os olhos, talvez agir um pouco mais fraternal poderia ajudar. Ainda receoso o herói se aproximou de Midoriya e apoiou sua mão sobre o ombro do mesmo. “Pense um pouco garoto problemático, isso pode mudar sua estadia aqui”.
“Não. Me. Toque.” Sibilou o esverdeado lançou seu olhar diretamente para o professor que logo obedeceu, soltando um suspiro e revirando lentamente seus olhos antes de voltar para seu assento. Aquelas foram as últimas palavras que Midoriya estava disposto a falar, logo, voltando ao seus múrmuros ilegíveis.
“Ele realmente quebrou” Disse Nezu batendo palmas. “Isso e surpreendente, nunca vi alguém quebrar” Comemorou internamente sem conseguir esconder o sorriso em seu rosto felpudo e macio.
“Não sei se e....” Aizawa parou um pouco, pensando se seria interessante discordar de seu superior. “Só não tente parecer muito feliz quando sair daqui” Murmurou.
Saindo de suas salas pouco antes de Izuku Midoriya ter permissão para comer, foi o primeiro erro cometido deles em dois anos. Por preguiça dos guardas ou até mesmo subestimando o garoto por ser peculiar, levaram a comida dele para a sala de interrogatório o soltando para comer. Izuku comeu lentamente aproveitando seus vinte minutos livres.
Pela segunda vez dentro de um ano, Izuku Midoriya, sorrio ao terminar de comer e seus múrmuros finalmente se silenciaram. Tudo que ele precisava estava pronto, cada mínimo detalhe de seu plano e seus pensamentos foram perfeitamente executados e sem se conter o menino caiu numa gargalhada, mas aos primeiros passos ele voltou sua carranca novamente.
Entrando na sala e se aproximando do garoto para algemarem, Izuku Midoriya, se inclinou para frente, fingindo suavemente perder o equilíbrio ele caiu sobre um dos guardas que logo o empurrou para o chão fazendo com que o adolescente caísse de b***a e rapidamente com a arma que não lhe pertencia disparava contra a cabeça de seu agressor. Sangue jorrou para os tetos e antes de poder ser contido pelo segundo guarda, Midoriya disparou contra ele também.
A partir do momento que o disparo foi realizado ele teria um minuto antes do quarto ser checado e o alarme disparado, se agachando sobre sua segunda vítima o garoto pegou sua arma junto de seu crachá de acesso e com um sorriso de ponta a ponta em seu rosto ele começou a correr pelos corredores, disparando em cada câmera que aparecia em sua visão.
Graças ao fato de ser o Traidor ele foi mantido no nível mais baixo do Tártaro, junto com os piores prisioneiros daquele lugar, aqueles com individualidades monstruosas e doentias o suficiente para causar um grande pânico dentro da cidade e com isso em mente, Izuku Midoriya, foram os soltando e matando os guardas que o mantinham em c*******o. Pegando suas armas e voltando a sua corrida até encontrar justamente quem ele procurava.
Entrando a sala ao lado, Izuku Midoriya, já s***o com o som do alarme, disparou pelo menos cinco tiros no guarda que vigiava a pessoa com quem ele queria conversar. Com o rosto sujo de sangue o menino quase apertou um botão vermelho que desativava as armas dentro daquela cela, apenas para aproveitar sua vantagem e entrar na sala com um sorriso no rosto, se apresentando delicadamente para All For One.
“Olá... Você deve ser o famoso All For One” Murmurou Deku enquanto caminhava até perto do vidro, se sentando sobre a cadeira que All Might sempre se sentava ao ir conversar com ele “Isso não me importa muito... Eu ouvi muito sobre você durante minha estadia... Múrmuros e conversas paralelas de como era perigoso, determinado e como quase matou All Might”.
“Interessante…” sussurrou o vilão ao ter noção suficiente que aquele garoto com a falsa acusação acabava de criar um motim, quem diria que ele estaria tão quebrado a esse ponto “Por mais que eu goste de conversar, sinceramente, poderíamos ir direto ao ponto? Imagino que você queria algo”
“Há, há, há...” Gargalhou sarcasticamente enquanto se deitava sobre a cadeira, passando uma de suas pernas sobre o encosto para repetir o processo contra a outra, apoiando sua mão sobre o encosto do outro lado para apoiar seu rosto “Eu posso te tirar dessa cela, mas quero que me leve para o lado de fora com você, simples assim.” Ele disse com honestidade enquanto mantinha seu olhar focado com o vilão.
A boca do homem apenas sorria, incrédulo nas palavras da criança ele continuava “Você não quer nada além disso? A vantagem dessa negociação e toda sua... E estranho apenas me pedir isso”
“Com todo o respeito, claro. Eu não dou a mínima para quem e você... Tudo que eu quero e ter minha liberdade novamente, você pode me ajudar ou pode ficar aí dentro até os heróis entrarem... E pela distância que estamos eu diria que isso e cerca de cinco a dez minutos... Afinal de constas você e prioridade máxima, os vilões que soltei não vão ser capazes de enrolarem os guardas por muito tempo, então recomendo que faça sua escolha”
Sem tirar sua expressão sorridente o vilão confirmou com a cabeça, um desejo tão puro e ‘inocente’ por muita coisa... Apenas trocando a liberdade, não... Ele estava me usando como uma ferramenta e assim que eu não tiver mais utilidade ele vai me descartar.... Esse garoto... Realmente ganhou minha atenção... Ele poderia ter pedido qualquer coisa... Uma individualidade... Poder... Força.... Mas ele apenas está pedindo sua liberdade novamente.
“Três minutos...” Disse Midoriya sem tirar seu olhar do vilão, sua frase o tirou de seus pensamentos. “E o tempo que temos para escapar... Aquele cara, da fumaça n***a, sua individualidade se assemelha a um teleporte, provavelmente, ele precisa de uma localização exata para onde estamos para nós tirar daqui eu consegui alguns celulares, mas recomendo que peça que ele nos teleporte para longe para evitar ser rastreado” parou um pouco para recuperar seu folego enquanto começava a prestar atenção nos ruídos que começavam a surgir, provavelmente os heróis acabaram de chegar. “E pegar ou largar”.
“Garoto, você não pode sair se mim... Eu apenas posso recusar o acordo e nada acontecera comigo, apenas com você, que causou o motim e pela quantidade de sangue de sua roupa matou várias pessoas.”
“Mas só eu estou lhe oferecendo o que você quer... A liberdade.... Você será mantido aqui até os fins dos tempos e eu sinceramente duvido muito que seus companheiros sejam capazes de lhe resgatar sem uma alta chance de morte coletiva até chegarem no nível mais baixo do tártaro.”
O silêncio reinou novamente a sala.
“Um minuto”. Midoriya havia encurtado o tempo.
“Temos um acordo” Disse o vilão mantendo seu sorriso. “Se me permite, qual seu nome, me sinto triste por você saber o meu e eu não saber o seu”
Com um silêncio novamente Midoriya se levantava, indo para trás do vidro de segurança e desativando as armas daquela cela. O implacável vilão apenas se levantou ativando algumas de suas peculiaridades e quebrou o vidro como se fosse um papel, apenas para receber um celular voando contra sua cara. O garoto tinha audácia.
“Eu poderia simplesmente te m***r e ir embora” O vilão deu um sorriso e lançou todo seu instinto assassino contra Deku que apenas bocejou e revirou seus olhos.
“Você e uma pessoa de palavra. Confio em nosso acordo.” Falou despreocupadamente, o que fez o vilão gargalhar enquanto digitava alguma coisa.
“Você não respondeu minha pergunta” Se referiu ao nome do garoto sardento.
“Provavelmente nunca mais vou te ver na minha vida, um vilão tão ilustre como você vai realmente perder seu tempo ao decorar o nome de um inútil? Ira esquecer no momento que estivermos fora” falou sarcasticamente.
“Eu realmente gostei de você, garoto” Disse o rosto de boca enquanto um portal n***o surgia ao seu lado. “Vamos.” Por algum motivo aquilo não era uma pergunta, era uma afirmação.
Izuku Midoriya apenas deu de ombros, ele preferia morrer do que ser preso novamente, o risco de confiar ‘nele’ era razoável. Antes morrer com um propósito do que morrer sem um. Com rápidos passos ele acompanhou o vilão pelo portal que ao passar logo se fechava.
Ao atravessar o portal, Midoriya, sentia seus pulmões cheios de liquido, era estranho e a umidade era realmente... Interessante... A primeira coisa que o esverdeado viu ao passar era Shigaraki, Toda e Kurogiri sentados em um bar. Toga estava jogando com uma pessoa com a pele queimada, um jogo de carta enquanto se levantava ao ver seu chefe, Shigaraki sorria de ponta a ponta, mesmo com sua máscara escondendo seu rosto... É cara... Ele realmente precisa de um cacau... E Kurogiri estava limpando um copo com um pedaço de pano. O vilão com apenas uma boca apenas sorrio e quebrou o telefone.
“De um quarto para o garoto e um pouco de comida. Daqui consigo ver seus ossos” Ordenou All For One, fazendo Midoriya rosnar.
“Acordo feito. Você segue sua vida e eu a minha. Sem mais sem menos” respondeu e um tom desafiador, fazendo com que Kurogiri finalmente nota-se sua presença e se levanta-se. Toga apenas ficou em silêncio enquanto Dabi virava seu rosto para trás, observando a audácia do garoto.
“Você cuidou de mim, me tirou daquele lugar, ao menos deixe-me retribuir o favor” Respondeu o vilão se virando para o garoto.
“Acordo encerrado.” Respondeu rispidamente enquanto olhava a procura de uma porta. “Minha liberdade pela sua, o acordo era simples. Não quero nada vindo de você”.
“Você não acha que possui a língua muito afiada?!” Disse Shigaraki em um tom alto enquanto apoiava as mãos sobre o ombro de Midoriya, quase ativando sua individualidade “Aceite a gentileza do chefe”.
Em um reflexo, Midoriya segurava a mão de shigaraki e a torcia, antes de arremessar o garoto, de guarda baixa, para o outro lado da sala. “Não. Me Toque” Quase como um berro ele se virou para All For One. “Estou. Indo. Embora” com aquelas palavras, Izuku Midoriya, apenas se virou de costas e andou em direção a uma das portas e ao abrir notava que era a errada, suspirando pesadamente, ele iria para a outra e saia do estabelecimento.
“Eu realmente gostei desse garoto” Murmurou Dabi.
“Ele e um problema” Rosnou Shigaraki, de contra partida.
“Embora seja realmente fascinante.... Eu gostaria de ter ele por perto.” Mencionou o vilão com seu sorriso sarcástico sobre seu rosto.
- Enquanto isso do outro lado da cidade –
“Nezu, você não pode parecer tão feliz... Mesmo que essa fuga tenha o deixado ‘insano’” Repreendeu Aizawa ao descer do carro.
Junto ao herói apagador estavam o rato? Cachorro? Urso? Ninguém sabe! Mas ele e o diretor da U.A e o herói número um! Caminhavam calmamente até as entradas do tártaro.
Nezu havia entrado em seu modo ‘Insano’ assim que recebeu uma ligação que Midoriya Izuku e All For One haviam escapados da prisão, mas esse não foi o real motivo, não demorou um segundo para Nezu se alegrar, alguém peculiar escapou das profundezas do tártaro com tanta “facilidade” que chega a ser cômico e divertido, humanos são uma espécie simplesmente fascinante. Passando pela entrada principal o clima realmente parecia mais sombrio. Os guardas estavam em silêncio enquanto os poucos que andavam estavam a carregar sacolas pretas ou ajudando a levar alguma maca.
Ignorando a situação por si mesmo, os heróis caminharam até a recepção, mas antes de falarem com o senhor de cabelos grisalhos e bigode formoso foram abordados pelo Diretor do Tártaro. Um rapaz que aparentava ter mais de meia idade, usando um terno formoso e preto que combinava com seus cabelos castanhos escuros, quase preto, com as raízes brancas.