Capítulo IV Entrando de forma seca em um bar junto ao lindo e vermelho pôr do sol, o garoto com pequenas sardas em suas bochechas, lança um gigantesco sorriso para a fumaça n***a atrás do bar, quase que correndo em sua direção para pular o balcão e sorrir para a entidade.
-Shigaraki não está aqui- respondeu a entidade, obviamente era uma pergunta bem comum para toda vez que o esverdeado chegava dentro do bar. Com um sorriso que se abria um pouco mais com a resposta da fumaça n***a, Midoriya, se esquivava para a direita e começava a olhar as garrafas de bebidas. Como ele não confiava em ninguém para preparar sua bebida o sardento sempre as escolhias aleatoriamente e bebia.
-Zukuuuuuuuuu- Murmurou Toga enquanto saia do corredor, lançando seus olhares fixos para o garoto esverdeado.
Com um sorriso meigo em seu rosto o menor pegava qualquer bebida que via, sem se importar para o que era ou quanto custa-se, logo saltando novamente pelo balcão e correndo até Toga, agarrando seu braço e a puxando para um abraço. Um fato curioso sobre Midoriya e que ele odeia ser tocado e que invadam seu espaço pessoal, mas de contra partida, ele ADORA com todas as forças de seu coração tocar e invadir o espaço pessoal de outras pessoas. Enfim a hipocrisia.
-Togaaaaaaaaaaaah- berrou o garoto se distanciando um pouco, rindo bem baixinho enquanto voltava para o banco do bar. A loira ficava visivelmente apreendida, querendo pular ou agarrar o esverdeado por mais tempo, mas sabendo que se realiza-se isso seria arremessada para o outro lado da sala.
-Você sabe que não pode ficar correndo do Shigaraki toda vida…- Murmurou a entidade enquanto pegava um dos copos limpos e os colocava sobre a mesa, para Midoriya se servir. A muito tempo o esverdeado parou de se perguntar se todos os copos de Kurogiri limpa, realmente, realmente mesmo, precisa de uma limpeza.
-Tecnicamente falando.... Eu não estou correndo dele.... Eu só estou o evitando- respondeu secamente enquanto abria a garrafa de vidro com aquele liquido branco, que só pelo cheiro parecia ser forte, e despejava sobre seu copo.
-Evitando...?- A fumaça ergue sua sobrancelha, pera, ela tinha uma sobrancelha? -Você decorou os momentos que ele está no bar, dias, horas, minutos e só vem nesse intervalo... E quer me dizer que está apenas evitando-
-Oowww.... Eu não sabia que você se importava tanto- com um sorrisinho que continuava a crescer, Midoriya, bebia lentamente sua bebida, fazendo uma careta ao terminar seu gole, essa p***a realmente era forte! -O Shiggy não gosta de mim, não tenho por que me importar em ver ele- Falou ao fazer um biquinho em seu rosto, fazendo Toga se aproximar lentamente.
Midoriya, desde o momento que saiu da prisão nunca tirou seu sorriso do rosto, apenas o mudava, aumentado ou diminuindo dependendo de suas emoções, que aos poucos começavam a ficar mais visíveis em seus sorrisos, isso se você se descobre qual sorriso representava qual reação. Para não dizer que ele apenas sorria, Midoriya, só tirava aquele sorriso quando fazia beicinho, o que era quase constantemente quando era refutado ou não tinha um argumento muito bom.
-All For One também quer falar com você- Complementou Kurogiri lançando um olhar quase que mortal para o garoto de cabelos verdes que com toda inocência do mundo apenas desviava seus olhos verdes na direção da porta. -Nem pense em fugir!- ordenou ao colocar o copo por baixo do balcão, em um ponto não visível. -Não, eu não sie ler mente... Você vem tanto aqui e foge tanto que é fácil te ler-.
-Se eu venho tanto aqui como você diz... E fujo sempre... Por que ele continua requisitando minha presença... Ele sabe que eu não vou falar com ele.- Novamente seu beicinho estava de volta.
O garoto tinha o péssimo habito de voltar naquele bar, era como se algo o chama-se para aquele lugar, talvez o pouco de confiança que ele ainda tinha no resto da sua alma estava depositado naquele lugar. O único problema era as brigas que ele vivia tendo com Shigaraki, já que Midoriya sempre o desrespeitava ou arrumava uma briga mais... Cabulosa, assim por dizer. Sinceramente, All For One nunca intervia e sempre proibia Shigaraki de tocar no garoto menor, por motivos óbvios, que o chefe adorava Midoriya, mais pelo fato de o garoto sempre o deixar empolgado e interessado, as ações tão aleatórias, junto de um comportamento infantil e maduro, era algo fascinante para o vilão.
-Talvez por que você vive intrigando-o e talvez por você ter matado Kaminari…- Sugeriu Toga enquanto se sentava ao lado de Midoriya, arrastando seu banco um pouco para o ladro, respeitando a regra de um metro e meio de distância dele.
-Em minha defesa o Shiggy me deu permissão.- Falou de forma tão inocente que realmente parecia uma criancinha tentando se defender de um adulto mau.
-Você conseguiu o número do Shigaraki de novo?- Perguntou Kurogiri soltando um longo e largo suspiro. -Por isso o mau humor essa manhã-
Midoriya não pode deixar de fazer um sorriso culposo enquanto novamente desviava seu olhar para algum outro canto. -…Talvez- ele resmungou de forma tão baixa que apenas quem estava ao seu redor pudesse ouvir. -Mas chega de procrastinar... Tenho trabalho a fazer e você e um homem bastante ocupado para se importar com alguém problemático como eu- Disse quase como se fosse algo de orgulho, sério, quem se fala que e problemático com tanto orgulho na voz.
Retirando sua mochila amarelo brilhante de suas costas, Midoriya pegava alguns cadernos numerados e começava a folheá-los, finalmente encontrando um com a numeração ‘20’ e jogando contra a bancada, onde Kurogiri o pegava e o abria.
-Depois pergunta por que o chefe quer tanto te ver- Disse com sinceridade enquanto olhava folha por folha, com uma discrição bem detalhada de cada pessoa que foi pedida para Midoriya analisar. Cada herói tinha pelo menos cinco folhas de conteúdo enquanto o garoto apenas sorria de satisfação com o elogio, se aquilo realmente fosse um elogio. Levando sua mão para dentro de um portal, o vilão de fumaça retirava uma maleta que logo colocava sobre a mesa.
Midoriya como um bom garotinho a abria rapidamente, olhando o amontoado de notas e logo a fechando com satisfação, a puxando para seu colo e a abraçando. Izuku aproveitou o que ele mais sabia fazer para ganhar dinheiro no submundo desse mundo, usando suas analises que ele tanto era elogiado para vender e ganhar uma boa quantidade de dinheiro. Diferente de antigamente, as análises de Midoriya se tornaram algo mais preciso e perigoso, além de mais detalhadas. 90% era chegada a fatos e 10% era teorias, e as teorias eram marcadas com diferentes e coloridos marca-textos. Fora que tinha desenhos representando o equipamento de cada herói solicitado. Mais de metade de seus cadernos foram vendidos para a Liga.
Midoriya, de forma em geral, tinha um bom relacionamento com vários vilões... Seu relacionamento com a Liga dos Vilões era algo razoável, desde que ele não visse Shigaraki tudo ficaria bem. Seu relacionamento com a Fábrica de Vilões era seco e sem graça, eles nunca conversavam muito, entregava, recebia e pronto! Simples assim. Já seu relacionamento com o Oito Preceitos da Morte era algo.... Perigoso... Overhaul detestava ser tocado e tinha nojo de germes... E Midoriya, sendo Midoriya, adorava invadir seu espaço pessoal, tanto o dele quanto de todos, o que sempre causava um grande atrito entre eles que quase sempre resultava na morte de alguém.... Midoriya sempre saia impune pelo fato de ter relacionamento com os ‘maiores vilões da cidade’, então ninguém queria m***r ele e ter todo mundo se virando contra sua organização. No máximo sempre o espancavam ou davam cascudos nele até o menor se comportar. Normalmente resolvia depois do sétimo cascudo.
-Então.... Está tudo ok? - Perguntou Midoriya como se estivesse esperando algum elogio. Pelos céus o garoto não era hibrido ou tinha uma individualidade que o transformava em um cachorro, se não sua calda estaria balançando loucamente nesse momento.
-Sim, sim. Tudo certo, não vai conferir o pagamento? - Respondeu Kurogiri com desdém, erguendo novamente sua sobrancelha para o garoto que apenas se levantava a carregar sua maleta.
-Eu tenho tanta preguiça de checar o dinheiro.... Não acho que me passariam a perna também...- Resmungou andando até a porta, dando longos passos. -Por favor, não diga a ele que eu estivesse aqui- suplicou ao abrir a porta.
-Olá jovem Midoriya... Podemos conversar? - Disse a voz do outro lado da porta. O rosto familiar de só uma boca e o terno lindamente preto era o suficiente para fazer Midoriya suspirar pesadamente, enquanto segurava o braço do vilão e tentava o tirar do caminho.
-Isso e tão injusto! - Resmungou ao ver que o vilão m*l se movia. Com gosto o vilão que tinha apenas uma boca gargalhava ridiculamente alto ao ver os esforços do garoto e sua ousadia. A cada minuto que ele olhava e analisava o garoto mais e mais interessado ele ficava nele. Talvez o vilão quisesse que Midoriya se junta-se ao seu lado, não apenas para ficar de olho, mas para conseguir atingir suas metas e objetivos.
-Vamos lá! - Ordenou o vilão enquanto fazia um movimento com o rosto para Kurogiri abrir um portal. -Apenas um diálogo entre adultos. Depois da conversa está liberado para ir embora, sem muitos problemas. - O vilão estava lutando contra seu desejo de tocar o sardento, ele sabia que se fizesse isso o garoto com toda certeza iria pistola e não prestaria atenção nem em metade da conversa.
-Primeiro, tecnicamente falando, eu não sou um adulto- Como sempre, o garoto estava tentando desviar o assunto. -Segundo, se eu for com você eu estaria perdendo um dia de trabalho. - Disse de forma rígida se distanciando do vilão, olhando com cuidado ao seu redor como um cachorro assustado a procura de um lugar para fugir.
-Eu pago sua hora- Disse o vilão com um sorriso sádico. Ele estava evitando usar a força contra Midoriya.
-Virei um prostituto?!- Berrou com todo o seu pulmão, como reflexo de sua brincadeira o garoto se cobriu com a maleta, protegendo seu peito igual uma mulher sendo exposta no chuveiro. -Eu sou caro e difícil, ok! - Falou ao criar um beicinho novamente o que fez o vilão dar umas boas gargalhadas, ele realmente gostava dele.
-Há controversas! - Berrou Toga com um sorriso malicioso em seu rosto.
-Isso são de- -Midoriya foi interrompido pelo desejo de m***r de All For One, acompanhado de sua voz seria.
-Você pode ir a bem ou ir a mau-
Parando um pouco para pensar o garoto revirou os olhos e suspirou de forma mais pesada ainda, ele estava se odiando por ser pego por uma armadilha. -Eu posso ir..., Mas! - ele disse tentando ao menos ganhar algo em troca -Quero que me traga o Mineta, eu sei que você sabe quem é.- Ele disse de forma rígida enquanto inclinava sua mão para frente, para firmar um acordo ao balançar as mãos com All For One.
Com um ‘olhar’ quente do vilão ele apertava a mão de Midoriya, fazendo o garoto estremecer, e logo ao soltar ambos atravessaram aquele húmido e estranho portal novamente. Midoriya não pode deixar de fazer beicinho ao ser arrastado para aquele lugar.
-Você tem certeza que e esse o endereço? - Perguntou o Chefe de Polícia Kenji Tsuragamae.
-Esse e o lugar que Midoriya passou. - Confirmou Nezu encarrando a antiga usina elétrica da cidade. A mesma havia sido trocada e renovada a bastante tempo, esse lugar era da época preá-individualidade.
-Vamos entrar, quanto mais demorarmos pior vai ser- Disse o esquelético herói número um, em sua forma crocante. Quero dizer, quando All Might está pequeno e indefeso e quanto ele está grande, ele está duro. Midoriya sabia disso e o chamava de -d**k Might-. Uma brincadeira que beirava a infantilidade de quinta série que vivia dentro dele.
Abrindo lentamente, ou melhor, arrombando a porta com sua força bruta, All Might, foi o primeiro a entrar dentro daquele ambiente que era perturbadoramente limpo e aconchegante. As paredes pareciam recém limpadas e a mobília era nova e limpa, tinham vários sacos de feijões acompanhados de comida, ou melhor, porcarias espalhadas pelo chão, ou para leigos, uma p*****a de saco de esquine e latas de guaraná para todo o canto.
Passando pelas portas e pelos corredores que eram quase todos iguais ao primeiro ele encontrava uma cabina de controle, acompanhada de uma salinha pequena ao lado que ao abrir tinha a foto de Kaminari acompanhada de um quadro de madeira com papeis e fotos do loiro de todo o lado, seguidos de um barbante amarelo que o ligava para várias coisas.
O chefe de polícia se aproximava do quadro, olhando algumas das anotações para ver e perceber que eram todas as provas mandadas para Nezu, fora as rotas e caminhos ‘seguros’ para o tártaro. O garoto havia planejado cada movimento com antecedência, só esperando para agirmos para executar seu plano.
-Interessante- disse Nezu ao lado do policial, que quase deu um pulo ao ver o rato lá. Quando ele havia chegado? Só ele mesmo para responder isso. A mistura de animais que formava aquele ser se aproximava dos papeis e os puxava, olhando um de cada vez. -Ousado. - Ele confirmou olhando as ruas que ele achou que Kaminari poderia seguir -Se tivéssemos pegado qualquer outro lugar, ele teria falhado em seu plano... Ele jogou suas cartas com cem por cento de certeza que estaríamos lá. - Confirmou Nezu.
De fato, Midoriya, apostou tudo que tinha que eles iriam passar por lá, a única diferença e que havia armadilhas espalhadas pelos outros pontos de encontro, que caso o carro passasse iria acionar e explodir alguma casa ou caixa de correios a poucos metros à frente, obrigando-os a fazer um desvio até o lugar que ele queria.
-Ele realmente gosta de pipoca e aquário. - Falou All Might ao entrar na cabine de controle.
A cabine estava uma bagunça de pipoca pelo o chão, o simples andar fazia um som chato de corânica. Se aproximando do vidro que dava para a sala de baixo, ela estava repleta de água, do teto ao chão. E flutuando quase que aleatoriamente por lá existia um par de algemas(?). Ignorando isso eles foram para um corredor aberto e perceberam que ele dava para diferentes salas que era basicamente iguais, todas repletas de água com uma porta aberta.
Chegando ao final do corredor eles encontravam uma sala, também, repleta de água. A diferença era que Kaminari estava quase que pregado ao teto, seu corpo estava queimado e sua pele exposta. Seu corpo, assim por dizer, estava enrugado pela água que ali tinha, foi uma morte bruta ou agoniante? Se ele estava queimado ele tentou se m***r ou atacar Midoriya? Isso foi antes ou depois dele morrer afogado, se morreu assim. Algo que somente o tempo poderia dizer, ou melhor, a autopsia.
Se virando para trás com aquele pensamento, Nezu se deparava com um bilhete escrito à mão, endereçado para ele. O puxando com cautela ele via que era a letra de Midoriya e tinha uma escrita passiva-agressiva. Com um sorriso Nezu começava a folheá-la, vendo que apenas havia as instruções para limpar a água da sala.
-Vamos lá, está na hora de revirar esse lugar a procura de qualquer coisa do Midoriya! - Disse Nezu batendo palmas para chamar a atenção dos seus acompanhantes.
Antes que eles pudessem responder o pequeno mamífero, ele se virava para o corredor e começava a caminhar para fora, fazia tempo que um humano não a entretida tanto! Para Nezu e Midoriya esse jogo não se passava de um tabuleiro de xadrez, Midoriya movia suas peças enquanto Nezu tentava mover as suas. Obviamente Midoriya era o branco e Nezu era o preto, um jogo que vidas humanas estavam percorrendo e sendo apostadas a cada instante, um emocionante jogo que mostraria o verdadeiro lado sádico de Nezu para a humanidade.