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1069 Palavras
Luna Acordei amordaçada em cima de uma cama dentro de um quarto que eu nunca havia visto na minha vida. Sem claridade alguma, impossível saber se era dia ou noite... tentei me levantar da cama mas foi impossível já que meus pés e minhas mãos estavam amarradas. Respirei fundo e tentei-me manter a calma, mas não vou mentir que o medo estava-me dominando por inteira então era quase impossível manter a calma na situação que estou. Comecei a pensar várias bobagens, das piores coisas mesmo. Seria meu fim? Quem me sequestrou mataria-me? Sei lá, só sei que coisa boa não era, eu sei... tava sentindo sabe? O que me lembro antes de apagar é que dois homens me arrastou pelos braços me jogando pra dentro daquele carro, mas naquele desespero todo m*l consegui ver os rostos, e se tinha mais alguém ali dentro... até porque, em questão de segundos colocaram um saco de pano na minha cabeça acho que justamente, para mim, não ver o rosto de cada um deles, e até mesmo para onde me levariam. Eu só sabia gritar por socorro mesmo com aquele pano abafando os meus gritos e debater-me feito uma louca completamente! Foi um horror literalmente, um desespero, um medo... até que apaguei e aí eu já não vi e nem ouvi mais nada. Consegui levantar-me encostando na cabeceira da cama e fiquei ali, esperando alguém aparecer e fazer o pior comigo. Eu não queria admitir para mim mesma, mas no fundo, no fundo eu já desconfiava de quem poderia ser por trás de tudo isso. Daquele dia que aconteceu tudo comigo, eu sabia que ele era um cara perigoso, eu vi nos olhos dele. A frieza, maldade e aquela sede de vingança que ele carregou consigo por todos esses anos... Eu não sei qual a verdadeira história por trás de todo esse ódio, e essa sede de se vingar do meus pais mas, se notava que foi algo que feriu e traumatizou ele de uma forma horrível e muito dura. Eu fiquei dias sem falar com meus pais por conta disso mesmo... eu queria saber, entender o que aquele homem me disse enquanto me encarava amarrada dentro daquele barraco horrível. Eu questionava eles sobre, e os mesmos se negavam de ter cometido essa crueldade que foi ter mandado assassinar os pais dele. Eles se negaram de ter feito isso, diziam que não sabiam do que ele estava falando. E como eu sabia que eles estavam mentindo pra mim, eu fiquei sem falar com eles durante uns dias. Não achava justo não saber o real motivo de ter sido sequestrada por aquele homem por conta do desejo dele de vingança contra meus pais. Eles não tinham esse direito... de se negar a me contar a verdadeira historia, o por que de tudo aquilo, sabe? Até por que quem quase morreu aquele dia foi eu, filha deles. Escutei um barulho de passos chegando até a porta do quarto em que eu estava e automaticamente me encolhi na cama ficando de cabeça baixa. Ouvi o barulho das chaves destrancando a porta. Meu coração acelerado estava, quase saindo pela boca... Me encolhi mais e mais até que ouvi a porta ser aberta e passos caminhando até mim. Até que, finalmente escutei a voz de quem quando me disse algo, mas não era a voz dele. Levantei o rosto lentamente encarando aquele homem que estava a minha frente e observei atentamente cada detalhe seu. Era um homem alto parecendo um armário, literalmente. Deve ter seus 1,80 de altura. Forte, com o braço esquerdo fechado de tatuagens, com aquele troço que morro de medo atravessado nas costas. IG: Oh, garota! Tá com fome? - assenti de cabeça baixa. - Toma aí, patrão mandou pra tu! - jogou uma sacolinha que pelo que vi acho que seria uma marmita dentro. Luna: Pode me soltar, por favor? - olhei para trás e o mesmo se ligou. IG: Vou soltar pra tu comer, quando tu terminar aí te amarro de novo. Se liga, na tua responsa... - apontou o dedo na minha cara - se tu fizer alguma gracinha tu não vai gostar nada da graça! Vou tá aqui na porta, então melhor não tentar nada. - assenti. O mesmo saiu andando fechando a porta. Catei a sacola abrindo a mesma desesperadamente, estava morrendo de fome não vou negar. Chega tava toda mole de tanta fome! Tirei os talheres de plástico de dentro do plástico, abri a quentinha e dei uma garfada rapidamente. Mastigava com gosto, como se estivesse comendo a melhor comida do mundo, literalmente... Terminei e abri a garrafa de suco que veio junto com a quentinha e tomei. Agradeci mentalmente por aquela refeição, sério mesmo... se demorasse mais um pouco eu desmaiaria aqui mesmo de fome. IG: Terminou aí garota? - disse entrando e eu assenti com a cabeça. Quando ele ia me amarrar novamente pedir para ir ao banheiro. O banheiro tinha aqui dentro do quarto mesmo, vi quando as luzes foram por aquele troglodita. Luna: Estou apertada, posso ir ao banheiro? IG: Vai lá! - disse ao desamarrar as cordas do meus pés. Fui até o banheiro fechando a porta e trancando a mesma. Respirei fundo encostada na porta, em seguida fui até o vaso e fiz xixi. Pelo menos tinha papel higiênico aqui, já que estou sendo tão castigada... me atentei aos detalhes dele observando tudo, e é, até que é ajeitadinho. Tinha um pequeno vitro dentro do box mas, ali era impossível tentar fugir. Mas poderiam me ouvir, caso eu gritasse, pelo menos eu eu acho né?! IG: Bora, garota!!! Desceu pelo vaso, p***a??? - gritou batendo na porta e revirei os olhos. Cara babaca! Luna: Estou indo. - gritei de volta. Lavei as mãos, joguei água no rosto, nos pulsos e na nuca, pois estava muito calor, e prendi o meu cabelo em um r**o de cavalo. Me saí, e lá vou eu ser amarrada novamente, que ódio!!! IG: Vou ficar aqui até quando?? - o encarei. - Estou com a mesma roupa, estou toda suja... quem é seu patrão, o que ele quer comigo??? Vai-me matar, é isso?? - disse desesperada. IG: Mais uma palavra te meto um tiro rapá!!! - gritou e eu calei-me. Amarrou minhas mãos para trás e meus pés e colocou fita na minha boca. Agora pronto... como diz eles, não fode!!!
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