Luna narrando...
Acordei com o alarme do meu celular despertando, estiquei a mão até o meu criado mudo ao lado da minha cama, peguei o meu celular e desliguei o mesmo. Fiquei alguns minutos deitada mexendo no celular, respondi Vanessa que já estava de pé e me mandando várias mensagens perguntando que horas íamos para a rodoviária.
Eu havia comprado as passagens no site ontem a noite, a saída do ônibus seria ás 13:00 horas e agora já era onze. levantei-me rapidamente, fui ao banheiro e escovei os meus dentes. Já peguei a toalha que estava ali pendurada e tomei um banho bem rápido, pois ia acabar me atrasando, já que eu ainda nem havia arrumado minhas malas e ainda teria que passar na casa de Vanessa para pegá-la.
Assim que terminei me enrolei na toalha e fui até meu closet separando minha roupa. Escolhi um conjunto de saia longa aberta da coxa para baixo e um top, com estampa florida, a coisa mais linda. Eu amo, me sinto bem vestida, muito elegante. Calcei uma sandália rasteira clara com tiras cheia de pedrarias, soltei meu cabelo que estava com touca cetim e nem precisei fazer nada pois estava bonitinho. Em seguida, fui arrumar minha mala.
Separei algumas roupas, sendo elas vestidos leves, shorts, algumas blusinhas que eu adoro, e alguns casacos. Iria comprar roupas novas lá mesmo, pois não daria tempo de separar tudo o que eu realmente queria levar, já que tenho muita roupa e amo a maioria. Então ficaria aqui por horas escolhendo cada uma delas.
Coloquei na mala uma última peça das roupas que separei, em seguida, fui colocando por cima os conjuntos de “Lingerie” que mais gostava bem embalados dentro de um saquinho plástico apropriado. Coloquei alguns acessórios, e por fim terminei e a fechei.
Desci as escadas carregando a mala na mão e fui carregando até o carro. A coloquei no porta malas, em seguida fechei a porta. Tirei meu óculos escuro de dentro do top onde eu havia colocado e o coloquei no meu rosto e fui-me despedir da minha mãe que já estava atrás de mim me observando...
Margareth: Tchau, minha Luna! - me abraçou. - Vá com Deus filha, que essa viajem de traga muitas felicidades... e se cuida viu? - assenti.
Luna: Obrigada, te amo! - me despedi e fui em direção ao carro entrando no mesmo.
Meu motorista Frederico já estava a caminho, enquanto isso falava com Vanessa por mensagem. A mesma já estava pronta e com tudo pronto e me aguardando...
Chegamos ao destino e logo Vanessa aparece no portão com suas malas. Isso mesmo, não era uma não eram mais de uma.
Luna: Você é doida... - gargalhei e a ajudei a guardar as malas no porta malas.
Vanessa: Essa vai ter que ir na frente, já não cabe mais nada aqui. - balancei a cabeça em negativa enquanto ria.
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Thaigo narrando...
Estava na base com os meus soldados em reunião. Um infiltrado nosso da polícia chegou com a seguinte informação de que o meu morro seria invadido daqui alguns dias, que eles queriam a minha cabeça e, além disso entrar aqui com tudo para pacificar.
Thaigo: Você tem certeza disso Júlio?
Júlio: Tenho sim! E eles tão querendo a sua cabeça, não vão sossegar enquanto não te prenderem e dominar o seu morro.
Thaigo: Então a guerra tá declarada... - disse friamente tragando o meu charuto em seguida apaguei jogando o mesmo no chão e pisando em cima. - o meu morro ninguém toma nessa porr*!!! - gritei e dei um soco sobre a mesa. - Agora que não estou mais molhando a mão daqueles vermes eles querem me derrubar? Nem o d***o me derruba, porque eu sou o próprio del diablo! - me levantei saindo da base.
Tava cheio de ódio depois dessa notícia, fui pra casa bolado com a mente a milhão, só neurose e vários b.o pra resolver. Só por que parei de molhar a mão dessa raça agora querem armar contra mim. Um bando de corruptos, que são comprados por qualquer coisa, mas se você para de dar dinheiro eles querem fod** contigo! O dinheiro compra tudo e todos, a tal da ganancia e poder.
A guerra tava declarada, eu não vou permitir que tirem de mim o que levei muito tempo pra conquistar. Se hoje eu estou aqui é por total mérito meu! Ninguém vai-me tirar, mato e morro por isso aqui.
Chegando em casa vou até a cozinha pegar gelo, em seguida caminho até a mesinha de whisky e despejo gelo no copo me servindo com o whisky. Sento no meu sofá, acendo um cigarro e fico ali marolando por um tempo... com o pensamento longe, várias situações acontecendo de uma só vez.
Deitei-me no sofá ficando meio tonto e com isso apareceu vários flashbacks na minha cabeça. Do nada a imagem dela me aparece nas lembranças, me fazendo lembrar da cor do seus olhos, cabelo e sua pele... Do seu olhar que eu enxergava medo mais ao mesmo tempo tão destemida, da sua fragilidade naquele momento mais da sua coragem também. Alguma coisa tinha nela e não me deixa a esquecer por nada, me fazendo sempre lembrar.
Não me deixo ser entregue totalmente e fico relutante, balançando a cabeça espantando esses pensamentos e fico nervoso por saber que não consigo parar de pensar nela. E eu não quero pensar nela, quero sentir raiva, ódio e ser capaz de machuca-la e assim ferir quem me feriu!
Depois daquele dia em que ela fugiu, eu recuei e não fiz mais nada. Deixando ela e a família dela pensar que eles se deram por vencidos e que eu tivesse fraquejado, mas, m*l sabe eles que tudo isso faz parte do meu plano! Quero fazer todos pensarem que eu desistir, e então atacar na melhor hora.
Ainda continuo a seguir todos passo de Luna, e sei que agora neste momento ela está indo a São Paulo e que irá com Vanessa. Sei de tudo, até do ar que ela respira... e ela ainda voltará a me ver, e não ficará nada contente quando esse dia chegar. Ela vai desejar nunca ter nascido.