Vanessa narrando...
Após eu conseguir salvar a vida de Luna, fiz exatamente como dona Margareth havia me pedido. Que ajudasse a filha dela, fosse embora e cortasse contato com Luna! Assim eu fiz...
Desativei todas minhas redes sociais, troquei de número mas de nada adiantou né? Pois a mesma se encontra aqui na minha frente agora.
Vanessa: A verdade é que, eu já sabia de tudo desde o início! Th que exigiu me aproximar de você para levar informações até ele. Não me pergunte como ele soube que você estava dando aulas no Colégio Agostinho pois eu não sei... - respirou fundo e me encarava com olhar triste. - Mas ele soube, e quando soube se aproveitou pois sabia que eu dava aulas lá também!
Luna: Meu Deus... - balançou a cabeça em negativa. - esse homem é completamente obcecado por mim! E por que você aceitou fazer isso, Vanessa??? - me encarou.
Vanessa: Ele me ameaçou!!! Ameaçou a fazer algo contra meu filho. - Luna arregalou os olhos.
Luna: Como você nunca me contou isso??? - disse chocada. - Você tem um filho? - Vanessa assentiu.
Vanessa: Sim, ele está com minha mãe... Eles foram embora do Rio faz pouco tempo! Depois que aconteceu tudo aquilo, eu temia que th fosse atrás deles e fizesse algo. Então eu liguei para minha mãe e pedi para que ela saísse do Rio pois corriam perigo e ela ficou tão assustada... - respirou fundo contendo ás lágrimas. - Graças a sua mãe eu consegui tirar eles daqui! Mas, antes disso eles moravam na pista.- disse se levantando e rondando na sala enquanto falava. - Na época em que engravidei do Yuri eu era novinha, não tinha noção de nada. Tinha lá meus quatorze anos... - respirou fundo ao dizer. - Aquela época eu era do mundão, rebelde, totalmente perdida na vida. Conheci um menino, ficamos e acabei engravidando dele.
Luna: Nossa, Vanessa... Eu m*l consigo imaginar tudo o que você passou! Imagino que não foi nada fácil para você, muito menos para sua mãe ter que ir embora com seu filho. Por que nunca me contou?
Vanessa: Eu nunca te contei por que sentia vergonha! Vergonha de mim mesma. - disse limpando ás lágrimas. - Minha mãe não aceitava na época em que eu havia engravidado tão nova e ainda por cima de um moleque envolvido no crime. Mas logo depois que Yuri nasceu ela simplesmente o arrancou de mim, dizendo que eu não tinha estrutura e nem capacidade para cuidar de uma criança. E que jamais iria permitir que o neto dela fosse criado naquele meio, e foi embora com ele pra pista sem nem me dar ao menos satisfações para onde iria com meu filho! - disse limpando as lágrimas.
Luna: Eu imagino que deve sentir muita falta dele, porém, por um lado ele está seguro bem longe daqui!
Vanessa: Sim! com certeza, está... Fico mais aliviada por isso.
Não contive ás lágrimas mais uma vez e já estava chorando novamente. Vanessa se levantou e veio até minha direção e me abraçou.
Luna é a primeira pessoa que eu estou contando toda minha história, o meu ponto fraco e todas as dores que carrego comigo até hoje mais ninguém sabe. Sinto muito por não ter sido presente na vida do meu filho, e não ter tido a chance de ver ele crescer e acompanhar todo o desenvolvimento dele. Me dói aqui na alma sabe?
Mas por um lado não me culpo tanto pois ele foi tirado de mim pela avó. Mas agradeço também que ela tenha feito isso pois se não o que iria ser de nós dois? Uma criança cuidando de outra?! Não teria como eu criar um bebê, eu m*l sabia cuidar de mim...
Mas isso não quer dizer que eu não tenha sentimentos.
Eu o amo desde que o vi pela primeira vez, em que o peguei e vi seu lindo rostinho. Yuri ja está com nove anos, um moço! Fico imaginando como ele deve estar, com certeza é um menino muito lindo e inteligente...
Luna: Você sabe para onde ela foi?
Vanessa: Sim, foi para São Paulo! Foi pra casa dos meus tios, temos família lá.
Luna: Poderíamos ir para lá, o que você acha? - abri um sorriso contagiante.
Vanessa: Você faria isso por mim?
Luna: Sim! Além de que, preciso dar uma respirada também... Depois de tudo que aconteceu, vai me fazer bem sair desse Rio um pouco. E você vai poder ver seu filho! Apenas unir o útil ao agradável.. - sorriu.
Eu estava super feliz, gritando felicidade por dentro e por fora! Não via a hora de ver Yuri, abraça-lo e dizer a ele o quanto sua mãe o ama.
Após nossa conversa Luna foi embora, disse que iria organizar tudo. As passagens, e o hotel em que íamos se hospedar por um tempo. Que arrumaria as malas e deixaria tudo pronto o mais rápido possível, e que amanhã ela passaria aqui para me buscar.
Luna Narrando...
Assim que cheguei em casa comuniquei dona Margareth de que ia passar um tempo em São Paulo. Achei que a mesma não ia gostar muito da ideia, pelo contrário super me apoiou!
Margareth: Vai te fazer bem, Luna. Espero que faça amigos nessa viagem, e traga um namorado na sua volta. - brincou rindo.
Luna: Não quero saber de compromisso tão cedo - riu.
Margareth: Ué, e por que não? Você é jovem, bonita, inteligente... Que homem não se interessaria?
Luna: Estou focada em mim no momento! Mas... - ressaltou. - isso não significa que se aparecer um homem bonito, charmoso, inteligente que me conquiste- disse fazendo gestos com as mãos. - quer dizer que eu vá dispensar né? a sorte não bate na porta duas vezes. - gargalhamos.
Margareth: Se eu não fosse casada com teu pai, pode ter certeza que eu estaria aproveitando e muito por aí. Aqui não é de se jogar fora benhê... - disse e se remexeu.
Luna: Aí, dona Margareth... só você mesmo viu! - gargalhei.
Fazia tempo que não tinha esse tipo de conversa com a minha mãe, com tanta i********e, e risos. Aquela conversa entre mãe e filha, sabe? Fazia é tempos... Mais brigávamos do que se dava bem! Mas, tudo isso partia de mim. Eu que sempre travava ela, não dava a******a, por que ela sempre tentou não minto.
Mas na minha relação com ela eu sempre sentia algo diferente em relação a ela e não sei explicar... desde pequena, meu maior vinculo era e ainda é com meu pai! Que eu sempre me sentia vontade pra tudo, até pra contar meus maiores segredos. Falando nele o mesmo está viajando a negócios mas conversamos por telefone.