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1048 Palavras
Luna narrando... A minha cabeça ainda não tinha assimilado o que havia-me acontecido, já havia se decorrido uma semana desde o ocorrido comigo no morro do Vidigal e desde então não saiu mais do meu quarto para nada, apenas para comer e somente. A minha cabeça não para um minuto se quer de pensar naquelas cenas, nas coisas que escutei daquele homem friamente c***l! Não consigo esquecer por nada. Margareth: Minha filha? - me chamava batendo na porta pela terceira vez. - Abra essa porta, por favor! Até quando você vai ficar se negando a me ver, e falar comigo??? Luna: Vai embora! - gritei. Assim que vi minha mãe depois de ter escapado daquele morro, minha reação foi fazer muitas perguntas, questionando ela do por que ele ter falado tudo aquilo pra mim e por que ela ter todo esse envolvimento, qual era o segredo que ela escondia e ainda esconde de mim. Ele falava como se meus pais fossem tipos de pessoas que fizessem coisas ruins, erradas, como se fossem de uma máfia perigosa, ou algo assim. Não entendia o por que dele falar daquela forma como se minha mãe houvesse matado os pais dele e agora ele só quer vingança... Não consigo pensar que meus pais teria coragem te tal ato. Não entra na minha cabeça que eles me escondem tantas coisas, que eles são esses monstros. Além do que, eles são meus pais que me criaram a vida toda e me deram todo amor e carinho do mundo... "Será que fui mesmo enganada a minha vida toda???" Passei o dia todo refletindo nessa possibilidade, na minha vida, no meus alunos, na Vanessa, no meus pais e principalmente no Th. Me levantei da cama determinada a virar essa página e não viver com medo de alguém, fugindo minha vida inteira ficando trancada dentro do meu quarto. Separei uma roupa, e a coloquei em cima da minha cama. Fui direto ao banheiro abrindo o chuveiro e fiquei um tempinho debaixo daquela água quentinha e gostosa pensando por onde eu começaria... Desliguei e em seguida peguei a toalha que estava pendurada fora do box. Me enrolei nela, sai do banheiro e já fui catando o secador e ligando diretamente na tomada. Enquanto os secava, lembrei de Vanessa. Depois daquele dia eu não há vi mais. Me lembro que quando o homem que havia nos tirado de lá me trouxe até minha mãe e ela foi junto com ele! Ele disse minha mãe havia mandado ele levá-la para um lugar seguro. Nós despedimos aquele dia e desde então, perdemos contato. O número dela já não era mais o mesmo, pois eu tentava ligar e ligar, mas só dava caixa postal. Tentei entrar em contato através de redes sociais mais a mesma desativou todas. Eu teria que falar com minha mãe, ela saberia me dizer onde ela está... Finalizei o meu cabelo, vesti as minhas roupa e fiz uma leve make. Sai do meu quarto indo em direção a área da piscina, hoje é sábado e aos sábados a minha mãe tira o dia pra ficar na piscina. Assim que ela me viu já foi saindo, colocando o roupão. Margareth: Minha filha, que ótimo! - sorriu vindo na minha direção. - Achei que não sairia daquele quarto tão cedo... Luna: Já estava na hora. - sorri falsamente. Margareth: Que bom, minha filha. Estou muito feliz em vê-la que está superando, junte-se a... - a interrompi. Luna: Mãe! Eu não vim aqui fazer as pazes, me juntando a vocês... - disse me referindo a ela e ao meu pai. - Eu só quero saber notícias sobre Vanessa, onde é que ela está? Margareth: Tudo bem... se é assim que quer irei respeitar o seu tempo. - assenti. - Sobre Vanessa, não tenho mas notícias... Até achei que não queria mais vê-la, depois de ter descobrido toda a verdade sobre ela. Luna: Só quero vê-la e conversar... Me passa o endereço de onde ela está. Margareth: Está bem... - disse e saiu indo em direção da sala de estar e eu a segui. Ela pegou um bloco de notas, e começou a anotar o endereço. - Aqui está! - me entregou o papel. Luna: Obrigada! Me empresta seu carro? Depois daquele dia não me importei mais em tentar recuperar meu carro no Vidigal! Deixei pra lá, até por que nem falta está me fazendo. Bens materiais não enche meus olhos... Margareth: Está aqui! - me entregou as chaves. - Qualquer coisa liga pra sua mãe, e muito cuidado! Preste sempre atenção se não tem ninguém te seguindo. Luna: Tudo bem... - disse e saí. Voltei ao meu quarto e peguei minha bolsa, guardando no mesmo o papel com o endereço de Vanessa. Calcei meus sapatos e fui saindo. Fui o caminho todo atenta, hora eu sempre parava com o carro em algum lugar pra ver se alguém me seguia. Mas vi que estava tranquilo, não havia ninguém atrás de mim. Graças a Deus... Pelo meu GPS eu já havia chegado. Estacionei o carro na esquina, e desci do carro. Olhei em volta e nunca nem conheci este lugar, era um bairro tranquilo e quase nem se via ninguém na rua. Olhando no papel comecei a procurar o número da casa olhando para os lados e havia achado. Fui até lá e gritei no portão e foi assim uns dois minutos até ela aparecer na janela olhando toda desconfiada. Luna: Oi, Vanessa! Sou eu, Luna. - fiz gesto com a mão dizendo oi. Logo ela aparece pra fora e vem em direção ao portão abrindo o mesmo. Luna: Aí, como é bom ver você, que está bem... estava com saudades. - disse e a abracei. Vanessa: Eu também... - disse me abraçando de volta. - Vem, entra! - assenti entrando. Assim que entro Vanessa já me pede para sentar em seu sofá. Me sento me ajeitando e logo em ela vem da cozinha com um copo de suco. Luna: Obrigada! - sorri. Vanessa: O que te trás aqui, depois de tudo? Luna: Eu sei que você deve ter uma história, uma justificativa, pra tudo! - disse e coloquei o copo em cima da mesinha de centro que havia na sala. Ela sentou-se ficando de frente para mim, me encarou e respirou fundo...
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