Eu nunca tinha pedido nada a meus criadores, não sabia se seria respondida, mesmo assim segui o que me foi pedido, voltei para o quarto e me preparei como foi pedido, a loira me advertiu que ele me tomaria hoje, e que devia ser dócil e amável. Mas eu não o amava, então ficaria quieta pra acabar logo, eu estava mais linda, o vestido escolhido era perfeito, mas eu não queria isso.
Eu esperei um sinal e quando achei que devia brigar para não ficar ali o sinal veio.
Fui ate a banheira e sentei na beirada esperando a hora dele me chamar, fiquei ali por alguns minutos ate ser chamada, mas antes de levantar toquei a água com a minha mão e ela mudou de cor, ficou vermelha, esse era o meu sinal, teria que ir pra cama com ele. Não é que eu abominava isso, mas achei que ir pra cama com alguém sendo virgem valesse algo, sempre dei muito valor a minha virgindade, eu nunca consegui perdê la, mas eu tentei com quem achava que amava, agora era diferente, seria por obrigação, eu não sabia nada desse Deus, quer dizer sabia as piores coisa, que era terrível, implacável e que não tinha pena de ninguém, e só queria f***r a seu bel prazer, essa última foi aquela loira ridícula que me disse.
Eu saí do quarto já sabendo pelo que passaria, andei ate os aposentos de Seth a cada passo sentia mais medo, parei na porta e entrei, não havia ninguém, mas ouvi barulho de água, e fui até lá.
Seth estava numa grande banheira cercado de mulheres bem mais bonitas que eu.
— Tire sua roupa e entre aqui, venha me satisfazer. - falou alto enquanto era chupado por uma delas. Eu não consegui segurar, virei as costas e sai dali correndo, fui pelos corredores até passar por uma porta que estava aberta e dava pra uma floresta ou jardim escondido, o lugar era um labirinto cheio de surpresas, passei e fechei a porta.
Comecei a questionar Rá por estar ali: — Você me trouxe pra cá, porque fez isso? Eu não quero passar por isso? Porque me trouxe justo pra ele? Ele me humilha, não quero ficar aqui, porque, porque me fazer tanto m*l? - falei tudo o que queria e sentei na grama.
— Meu pai nunca diz o que quer de verdade, deixa que descubramos do pior modo possível. Por experiência própria ele não vai te responder. - disse. Ele estava apenas de roupão, eu virei meu olhar.
— Eu não entendo porque nós somos marionetes nas mãos de vocês, nós temos vida, amamos e sofremos como vocês, menos você que não tem coração, porque querem que vivamos assim, como súditos inúteis, se podemos ser mais e ajudá-los? - disse mais uma vez sem pensar.
Ele deu dois passos em minha direção e eu dei dois para trás, mas pra minha infelicidade encontrei uma árvore no caminho.
— Porque foge assim? - perguntou.
— Eu não fujo, só mantenho distância de coisas que podem me fazer m*l. - falei.
— Porque acha que eu te farei m*l? Minha fama é tão r**m assim? - perguntou bem próximo a mim que podia sentir o calor daquele gigante perto de mim.
— Você tem uma péssima fama. - falei.
— Eu quero você aqui e agora. Tire esse vestido, garanto que não terá ninguém nos olhando. - disse.
Eu não pude negar agora, olhei ao redor e não vi ninguém, seria agora. Tomei coragem e segurei as alças do meu vestido e o desci, não pude evitar um soluço, não era de mim, era só um adeus.
Ele chegou perto de mim, respirou em meu pescoço, mas não disse nada, fiquei imovel esperando suas ações, ele me circulou e nada disse. Tocou meu braço levemente e em seguida minha cintura, suspirou e disse.
— Você não me quer, porque permanece aqui?
— Tenho medo de te dizer não e você me mandar pra casa, e matar minha família. - falei.
— Vista-se e saia daqui. - falou.
Eu entrei em desespero, ele estava me rejeitando, estava perdida. Levantei meu vestido com vergonha, mas tentei convencê-lo que queria.
— Não, eu posso ser o que precisa. - disse firme.
— Você tem medo de mim, eu chego perto de você e você foge. Você não quer estar aqui, mas também não aceita ir embora. - falou.
— Todos têm medo de você, eu não sou a única. Tenho medo porque só ouvi coisas ruins sobre você. Mas eu me afasto de você porque você é bonito e me sinto atraída por você mesmo sabendo que não é adepto a isso, que não se deita com humanas, e acho isso inaceitável. - falei e me arrependi. Mas que merda eu falava demais.
Ele se aproximou de mim, e eu permaneci no lugar, ele pegou minha cintura e me levantou, era 2 metros e meio, eu o abracei com as pernas, foi por instinto. O toque dele era diferente, era quente, me arrepiava, como era possível isso?
Ele me beijou, me beijou, será que todo mundo sentia o mesmo que eu senti com aquele beijo? Ele não disse nada, só se manteve em silêncio. Me olhou de um jeito estranho, e eu permaneci quieta. Ele me pôs no chão e eu continuei parada.
— Quero que vá para seu quarto e fique lá até que eu chame. Você pode passear pelos corredores, incluindo a minha biblioteca, mas não pode ir embora, nem se dirigir a mim de resto terá liberdade para fazer o que quiser. - falou sem se virar pra mim.
— Você vai sair? - perguntei imediatamente e me arrependi. — Desculpe, eu não quis me envolver com suas decisões, era só curiosidade.
— Eu vou fazer uma viagem, mas volto trazendo respostas e a decisão sobre seu futuro aqui. - disse.
Ele virou as costas e me deixou lá parada, eu não entendia o que tinha acontecido ali, passei a mão pelo meu cabelo e meu corpo continuava quente e tremendo, era a presença dele, eu já tinha sentido muita coisa, mas aquele sentimento era novo e confuso.
Porque isso agora, e porque por ele, um deus que não ligava para assistência humana? Era castigo, devo ter feito muito m*l na minha vida passada. Me recompus e voltei para dentro, andava pelos corredores olhando todas a s salas que encontrava, o lugar era enorme e agora podia conhecer com o consentimento de Seth, dei mais alguns passos e fui puxada pelo braço, a loira alta me puxou.
— Ele já te negou? Porque ele nunca deitaria com você, uma simples serva. - disse. Eu fiquei muito irritada, ela falava a verdade, mas era muito ofensivo, ai minha boca não ficou calada.
— Se você chegar mais perto de mim, você vai sentir o cheiro dele na minha pele, e foi bom, foi muito bom, meu corpo todo se esquentou com o toque dele, e a boca, por isis é maravilhosa, eu posso não ter experiência total, mais foi perfeita. Agora me diga como você se sente quando ele te leva pra cama? Sente como eu senti, porque eu amei cada segundo. - falei. Não era mentira, so um pouco de exagero. O que não esperava era o tapa que ela me deu, fiquei com mais ódio.
— O que está acontecendo aqui? - Seth perguntou. Imediatamente ela o reverenciou, que vaca crerina.
— Desculpe meu senhor, ela me provocou e eu não consegui me segurar. - falou a vaca.
Ele se virou para mim, eu estava de cabeça baixa.
— Isso é verdade serva? - perguntou.
Ele levantei a cabeça e dei um passo para mais perto dele, eu tinha nome.
— Me chamo Nefertari, e sim eu a provoquei, ela foi agressiva e ofensiva e eu não aguentei. - falei a verdade.
— Gosto quando me falam a verdade, e você ser… Neferteri me falou, foi sincera. - disse.
— Yunet de agora em diante você está proibida de encostar em Nefertari, ela está sob minha proteção até eu decidir o que fazer com ela. E não a proíba de passear pelo castelo, ela está livre para ir onde quiser. - disse e saiu.
— O que você fez? Como o enfeitiçou assim? - perguntou.
— Me solte agora, eu não fiz nada. - falei e voltei para o meu quarto. O que será que tinha acontecido ali, aquele não era o mesmo Seth das histórias que me contavam, e porque eu gostei tanto do beijo dele, isso não devia estar acontecendo, ele não me respeitava como mulher, nem como ser humano, éramos somente brinquedos para eles, e eu tinha que me lembrar disso.