- Você só pode estar brincando!
Alfonso: Eu não estou brincando, eu pensei muito e a pessoa ideal para isso é você.
- Num brinca? Perguntou com deboche.
Alfonso: Sou tão r**m assim? A simples ideia de passar mais tempo comigo é tão r**m assim, Annie? Perguntou sentido.
Anahí: Claro que não, eu não quis que pensasse assim. É que seria estranho, você sempre me viu como sua amiga e agora me pede para casar com você.
Alfonso: Seria um Casamento de fachada. Não me expressei direito. Eu decidi acatar a decisão do meu avô.
Anahí: E porque logo eu?
Alfonso: Eu pensei em tudo o que meu avô colocou no testamento e a única pessoa, única mulher pelo qual eu sinto carinho é você, não quero me casar com alguém que não sinto nada.
Anahí: E você vai casar com uma mulher que nunca transou, sendo que poderia escolher qualquer uma com quem já saiu e tentar ter um casamento normal? Perguntou
Alfonso: E elas iriam se iludir e achar que estou apaixonado e criar expectativas que seremos uma família feliz.
Anahí: Isso me parece errado.
Alfonso: Eu sei que se você aceitar teria que abrir mão de se casar com alguém que você realmente possa amar, mas seria por pouco tempo, um ano passa rápido.
Anahí: Eu não sei, preciso pensar. Isso tudo para mim é uma grande loucura.
Alfonso: Eu vou te dar um tempo para pensar. Mas pense em como dependemos desse dinheiro, e de como você me faria um enorme favor. Ficaria em dívida com você o resto da vida. Disse segurando a mão dela.
Anahí: E eu poderei pedir o que quiser?
Alfonso: O que quiser.
Anahí: Interessante. Se eu aceitar poderei impor minhas condições?
Alfonso: O que você quiser.
Anahí: E quanto a nossa família?
Alfonso: Eu não sei se seria ideal eles saberem que nosso casamento é armado.
Anahí: Eles podem não concordar. Disse pensativa.
Alfonso: Eu também acho. Caso aceite teríamos que fingir que estamos apaixonados.
Você teria que fingir, porque eu sou completamente apaixonada por você.
Pensou Anahí.
Anahí: Preciso pensar. Disse por fim.
Alfonso: Tudo bem, eu espero. Disse e beijou a mão dela.
Anahí: Preciso ir agora.
Alfonso: Eu te levo. Disse pagando a conta e em seguida levou Anahí até o carro. Quando ia abrir a porta para que ela pudesse entrar ouviram um gritinho fino, e uma voz bem enjoativa de uma mulher.
- Ponchito!
Alfonso olhou para Anahi e sorriu amarelo.
Alfonso: Oi Sabrina. Ela veio para o abraçar, mas ele se afastou.
Sabrina: Que foi, gatinho? Você sumiu. Desde a nossa última noite não me ligou mais. Disse maliciosa e Anahí revirou os olhos. Foi então que
Sabrina reparou na mulher ao lado de Alfonso. As duas se olharam e se encararam de cima a cabeça, Anahí fez cara de nojo e Sabrina a olhou com deboche.
Alfonso ficou constrangido com a situação, ele sempre ficava assim quando Anahí via com quem ele saia. Desde quando eram adolescente. Ele ainda se lembrava de quando Anahí pegou Fabíola no seu quarto. E agora literalmente se encaravam.
Sabrina: Quem é ela, Ponchito?
Alfonso: Ela é..foi interrompido por Anahí.
Anahí: Não precisa perguntar para ele. Eu tenho boca, sei me apresentar pessoalmente. Sou Anahí, noiva dele. Disse sorridente e Sabrina deu um passo para com o rosto passando de surpresa para raiva. E Alfonso arregalou os olhos em surpresa.
Sabrina: Noiva?
Alfonso: Sim, vamos nos casar em breve.
Sabrina: Você odeia compromisso, nunca namorou ninguém.
Alfonso: As pessoas mudam. Disse tranquilo abraçando Anahí pela cintura e fazendo Sabrina ficar com o rosto vermelho de raiva.
Sabrina: Você deve ser a maior chifruda, querida. Porque ele é o maio galinha da cidade. Disse com raiva, Alfonso ficou incomodado e Anahí sorriu.
Anahí: Eu sei muito bem o passado dele. Mas comigo é diferente. Por que ele sabe que se me trair, farei o mesmo. Disse convicta e até Alfonso ficou surpreso com a revelação.
Sabrina: Que sejam muito infelizes. Disse e saiu pisando duro.
Alfonso: você..você...aceitou? Perguntou quando os dois entraram no carro.
Anahí: Não. Disse grossa
Alfonso: Mas..você disse que ..
Anahi: Eu sei o que eu disse. Aliás agora eu entendi porque não poderia apresentar as mulheres com quem vai para cama como sua noiva. Elas são depressiativas, só falta um letreiro dizendo : Me coma. Disse ríspida e ele se encolheu.
Alfonso: Annie...
Anahí: Sinceramente Alfonso, você já teve mais bom gosto. Aquilo parece mais um projeto de p*****a. Você se cuida quando vai pra cama com essas vadias? Perguntou totalmente séria e Alfonso parecia um menino assustado levando bronca da mãe.
Alfonso: Eu só...elas..elas... dão em cima.
Anahí: E você como santo que é não recusa né. Disse cínica. - Alfonso Herrera, se você quer que eu aceite me casar com você afaste todas essas putas da sua vida. Disse lílvida de raiva e ele balançou a cabeça assentiu.
Alfonso: Pode..hum...pode deixar. Ele a levou em casa e ela nem se deu ao trabalho de se despedir dele bateu a porta do carro com força e saiu pisando duro. - Que mulher! Disse quando já estava sozinho e foi para casa.
Anahí tomou um banho quente e se deixou relaxar, percebeu que tinha explodido com Alfonso e não tinha direito, apesar de ama-lo e se ferir ao saber que ele tem outras mulheres, não tinha direito sobre as escolhas dele e os dois nem tinham nada, mas a raiva que sentiu daquela mulherzinha vulgar foi maior, o ciúmes tomou conta de si. Precisava agir com mais calma se aceitasse aquela loucura de se casar com ele.
Ela achava muito loucura aceitar o pedido dele de casamento, conviver diariamente com ele seria tortura. Mas ao mesmo tempo, passariam mais tempo juntos e teria pelo menos um pouco dele, mesmo que de fachada. Ela seria hipócrita se não entendesse as mulheres que se jogam nos braços dele e correm atrás, ela mesmo daria qualquer coisa para tê-lo pelo menos por uma noite. Suspirou ao pensar em como a vida dela está bagunçada desde que tinha voltado.
Saiu do banho e encontrou Maitê no seu quarto.
Maitê: Como foi?
Anahí: Nem vai acreditar.
Maitê: Diz logo.
Anahí: Ele me pediu em casamento. Disse e viu Maitê arregalar os olhos.
Maitê: QUE? Então Anahí começou a contar tudo o que tinha acontecido e oras Maitê ficava séria oras ria. - E o que pensa em fazer, ou melhor o que quer fazer? Porque tudo isso é muito louco, mas você sabe que pode ser sua grande chance de mudar tudo. Eu vou te apoiar em tudo.
Anahí: Eu sei, obrigada por sempre estar comigo. Disse a amiga.
Maitê: Então, o que quer fazer?
Anahí: Vou aceitar, eu vou me casar com o Poncho. Disse nervosa e Maitê sorriu e abraçou a amiga.