Segunda Fase - Capítulo 13

1420 Palavras
Alfonso encarou Anahí e a viu com um semblante assustado e ao mesmo tempo triste. Anahí: E o que vai fazer? Vai casar? Perguntou com um pouco de voz falha e Alfonso a abraçou se sentindo um menino assustado. Alfonso: Eu não sei o que fazer, meu avô deixou todo o dinheiro no meu nome e eu poderia salvar a empresa. Anahí: Então vai casar? Perguntou se encolhendo nos braços dele. Alfonso: Eu não quero me casar, mas pela primeira vez na minha vida talvez tenha que sacrificar o que quero pelo bem dos outros. Anahí: Então você gosta de alguém... Alfonso: Não, claro que não. Não existe nenhuma mulher que me faria querer casar. Na verdade, as mulheres com quem já sai não são mulheres para casar. Anahí: Alfonso! Que coisa mais machista. Alfonso: É a verdade, mulheres que nem se dão ao valor e já vão abrindo as pernas sem o menor esforço. Eu não quero esse tipo de mulher como minha esposa. Anahí: Então está decidido a fazer a vontade do seu avô? Alfonso: Eu preciso pensar, por mais que meus irmãos tenham herdado uma boa parte dos bens do vovô, poderíamos vender e com o dinheiro salvar a empresa, mas não acho certo pedir isso e além do mais seria não respeitar a vontade do meu avô. Eu nunca pensei em casar, não antes dos 30, mas não sei o que fazer. Não é só a minha família, a sua também está em jogo, fora o emprego de muita gente aqui. Eu nem estou acreditando que ele estipolou isso. Anahí: E porque seu avô exigiu que se casasse? Alfonso: Ele diz no testamento que preciso conhecer o amor e que com o casamento seria também a forma de amadurecer e parar de usar as mulheres. Anahí: Nesse aspecto ele tem razão. Alfonso: Annie! Anahí: É verdade, oras! Alfonso: Mas me sinto perdido nisso tudo. O que você faria no meu lugar? Você sempre foi mais centrada, mais madura, inteligente e racional. Anahí: É complicado, porque muitos homens não tem a mesma visão que as mulheres sobre o casamento, eu entendo que seja a vontade do seu avô e que está em jogo o emprego de muita gente, que se tem muito a perder. Mas não sei se seria capaz de me casar sem amor. Alfonso: Essa é outra questão também, ele quer que eu me case com alguém que eu goste, que respeite e admire. Anahí: Deve exigir alguém que você veja assim. Alfonso: Exite sim. Disse convicto e Anahí sentiu uma facada no peito ao ouvir aquilo. Anahí: Hum..quem? Alfonso: Você! Anahí: Eu? Mas não vale eu sou sua amiga. Eu falo no sentindo de você sentir essas coisas por alguém que você enxergar como mulher. Disse mesmo sentindo uma dor ao pronunciar cada palavra. Alfonso: Eu preciso pensar. Anahí: Vai para casa, descanse e reflita antes de tomar qualquer decisão. Disse querendo escapar daquela conversa que já estava a fazendo m*l. Alfonso: Você tem razão. Obrigada por tudo! Por me ouvir. Anahí: Amigos são para isso. Disse e ele deu um beijo na sua testa e saiu da sala dela, e Anahí se pôs a chorar. Ela não aguentaria ver o homem que amava se casando com outro. Alfonso ficou o dia todo pensando o refletindo as palavras do seu avô, não sabia o que fazer não achava justo fazer seus irmãos venderem seus bens e não cumprir a vontade do seu avô, mas também não achava justo se casar por uma obrigação. Anahí não conseguiu mais trabalhar naquele dia ficou pensando na conversa com Alfonso e em como sério difícil vê-lo se casar com outra. Decidiu ir para casa. Quando chegou foi direto para o quarto e se jogou na cama chorando e nem se deu conta de que Maitê estava no quarto. Maitê: Annie, o que foi? Anahí: O Poncho... Maitê: O que esse i*****l fez agora? Perguntou já com raiva. Anahí: Ele não fez nada..não diretamente. Maitê: Você o viu com alguma mulher? Anahí: Não..quer dizer ainda não... Maitê: Me diz o que aconteceu, estou ficando aflita. Anahí: Ele tem que se casar Maitê: O que? Arregalou os olhos Anahí: Hoje foi a leitura do testamento do avô dele e para salvar a empresa usando o dinheiro que o avô deixou, ele tem que se casar, só assim poderá mexer no dinheiro. Maitê: Minha Nossa! Que coisa mais ultrapassada, obrigar alguém a se casar. Anahí: Ele diz no testamento que é para o Poncho amadurecer e tal... Maitê: Amadurecer o forçando a um relacionamento sem sentimento, baseado puramente para receber a herança, esse velho ficou louco! Disse com raiva. Anahí: Parece que o Poncho tem sentir alguma coisa pela esposa, qualquer sentimento. Maitê: Isso é a coisa mais absurda que eu já ouvi. Anahí: Ele acha que deve casar, para salvar tudo, entende? Maitê: Eu sinto muito, Annie. Eu sei o quanto vai ser difícil para você vê-lo se casar. Anahí: Eu não quero que ele case, dói, Maitê, dói muito. Maitê: Oh amiga. Chora! Coloca para fora. Anahí: Ele foi egoísta a vida inteira, porque não pode ser agora? Por que não deixa isso para lá? Querer pensar nos outros agora? Disse chorando Maitê: Talvez seja muito mais por ser um pedido do avô, você me disse que ele era muito apegado ao avô, talvez por isso a decisão pese tanto. Maitê colocou Anahí no seu colo e deixou que ela chorasse tudo o que queria. Já com Alfonso ele buscava uma solução que não fosse se casar, mas estava difícil pensar assim todas as vezes que se lembrava do advogado lendo as palavras do seu avô. Ruth: Posso entrar? Disse na porta e Alfonso deitado na cama viu a mãe. Alfonso: Claro, mãe. Ruth: Queria saber como você está se sentindo com isso tudo. Disse e se sentou ao lado do filho na cama. Alfonso: É tudo muito confuso, não queria me casar assim. Na verdade, casamento é algo que nem estava noseus planos. Ruth: Então não se case. Não quero que se case por dinheiro, mas sim por amor. Alfonso: Amor, mãe? Eu acho que nem sou capaz de amar alguém. Ruth: Claro que é. Alfonso: Nunca se quer gostei de alguém de verdade, todas as garotas com quem sai ou me envolvi rapidamente, nunca passaram de um desejo que se dissipava depois do sexo. Ruth: Mas você gosta da Annie. Alfonso: Ela é minha amiga, é diferente. Ruth: Não acho, você sempre a quis proteger dos garotos, sempre muito ciumento ficou tão arrasado quando ele foi embora. Alfonso: Ela desperta o que tenho de melhor, talvez por me conhecer desde de criança. Ruth: Apesar de tudo eu quero que você pense muito antes de tomar qualquer decisão, não se case apenas pelo dinheiro, mas se dê a oportunidade disso dar certo quando você aceitar, se não aceitar estaremos do seu lado, e daremos um jeito de resolver tudo, mas se aceitar iremos apoia-lo, só peço que escolha uma pessoa que desperte em você um sentimento verdadeiro, não só desejo, porque o casamento não é são baseado em sexo, é companheirismo, lealdade, arrume alguém que além de uma amante na cama será sua amiga para os momentos bons e ruins. Disse beijando a testa do filho e o deixando ainda mais pensativo. Ele analisou todas as opções que tinha, todas as mulheres com quem já se envolveu e nenhuma se encaixava no que sua mãe lhe disse. Com todas fora t***o do momento, um sexo bom e pronto. Nem Diana, Dulce, Belinda, Sabrina, Perla. Nenhuma delas despertou nada nele, a não ser desejo. Tinha Damayanti, uma das pessoas que ele mais tinha se dado bem de fato. Mas existia alguém que ele se sentia bem, que o fazia se sentir o ser humano melhor, seria absurdo pedir isso a ela? Teria que conversar, era a melhor opção dele, por mais que fosse loucura. Pegou o celular e ligou para ela, disse que precisava conversar, e apesar de achar estranho aceitou. Na manhã seguinte Alfonso foi direto para o confeitaria onde marcou com ela, que já estava lá. Alfonso: Oi! Bom dia - Bom dia! Como você está? Alfonso: Bem, apesar dos últimos acontecimentos. Eu espero que não me chame de louco. - E porque Chamaria? Alfonso: Eu tenho uma proposta para lhe fazer! -Então diga, oras! Alfonso: Case-se comigo? Pediu e viu engasgar com o café. - Que? Alfonso: Isso mesmo que ouviu, você quer se casar comigo?
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